quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A cruzada

Sacode a areia
O sol caminha sobre minha cabeça
A mulata de belas coxas, cruzam-as
Como cravo, canela e pimenta
E em um instante percebo
Mulher quando quer
Vira o homem do avesso


Esta poesia foi escrita segundo um fato verídico numa praia capixaba.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ao sair da casca

Olha-se para trás
Rostos iluminados são avistados
O caminho a seguir é um mistério
Não se sabe o que se vai encontrar

Um dia resolve-se ir embora
Quanta saudade sentia
Mas olhando para frente
A vida se enche de luz

Em uma estrada ladrilhada penetrei
Ao olhar o chão só via meu olhar
Nele encontrava todos que deixei

A cada passo flores exalavam um cheiro forte
Do centro nasciam borboletas cor prata
Avistei-as de novo e estrelas a brilhar no céu

Acordei do sonho vivido
Uma sensação inebriante penetra no ser
Neste instante percebo algo
Sonhos vividos nunca são só sonhos sonhados