O grito do poeta

Dize-me que nunca erraste
Da forca afiada na garganta colocaste
Daquele pulo da cadeira
Com um barulho no coração ferido

Não quero dizer de rosas
Para enfeitar os dias
Só para falar coisas bonitas
E alegrar essa vida maldita

Aquele eu que dilacera em carne
Com o vivente poeta de outrora
No fundo do poço se encontra
Grita em seu leito de morte

Oh, vida bandida
Da moça escarrada e esculpida
No lençol de organza
Vestida para abusar
Santa Querida

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