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Mostrando postagens de Agosto, 2010

Declaração

Onde tu estavas e não te encontrei
Caminhei por caminhos e só agora te vê
Roube-me da monotonia dos dias
Leve para bem longe daqui

Corremos de mãos dadas
Naquela campina que idealizamos
Vamos! Não deixemos que a vida passe de relance
Esteja comigo está noite

Abraça-me e aqueça este corpo
Quero ficar com você
Ainda não compreendeu?
Outras aparecerão, mas só tu estas aqui dentro

O fim ainda não chegou
A minha alma se encheu com teu carinho
A vida teve um novo sentido
Corre comigo! Eu estou te chamando, vem

Com os pés e asas

Em meus pensamentos obsessivos
Tu estás sempre presente
Como aquela máquina que registra
Fica na memória e no coração

Tua voz é a minha calma
Aquele abraço que tu me darás
Parece que já sinto
Calor entre dois corpos

Imagino tua pele tocando na minha
Aquele arrepio tão bom na espinha
Que congela os instantes
E deixa aquele gosto de querer mais

Acabei de acordar de um sonho
Pés no chão são para serem fixos
Mas os meus tem asas
Quero voar com você por aí

Confidência 2 - Poesia de 2007

Sensações estranhas tomam meu corpo
Emoções e sentimentos não são os mesmos
A cabeça quase reclinada encontra-se em pequenos lampejos
A face desfigurada em dores inconscientes

O tempo voa como um pássaro de fogo
Que em tudo arde, queima, sem deixar vestígios
O corpo treme, mudo estou, nada mais parece fazer sentido
Diante dessa situação o que é preciso entender?

O inconsciente parece querer tomar o consciente
Há uma briga interiorizada
Não sei quem irá vencer, nem sei se irá ter vencedores
O fato é que só se pode aguardar

Os instantes passam, passam como nunca haviam passado
Com o coração anestesiado não se sabe mais o que pensar
Os fatos serão consumados
O cinzel do escultor faz seus últimos entalhes

È doloroso ver-se neste estado
A cada estocada uma parte é arremessada
Mais dor que parece nunca mais acabar
Será que não haverá nenhum dia de tréguas?

A dor, dizem que só por ela amadurecemos
Mas como é difícil sustentar-se quando ela alcança os ápices da existência
Neste momento só há…

Instante - Revisitando 2008

Canção a meia luz de velas
Um espírito de sentimentos refinados
Açúcar na boca, doce lembrança
Circularidade da existência se fez em gestos

Calmaria na beira do mar
Ondas ondejando e velas apagadas
Correr na areia riscada de fel
A pele absorve uns instantes apenas

O coqueiro a balançar
Vento no rosto
Areia nos olhos
Cegueira

Tudo pode ser visto
Mesmo quando os olhos não vêem

Uma prosa poética

Intensidade
Força
Virilidade
Paixão
Explosão

Os dias passaram e eu me encontro assim
Tão tranquilo com o que sinto
Que a vida corre em seu ritmo
E você, quer correr junto a mim?

Simples é assim - poesia de 2008

Sábia na janela canta
A aroeira na mata dá flor
Canela de ema no alto do morro
Vegetação rasteira em vento voa

Campo rupestre,
Lagarto na rocha esquenta em sol poente
A aranha na sua teia se prepara para o deleite
A mosca fica esperta voa quase rente

Sábia na janela vou, vou, vou
João de barro na lama cavou e no bico barro transportou
A cigarra na mata canta, canta para atrair a fêmea
Perereca na beira da lagoa coaxa num som quase metálico

É noite, é luar, é fazenda, é só amar
Os bichos são o que são
Os humanos ainda podem mudar
Mas mudar requer intenção

Por isso a vida é assim
Pássaros voando
Sapos na lagoa
Lagartos em pedra
E a bela moça a olhar a vida sentada na beira da janela

Artilheiro

O brilho no olhar perdeu o sentido
Quem eu quero é quem eu quis
Não sou de vacilo parto para o gol
Artilheiro sempre em posição de ataque
Nem dê bobeira, porque de gol entendo
E se te dou abertura é para entrar
Mas não espere que entre sempre
Se der bobeira, dou o drible
Com aquela gingada de corpo
Só eu quem sabe dou
O tempo já começou e o juiz pode dar impedimento
Não espere cartão vermelho
Porque quando dou, é expulsão na certa
Ninguém faz do meu coração uma bola de futebol
Quando perceberes estará de chuteira na mão
E eu pronto para outro jogo

Devagar

A vida passa de relance
Se for para vivê-la que seja neste instante
Sem medo de me entregar sigo-a
Pode ser devagar

Sabe aquela música
Meu santo é de barro
Primeiro você veio
E devagar me pedes e vou

Em uma ponte, as águas por baixo passam
Olhando ao fundo percebe-se a claridade
É um remanso que vem e passa
As águas nunca são paradas

Vou devagar como tu pedistes
Como esse remanso que agora vistes
Elas passam, não há represa
E a vida continua

Figura poética

O sol a pino
O vento na face
Em uma motocicleta
Velocidade em alta tensão
O dia passou rápido
A volta foi de base
O sol invertido
Disfarce

Uma nova inspiração

No alto de uma montanha cor de laranja
O vento bate na batida do coração
Os olhos seguem aquele horizonte belo
E a cor dos tempos não são tons de cinza

Perderam-se as travas nos olhos
Aquele olhar longínquo não existe mais
A face desnuda com um sorriso estampado
E o corpo em êxtase e volúpia

Em samba de roda o mundo gira
Canta a alegria de se viver
Na eterna magia do bem querer
Os sulcos da testa agora fazem até aparência

Inspirações poéticas não param
Ele trouxe isso para o meu lado
Deste lado tão sombrio iluminou
Como um sol que ilumina e aquece

Somos sóis de um inverno passageiro
Enternecido por pequenas trocas de palavras
Naquele gosto do querer ainda mais
O tempo é chave e caminho

Devora-me e sejas devorado

Quero sentir tua pele alva tocando a minha
Naquele santo desejo de consumo
Em um beijo que esquente por dentro
E provoque infinitos sussurros

Sou um anjo disfarçado de pecado
Tenho desejo de carne viva
Toque-me com teu abraço
Aqueça estes longos dias

Tua parte que me corrompe
Que seja a mais bela alegria
Sentir-se naquele estado
De pleno gozo nos faria

O teu calor vai aquecer minha alma
Arranque de mim o topor de dias frios
Eleve-me ao ápice do abismo
Vem e me devora com teu amor e me faz sentir como uma flor

Mãe

Singela beleza num rosto sulcado pelo tempo
Em avida certeza amar sem nunca esperar
O parto das mães divinas parece nunca vezes cessar

Em longos prantos vê-se os filhos
Os filhos caminham em longos risos
As mães de braços estendidos sempre estão a suportar

Gestos, afagos, dengos, privilégios, amar
A mãe se sente mãe quando ama
E o amor de uma mãe pode até curar

Das mães pode-se esperar tudo
Em tudo que se espera é amar
Incondicional amor que leva os filhos, há sempre amar

Em linhas pontilhadas de bem querer

Um coração apaixonado
Que rasga ao peito o bem amado
O fogo consome as horas inexatas
Dias que nunca sempre passam

Tantas horas contadas no relógio
Os ponteiros que giram os segundos passados
Na eternidade daquela emoção
Que invade um coração enjaulado

Todo aquele que sente o bem querer
Pode ser sacramentado e lembrado
Como um doce perfume de dama da noite
Penetra na alma e impregna tal laço

Essas coisas acontecem quando menos se espera
Quando ao passar pela vida sem muita pressa
Com o semblante como lua ardente
Numa clara alusão a realidade que invade

Em tão pouco tempo se pode entender
Que estimular no outro o sentimento do querer
É a prova cabal de que se pode ter
O bem amado logo se quer ver

Meu blog está mais velho

Pois é eu nem sabia meu blog no dia 27 de julho completou dois anos e durante esse tempo ele ficou como que um diário virtual, mas muito reservado, poucos sabiam da sua existência. Foi criando sua identidade aos poucos. É a cara do Pai...rsrs...reservado ao extremo, mas que manteve sempre fiel aos ideais e idéias, escrever poesia, sempre, sempre.

E brindemos com poesia, caminho aberto por um sofrimento interior, mas que sempre me levou a ter os sentimentos mais puros e desejosos de felicidade, um brinde ao bem querer. E quem é que não quer ser bem querido e amado? Eu quero sempre!

Eu transito

Eu transito pela vida
Caminhando nas pontas dos dedos
Não sou um bailarino
Mas reconheço o tal tropeço

Eu caminho com você
Agora tú apresentas ao meu lado
Com caminhar lento e apurado
Teu jeito de ser amaranha o tato

Tua voz penetrou em um coração endurecido
Amoleceu, e encheu de tal brilho
Que os olhos de tão puros abrigos
Recolhe teu afeto longíquo

O dia do encontro, daqueles que só saberemos
O olho no olho, pele encostando em pele
Fervente prazer eternecido
Por uma voz que me arrasta demancinho

Esperança de ouvir e de ver é tanta
Que o coração encanta
Com singeleza presença
Antes que eu cala-me para sempre

Pisciano Feelings

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