Fingimento materno

Finges que me ama
Sim, eu nasci das tuas entranhas
Da boca para fora dizeis verdades
Espinhos infindáveis na língua se encontram

Tanto fingimento de amor materno
Rancor por não ser aquilo que quisesses
Assim é vida daqueles que tentam
Ser a si mesmos nem mais ou menos

O cordão umbilical que insiste manter
Faz a ti mais mal por isso não consegues perceber
Que filhos são caminhos trilhados pelos mesmos
Na tua boca as palavras morrem com tal desespero

Na dissimulada intenção de amar
Aquela bolha que não deixa voar
Permita que seja feliz e pronto
No parto as dores de um adeus

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog