segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Poética

Necesidad

Yo tengo necesidad de amar
Yo tengo necesidad de hablar
Yo tengo necesidad de soñar
Yo tengo necesidad de escuchar
Yo tengo necesidad de pensar
Yo tengo necesidad de color

Necesidad es mío nombre,
Mis deseos no son utopicos
Mi vida no es una utopía
Viver una vida pequeña, eso no es para mi

Necesidad
Necesitó de amar
Un amor incondicional

En el túmulo, coloquen esta frase: "Tengo necesidad..."

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Conto - A menina de fita amarela


A menina de fita amarela
Arquimedes Diniz (autoria do conto)

Em uma rua cintilada de azul celeste, com folhas amareladas pelo astro rei caminha uma menina. Com o seu sapatinho tipo boneca, ela caminha vagarosamente, parece que seu caminhar reflete seu modo displicente de ser. Olhando para o chão ela encontra uma fita amarela, num instante posterior, a fita se encontra em seus cabelos negros azuis profundos, e olhando para seu rosto percebe-se um olhar frio, cabisbaixo, até mesmo arredio.
Parece que ela caminha para casa, seus pensamentos não podem ser entendidos, mas no fundo sabe-se que esta menina quer apenas passear pelas ruas da cidade onde mora. É uma cidade pequena como pequena é a menina de fita amarela.
Num passe de mágica, um vento forte, robusto, com mãos gigantes arranca a fita amarela do cabelo, e a menina começa a correr desesperadamente, mas a fita já se encontra muito longe, tão longe que nem mais se pode ver.
A menina passa a mão nos cabelos e com os olhos cheios de água, reclina a cabeça, parece que nada mais vai fazê-la feliz. Mas com seu jeitinho menina de ser, ela não sente mais vontade de chorar e aquele fato deixa de ser importante, porque no fundo ela compreende que nem tudo se pode ter. Ela enxuga os olhos, levanta a cabeça e continua a caminhar, num passo leve, solto, sem pressa de chegar ao destino.
Olha para o chão e vê apenas folhas, olha para as árvores ao seu redor e vê apenas galhos, e pensa, até as árvores perdem o que de mais importante tem, porque não posso perder a minha fita amarela. E isso a consola, a deixa mais calma, e o sorriso no rosto volta a iluminar o seu dia. O vento volta mas ela não se importa mais, porque agora ela pode aproveitar até o vento e como é bom sentir o vento no rosto.
Chegando em casa ela resolve escrever uma poesia, ela ama a poesia, prefere aquelas que digam o que ela sente aos outros, mesmo que isso incomode, ela nem se importa. De poesia nas mãos, pronta para novos passeios, ela se encontra só em seu quarto, mas sabe que mesmo só, há algo dentro dela que diz, a vida é uma aventura, e já que ela se encontra presente na vida e a vida presente nela, que outras fitas amarelas surjam e que se quiserem podem ir embora, pois ela encontrou o que tanto procurava, várias histórias para contar...