Dama da escrita Clarice Lispector

Como Macabeia descalça
Em um pensamento feminista
Arranho as entranhas das palavras
Coloco-as abertas e expostas

Ácido é o meu sangue que corre
Por aquelas veias, dilaçerando-as
Com um cigarro na mão e um ponto de interrogação entre os dedos

Não quis ser compreendida, quis apenas amar
Com aquele amor quase neurótico e belo
Na angústia de chegar ao delírio constante

Sou assim, uma apaixonada por palavras
Com aquele querer de invertê-las ao quadrado
Toque sútil e nefasto

Sou sombra e luz
Clareio ideias e encoberto-as
Naquela penumbra quase obscura

Minhas palavras são fortes
Inspiram momentos de vômito
Límpido e puro

Não dei frases soltas, sem nexo
Procure seus meambros
Sou a palavra da carne viva

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