Nunca me enganei

Na claridade do dia
Faço versos para amar
Quando os termino
O vazio chega já

Nas sombras o peito é aberto
Na penumbra me transformo
Em ser quase completo

Na vida as sombras aparecem
Na face da morte
Encontro eu cá
Vida só interessa
Se há quem amar

Nas lembranças de uma vida
Todas faço já
Na beleza da covardia
Vide alma eterniza

Cabeça, áurea, branco
No limiar do espanto
O céu se abre de encanto
Das mazelas que canto
Nada mais garanto

Nestas longas rimas
De pulsar em prantos
O coração aberto afirma
Não sou poeta dos meus enganos

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