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Mostrando postagens de 2008

Simples é assim

Sábia na janela canta
A aroeira na mata dá flor
Canela de ema no alto do morro
Vegetação rasteira em vento voa

Campo rupestre,
Lagarto na rocha esquenta em sol poente
A aranha na sua teia se prepara para o deleite
A mosca fica esperta voa quase rente

Sábia na janela vou, vou, vou
João de barro na lama cavou e no bico barro transportou
A cigarra na mata canta, canta para atrair a fêmea
Perereca na beira da lagoa coaxa num som quase metálico

É noite, é luar, é fazenda, é só amar
Os bichos são o que são
Os humanos ainda podem mudar
Mas mudar requer intenção

Por isso a vida é assim
Pássaros voando
Sapos na lagoa
Lagartos em pedra
E a bela moça a olhar a vida sentada na beira da janela

Seduzir

O amor não existe mais
Em cada instante o tempo passa e nem se percebe
Todos correm apressadamente na ilusão de chegar
Cavalgando em brasa fervente

Ar rarefeito em uma montanha laranja
Verdes prados em azul celeste
Solar aversão ao prazer
Gozo intempestivo, escorrendo como néctar

Saudade daquele corpo
Suor e cheiros combinam-se harmonicamente
Coração flechado apenas uma gota de sangue
Sente-se o ser amado

Lutas ardentes em um dia de neblina
Corpos envoltos em uma atmosfera peculiar
Escuridão e luz
Na cama ama-se enquanto há hormônios

Aridez

Vermelho pulsar árido Músculo contraído Veias distraídas Na eternidade simbólica Corre para um rio de solidão
Gaia, Ártemis, Vênus Deusas iluminadas Sem nexo de existirem
Corpo mortificado Sangue azul Ossos carbonizados Músculo Pequeno músculo tendencioso

Da aridez a umidade

Da aridez a umidade

A realidade constringe
A vida não pode ser regredida
As emoções são libertas
A cabeça esvaziada

O som penetra
A música afeta
A alma escancara-se para o mundo
Em pequenos gestos se liquefaz

Cavalgar em linhas retas
Alvoroçar em grandes ocasiões
Despertar anseios
Vislumbrar desejos
Acalantar preceitos

Da aridez a umidade
A vida passa em instantes
Em um dia pode-se estar seco
Em outro umedecido

Poética

Necesidad

Yo tengo necesidad de amar
Yo tengo necesidad de hablar
Yo tengo necesidad de soñar
Yo tengo necesidad de escuchar
Yo tengo necesidad de pensar
Yo tengo necesidad de color

Necesidad es mío nombre,
Mis deseos no son utopicos
Mi vida no es una utopía
Viver una vida pequeña, eso no es para mi

Necesidad
Necesitó de amar
Un amor incondicional

En el túmulo, coloquen esta frase: "Tengo necesidad..."

Conto - A menina de fita amarela

A menina de fita amarela
Arquimedes Diniz (autoria do conto)
Em uma rua cintilada de azul celeste, com folhas amareladas pelo astro rei caminha uma menina. Com o seu sapatinho tipo boneca, ela caminha vagarosamente, parece que seu caminhar reflete seu modo displicente de ser. Olhando para o chão ela encontra uma fita amarela, num instante posterior, a fita se encontra em seus cabelos negros azuis profundos, e olhando para seu rosto percebe-se um olhar frio, cabisbaixo, até mesmo arredio. Parece que ela caminha para casa, seus pensamentos não podem ser entendidos, mas no fundo sabe-se que esta menina quer apenas passear pelas ruas da cidade onde mora. É uma cidade pequena como pequena é a menina de fita amarela. Num passe de mágica, um vento forte, robusto, com mãos gigantes arranca a fita amarela do cabelo, e a menina começa a correr desesperadamente, mas a fita já se encontra muito longe, tão longe que nem mais se pode ver. A menina passa a mão nos cabelos e com os olhos cheios de…

Poesias espirituais

Um ser humano na sua cruz

Rosto inclinado
Pregado em uma cruz Ele está
Sorvido gota a gota
Doado como só poderia doar-se

Uma prova de amor?
Uma loucura?
Uma vida renascida

Sentir-se um pouco como Ele
Como consola, mas não é uma consolação simplesmente
É uma certeza que se deve entregar plenamente o espírito
E deixar que o Pai intervenha

Num abismo encontro-me
Solto, livre, sem rumo
Há uma luz, fraca, mas há
Sem saber onde ela me levará, sigo-a



A cruz da unidade

Uma cruz é dada
Uma cruz é aceita
Uma cruz é erguida

Deixar pregrar-se nela
É a sabedoria divina
Que o mundo não quer nem mais saber
Porque o divino de outrem não existe mais

A felicidade está em aceitar os maus momentos
Através de uma doce lembrança
Jorrada pelas graças de um Pai

Pai que nesta cruz muitos possam se sentir igual a ti
Para que um dia, o dia já determinado
Venha-se conhecer
Que todos sejam Um


A Caridade vértice da Unidade

O frio bate
A alma gela
A caridade é rompida
Nada mais faz sentido

Diante dele recompomo-nos
Em um instante percebe-se
A vida é cu…

Vaso

Em um vaso azul turquesa Uma figura feminina reclina-se Ao longe se vê outra figura Músculos aparentes com um arado na mão
Diante dela ele se exibe Pobre figura, ainda não sabe como são as mulheres? Ela nem o nota, não faz questão Com um olhar de longe se observa
Ela, a figura desejada faz seu trabalho Caminha pelos campos azuis celestes Desaparece Isto tudo pode ser visto num vaso chinês
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O oceano é um local onde o ser humano deveria aprofundar suas idéias.

Figuras poéticas

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Estas figuras apresentadas foram criadas por mim, na realidade o que importa é a mistura de artes pois nenhuma arte é propriamente pura, todas podem ser Misturadas.