Reconstrução

Todo mundo pensa que a vida é assim
Na casa destruida em lagrimas invertidas
Prosa e versos em longa busca de afetos

Todo dia a gente morre um pouco
Para viver um pouco mais
Vida e morte simples assim

Toda a existência centrada em si
Busca invariavelmente um outro
Na tentativa de busca-lo foi-se

Olhe para o dia ensolarado
Na beira daquela janela
Calor tão bom para se sentir

A nossa essência é que tem valor
Tantas vezes lutei lutas invisíveis
Seres imaginários como os moinhos

Os moinhos, ah! Os moinhos
O castelo de areia desmoronou
De grão em grão reconstruo

Saudade daquele tempo que não se volta
Saudade daquilo que ainda não vive
Sempre fica a saudade de me reconstruir

Como rocha ei de ficar
Bruto como uma pedra
Mas sempre limpido como um fundo de riacho

Comentários

  1. Li vários dos seus poemas e já sigo seu blog. Gostei da sua forma de expressar natureza e amor. É muito nítida a dicotomia que seus textos mostram: claro/escuro; amor e desamor; luz e breu... Boa sorte e parabéns.

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  2. Bela poesia, muito profunda.
    Grande abraço e sucesso!

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  3. oiiiiiiiiiiiiiii

    gostei muito do blog to te seguindo

    me segue tambem

    www.jacksomhonorato.blogspot.com

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  4. Eu gosto muito de ler, principalmente livros de misterio e suspense.
    E suas poesias são muito bonitas. Realmente elas traduzer o seu "ser".
    Parabéns pelo blog e já estou seguindo você.
    Se quiser me seguir, também será bem vindo.

    www.tocadocogumelo.blogspot.com

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