Confidência 2

Sensações estranhas tomam meu corpo
Emoções e sentimentos não são os mesmos
A cabeça quase reclinada encontra-se em pequenos lampejos
A face desfigurada em dores inconscientes

O tempo voa como um pássaro de fogo
Que em tudo arde, queima, sem deixar vestígios
O corpo treme, mudo estou, nada mais parece fazer sentido
Diante dessa situação o que é preciso entender?

O inconsciente parece querer tomar o consciente
Há uma briga interiorizada
Não sei quem irá vencer, nem sei se irá ter vencedores
O fato é que só se pode aguardar

Os instantes passam, passam como nunca haviam passado
Com o coração anestesiado não se sabe mais o que pensar
Os fatos serão consumados
O cinzel do escultor faz seus últimos entalhes

É doloroso ver-se neste estado
A cada estocada uma parte é arremessada
Mais dor que parece nunca mais acabar
Será que não haverá nenhum dia de tréguas?

A dor, dizem que só por ela amadurecemos
Mas como é difícil sustentar-se quando ela alcança os ápices da existência
Neste momento só há uma coisa a fazer
Oferecer a própria vida como um ato de amor

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