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Mostrando postagens de Abril, 2011

Brilho nos olhos

O amor provoca brilho nos olhos
Faz a gente se sentir a vontade
Na procura agora encontrada
A paz almejada sempre alargada

Aquela flor que te dei com vida
Você retribiu a sua maneira
Não me canso de agradecer pela certeza
Te encontrar é a mais pura grandeza

Posso escrever mil coisas vãs
O que interessa é se na vida provo
O meu amor por você é inspiração
Num eterno agradecer cá estou a pertencer

Sou um simples artista
Com lápis e papel na mão
Muitos sentimentos irão de encontrar
Mas nada é tão puro como te amar

Sem título

O calor que faz a minha janela
Entra pelos buracos da fresta
Aquele incessante bocejo o tomou
Dormiu em paz e não acordou

Pedras

Cada pedra tem seu tamanho
Circular, ovais, quadradas
Rolam sempre em riachos
Vão se bastando ao se tocarem

No toque-toque dos lados
Pequenos pedaços são lascados
Para a bela forma a ser vista
Tantos fragmentos terão sido formados

As pedras nunca se evitam
Correnteza de água agitada
No corre-corre dos pedregulhos
Naquele riacho ficam escondidas

Se você olha e vê uma linda pedra
Saiba que anos se passam a vista
No castelo de areia formado
Cada grão foi pedra um dia

Tum

Eu sou meu silêncio
A minha vontade de falar
Sou aquilo sem muitas verdades
Para qual na vida deixo estar

Um sussurro de vento ao ouvido
Estampido fogos de artifício
Naquela imensidão que é o pensamento
Fico no canto sem tanto ladear

Beija-me

Um beijo amante, daqueles roubados
Com gosto de pão de queijo
Derretendo no canto da boca

Terno e quente
Arrepia os bicos dos peitos
E aguça os membros

Apenas um beijo
Pode provocar muita coisa
Da ojeriza até o desejo

Crianças e vítimas

A poesia se cala
As palavras bastam
A vida é em instante apagada
A termina existência se fez pó

Apenas em uma única coisa se fixa
Na esperança do sol brilhar
E daquela profunda noite investida
A alma de lá se encontrar

True Blood

A vida de todos é compensada pela monotonia dos olhares
Cada voz é aquela face obscura no luar
O sangue em teus caninos faz festa
Naquele revoar de pássaros morcegos

No cintilar da alvorada
Em braços o sangue vertido desabrochará
Findáveis sensações de êxtase
E um canto de sonora rudeza


Não haverá nada mais a acrescentar
E em um breve, gélido e pavoroso suspiro
O coração sem dar sinal de existência
As mãos a percorrer teu corpo
Paz e silêncio num leito de sangue