Clara do Samba

Clara clareou o dia
Fez da vida uma eterna sinfonia
Do seu jeito jocoso de ser
Enterneceu de luz o Samba a saber

Uma vez essa garota mineira
De tempero carioca cantou
Ninguém não viu um canto de dor
E nesta dor-amor de tantas cores
Com aquela saia roda ela girou

E a luz clareia e incendeia
Refaz a paz dos tambores
De batuques consagrados
E aquela menina no samba enfeitou-se

Clareia, clareiou
Nas correntes que foram infligidas
Das dores amadurecidas
Com aquele suor de tempos de outrora
Clara a bela flor, encantou e se encantou

Ogun te Obaluaiê Yansa Oxumáre Otete

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