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Mostrando postagens de Março, 2009

Versando sobre algo

Casa de cabloco
Espeto de pau
Artefatos milenares
Roca, quase um dedo

Tirei-o a tempo
O vento saltou aos olhos
Lugares nunca antes navegados
Corruptor de versos

Singeleza, intimidade
Brancura, caos

Não há tempo a perder
Não há vida a morrer
Morre-se no agora
A alma encanta-se

No alto vejo um velório
Um cortejo funébrio
O casario velho
Uma pequena luz

Simplicidade nos versos
Versos versados em um tempo que não existe mais
Agora nada, o depois tudo
O paraíso ainda existe?