quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Antes era amor

E num instante tú pensas que é flor
Mas se esqueceu dos espinhos
Tú achas que é cor
No outro sombrio
A vida é sempre pouco de dor
E muito de alegria
Quem se apega nada tem amor
Por que pouco deu-se
E muito valor é do que eu preciso

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Água que corre para o mar

Quando se desce de uma montanha
As águas beiram desesperadas
De veia em veia escorregam para ser amadas
E neste vai e vem leva a si própria

Tanta água a se levar
Que a vida parece uma profecia
Das águas a desaguar
Em pequenos veios a se fartar

Águas que passam por um lugar
Já dão pistas que não voltam
Porque o que carregam deixam a desejar
Num estante sempre a evaporar

O pequeno é bastante e as águas não desmentem
Atravessam tantas tempestades
Que no leito dos rios chegam aprofundar
Em tempo dissipam