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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Rogado

Rogai para todos aqueles
Fantasmas da vida nas calçadas feridas
Com a estima alicerçada no asfalto
Eles aprenderam a andar

Rogai por aqueles que não comem
Um prato de comida afetivo
Naquele balançar de cabeças
Sem procurar tanta coisa para falar

Rogai pelos que escolheram da vida
Viver antes de morrer
Naquela morte sem esperar
No impasse da verdade
Aquela que nunca há

Rogai por todos que escolheram amar
Sem nada esperar dos outros
E sempre esperam um pouco de lá
Na propensa ilusão
Vida e morte sempre assim estará