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Mostrando postagens de Dezembro, 2008

Simples é assim

Sábia na janela canta
A aroeira na mata dá flor
Canela de ema no alto do morro
Vegetação rasteira em vento voa

Campo rupestre,
Lagarto na rocha esquenta em sol poente
A aranha na sua teia se prepara para o deleite
A mosca fica esperta voa quase rente

Sábia na janela vou, vou, vou
João de barro na lama cavou e no bico barro transportou
A cigarra na mata canta, canta para atrair a fêmea
Perereca na beira da lagoa coaxa num som quase metálico

É noite, é luar, é fazenda, é só amar
Os bichos são o que são
Os humanos ainda podem mudar
Mas mudar requer intenção

Por isso a vida é assim
Pássaros voando
Sapos na lagoa
Lagartos em pedra
E a bela moça a olhar a vida sentada na beira da janela

Seduzir

O amor não existe mais
Em cada instante o tempo passa e nem se percebe
Todos correm apressadamente na ilusão de chegar
Cavalgando em brasa fervente

Ar rarefeito em uma montanha laranja
Verdes prados em azul celeste
Solar aversão ao prazer
Gozo intempestivo, escorrendo como néctar

Saudade daquele corpo
Suor e cheiros combinam-se harmonicamente
Coração flechado apenas uma gota de sangue
Sente-se o ser amado

Lutas ardentes em um dia de neblina
Corpos envoltos em uma atmosfera peculiar
Escuridão e luz
Na cama ama-se enquanto há hormônios