Água que corre para o mar

Quando se desce de uma montanha
As águas beiram desesperadas
De veia em veia escorregam para ser amadas
E neste vai e vem leva a si própria

Tanta água a se levar
Que a vida parece uma profecia
Das águas a desaguar
Em pequenos veios a se fartar

Águas que passam por um lugar
Já dão pistas que não voltam
Porque o que carregam deixam a desejar
Num estante sempre a evaporar

O pequeno é bastante e as águas não desmentem
Atravessam tantas tempestades
Que no leito dos rios chegam aprofundar
Em tempo dissipam

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