Narciso

A vida é um itinerante caminhar
Em pedras de paralelepípedos
Instantes invulgar com aquele gosto de sempre amar
Colapso antes dentro que fora


O vento que bate em teu rosto
Desvirtua aquela franja, tira-a do lugar
Semblante quase límpido em um rio
Olhe para baixo, quero me jogar


Narciso quer ser eu mesmo
No intervocabular inexistentes
Os olhos fixos naquela água
A fundo se quer amar


As imagens destorcidas na parede
Narcisicamente há outros que olhar
Narciso gosta de se olhar no espelho
Daquela alma há pouco se procurar


E tanto olhar a si mesmo
A crença de se gostar
Narcisos aparecem em todos os instantes
Prontos para se devorar

Comentários

  1. É a primeira vez que tenho alguma concepção positiva de Narciso. Esse amor q ele tem por si próprio, na realidade, é uma ânsia de amar alguém muito feroz.
    Parabens pela desmistificação, garoto
    :)

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  2. Olá. Parabéns ao amigo blogueiro por ser um dos adeptos da mídia alternativa.

    Leia matéria em meu blog sobre o mito da caverna de Platão e a educação no BRasil:

    www.valdecyalves.blogspot.com

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