Escolho ser finito como você

Somos seres finitos de cores nem sempre claras
A gente escolhe o caminho que quer percorrer
Deixo de ser sentimento e torno-me razão
Naquele instante finito um respiro

Quantos de nós não assumimos os nossos limites
Impondo-os aos outros que nada têm a ver
O mundo da morte sempre a espreita
Mesmo em corações com chagas abertas

Porque sempre que alguém morre
Principalmente um famoso, mesmo com a sua importância
Nos referenciamos com tal realeza
E esquecemos que são gente como qualquer um outro?

Pergunto-me porque precisamos enaltecer a morte
Naquela breve nota aguda e forte
De um tempo que não se pode voltar atrás
Fraca ilusão de nos manter conectados

Não, não somos uma família planetária
Como tantos gostam de afirmar
Talvez o fascínio e o desejo de guardar lembranças
Seja uma tentativa de proteger das dilacerações constantes

Escuto tua voz e não me emociono
Já perdi a sensibilidade de ver quem não se ama
Entregou-se a própria sorte, e buscou o leito de morte
Num fúnebre gesto de um adeus

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