Idade Média Contemporânea

Na cabeça uma coroa dourada
Postulada com aquela cena branca
Em um dos dedos anéis de ouro
Cajado, Rebanho, Guia

Entortando o pescoço se vai
Alicerçado na crença de uma vida
Tanto faz outras tiradas
Só glória a única válida alma

A dignidade humana exaltada
Naquele discurso pueril
Meus sentimentos a todos são o mesmo
Vistas grossas a grande alma faz

Nos porões de uma sociedade infame
Do qual todos pertencemos e irmãos seremos
Aquele objeto de quatro pontas
Ajoelhe e agradeça ele salva tua alma

O monarca da plebe injustiçada
Nada faz porque segue a lei
Dos anos fugidos e controversos
Sempre amou os seus

As estrelas douradas aos seus pés
Em trono deposto se encontra
Ainda subjugam o Estado
No leito da lama dama

Faça a sua reverência
Vossa Majestade conclama
Os hereges de agora são outros
Cortem a cabeça e me tragam
Plena de paz e eterno sacerdócio-lei

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