quinta-feira, 28 de abril de 2011

Brilho nos olhos

O amor provoca brilho nos olhos
Faz a gente se sentir a vontade
Na procura agora encontrada
A paz almejada sempre alargada

Aquela flor que te dei com vida
Você retribiu a sua maneira
Não me canso de agradecer pela certeza
Te encontrar é a mais pura grandeza

Posso escrever mil coisas vãs
O que interessa é se na vida provo
O meu amor por você é inspiração
Num eterno agradecer cá estou a pertencer

Sou um simples artista
Com lápis e papel na mão
Muitos sentimentos irão de encontrar
Mas nada é tão puro como te amar

Sem título

O calor que faz a minha janela
Entra pelos buracos da fresta
Aquele incessante bocejo o tomou
Dormiu em paz e não acordou

Frio

A espinha cortada ao meio
Naquele gélido espaço temerário
Com notas aguda no peito aberto
Tórrida sensação de felicidade

Aquele gelo de outra circundante
No vazio da felicidade erguida
Tantos amores no leito de morte
O frio tanto faria

Pedras

Cada pedra tem seu tamanho
Circular, ovais, quadradas
Rolam sempre em riachos
Vão se bastando ao se tocarem

No toque-toque dos lados
Pequenos pedaços são lascados
Para a bela forma a ser vista
Tantos fragmentos terão sido formados

As pedras nunca se evitam
Correnteza de água agitada
No corre-corre dos pedregulhos
Naquele riacho ficam escondidas

Se você olha e vê uma linda pedra
Saiba que anos se passam a vista
No castelo de areia formado
Cada grão foi pedra um dia

Tum

Eu sou meu silêncio
A minha vontade de falar
Sou aquilo sem muitas verdades
Para qual na vida deixo estar

Um sussurro de vento ao ouvido
Estampido fogos de artifício
Naquela imensidão que é o pensamento
Fico no canto sem tanto ladear

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Beija-me

Um beijo amante, daqueles roubados
Com gosto de pão de queijo
Derretendo no canto da boca

Terno e quente
Arrepia os bicos dos peitos
E aguça os membros

Apenas um beijo
Pode provocar muita coisa
Da ojeriza até o desejo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Crianças e vítimas

A poesia se cala
As palavras bastam
A vida é em instante apagada
A termina existência se fez pó

Apenas em uma única coisa se fixa
Na esperança do sol brilhar
E daquela profunda noite investida
A alma de lá se encontrar

quarta-feira, 6 de abril de 2011

True Blood

A vida de todos é compensada pela monotonia dos olhares
Cada voz é aquela face obscura no luar
O sangue em teus caninos faz festa
Naquele revoar de pássaros morcegos

No cintilar da alvorada
Em braços o sangue vertido desabrochará
Findáveis sensações de êxtase
E um canto de sonora rudeza


Não haverá nada mais a acrescentar
E em um breve, gélido e pavoroso suspiro
O coração sem dar sinal de existência
As mãos a percorrer teu corpo
Paz e silêncio num leito de sangue