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Um dia de chuva

Chove
lá fora
o calor que sinto
deixa um quê de mal olhado
Olho para trás
vejo
diante da vida que percorre seu caminho
não posso te ajudar
estou entretido com meus poemas
espere
daqui a pouco tudo volta ao normal
água que invade
calor que vai embora
e a sensação de dever cumprido
Ainda chove
lá fora
o calor que sinto
refresca os instintos
e mastigo aquele pastel de carne
lembro dos tempos de vovó
espere
não adianta mais voltar
a velha já bateu as botas
e eu reverencio
o tempo
nada posso fazer
passa tempo
tempo que me apregoa
me prega na cruz de cada dia
e vejo
olhos brilharem
e na decadência
me faço gente
A chuva que brota
invade
dentro de mim
consola

Meu livro

Este ano não passa. Vou escrever meu primeiro livro de poemas. Quero dividi-lo com você caro leitor do blogue. Mais notícias só final do ano! E vamos que vamos preparar o livro.

Saudade

Saudade
palavra que invade o peito
e derruba a ânsia de se estar
As palavras sempre morrem
Vivemos num mundo de explicações pouco plausíveis
Em que se dá muito conselho
E nada é posto em prática
Não dou conselhos
Não sou mestre
Apenas uma rapaz latino-americano
Desejoso de escrever o que deveras sinto

Faça

Pare de falar
Não dê tanto explicações
Seja real
Imunde o mundo
Território desértico
Pare de se explicar
Ninguém vai te ouvir
Seja você mesmo e nada mais

Chupada broxante

Os pés
chupados com voracidade,
pênis em ereção.
Tua língua
percorre
cada centímetro.
Passa pelas coxas
segue até as axilas
e se desmorona certeiro no pau.
Pede mijo
momento escatológico,
e uma dor de cabeça pulsa
broxa.