Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2012

Viva

O sol brilha em nossos corações
Aquece aquele instante de um amor
Falando de coisas tão banais
Lembre-se daquele sorriso estampado

Aquela canção que não tem fim
Elevando os nossos olhos para o poente
Momentos de um prazer doce e frágil
Entregue-se ao que a vida tem de bom

Não há escuridão que não possa ser iluminada
Bata suas asas e voe longe do seu coração
Alcance a imensidão de um luar
Toque as estrelas e seja feliz

Labirinto

Entrou em um labirinto com relvas cortadas
Os monstros ainda o perseguem
Caiu em um precipício e encontraste Fauno
A bela criatura revestida de noite


Adentrou em lugares não visitados Pisa em solo firme e rochoso
Fauno dá uma fruta e ele a come
Em um sonho profundo penetrou


Mergulhado em pensamentos Arrastando uma multidão
Não esta só, agora cria histórias poéticas
Momentos de alegria interior

Balada

Na balada do azul solar
Raios atravessam o poente
Luzes do luar a beira mar

Balada inacaba
A menina rodando gira a saia
Cada giro mais luz é atirada ao azul celeste
Um pássaro surge

Em um instante o pássaro torna-se luz
A energia aquece o corpo e enamorar-se
Os braços estendidos, joelhos ao chão

Asas levantam vôo
Em um azul estrelar vê-se de tudo
Olha-se para baixo
As pessoas andam calmamente pela rua

No quintal uma balada
O povo dança
Em uma balada acabada

A vida se repete

Não sei cantar outra coisa se não o amor
Aquele jocoso sentimento que enriquece o mundo
Torna-nos tão próximos e distantes

Ao falar dos amores sonhados tão teus
Parece uma tristeza em cada gota de desejo
Ininterrupta sensação de um conto belo

O amor cantado tantas vezes exaltado
Não é uma página dobrada e guardada no bolso
Nem funciona como um pensamento abstrato

Tantas vezes já repeti, me dilui
Naqueles versos tão presentes ao lado teu
Com aquela vida que se repete

Curtas

Curtas X

Não, não o sigo
Sim o caminho

Curtas XI

Não vendo a alma
Como peça de troca
E nem vendo amor
Como bijuteria barata
Dou em troca amor e alma


Curtas XII

O relógio fez cuco-cuco
Era o chá das três
Em um bule francês
Faço o fino
Torradinhas e pasta de atum

Trancado

O baú se fechou
A nudez desfeita
Cobriu-se em prosa
Aceita um copo de coca-cola
Uma biribinha vai bem agora

Chamas

Encontrei-te em lugares nunca antes aventurados
Naquela escuridão que caminhava
E você foi luz para meus dias
Quando nos encontramos
Somos como chamas
Que se queimam até que um dia
O dia que não sei
Seremos só luz

Sorrio para você

Um largo sorriso move montanhas
Destrói as auguras do empobrecimento Naquela alma cheia de coisas tão vazias É melhor que nunca haja preenchimento Não são necessárias lutas gloriosas Aquele arregaçar os caninos Já não temos tempo a perder Preciso ter consciência disso Aos xingamentos ouvem os bastardos Caminho agora de mãos dadas com minha gente Somos finitos não levamos nada deste lugar Apenas o bem a quem seja

Poesia do encantado

Aquela borboleta azul com asas abertas
Em uma laranja cortada em fatias
Uma banana seca arrematando a iguaria
Um cheiro perfumado abre teu dia

Degusto cada prazer com aquele laranja
Sobressalta aos olhos
A delicadeza de contranstes
Ora vivo, ora inanimado

Os olhos são nossos guias
Basta preenchê-los com o que há de belo
Forma inequívoca de uma beleza
A bela forma de enriquecer os dias com cores e sabores

A morte do poeta

Todo poeta morre quando finda-se as palavras
Seu agonizante grito emuda-se diante delas
Temos a alma repleta de sentimentos
Vagamos por caminhos que outros não entendem

Seres de profunda imaginação
Caminham por abismos existênciais
Chegam a pontos de equilíbrio
O poeta morre mas tuas ideias são eternas

Como nota musical

Não tenho o dom para escrever música
Talvez por isso procure tanto me inspirar em ritmos
Aquele tom melódico de linhas em construção
As palavras veem rápido surgem na ponta dos dedos

Raramente escrevo em papel, ponho-as na tela do computador
Elas nascem espontâneamente, sem tanto forçar os músculos
Escuto a melodia da música e em tons escrevo
Ora fortes e vigorosos, ora frios e debochados

A minha escrita é a minha alma plasmada em letras
A música é o sangue que corre por veias e capilares
Nutrem instantes de uma breve e rápida vida

Sou uma nota musical, um Fá sustenido
Aquelas notas medianas que completam uma partitura
Um simples e marcante som

Canto das flores

Teu perfume deixa um cheiro bom no ar
Alimenta o meu vício de te querer perto de mim
Sinto tuas breves curvas naquele penhasco ao mar
Leve como aquela andorinha que só quer voar

Cântico de notas que inundam meu ser
Faz querer o meu amor por você
Fale das breves histórias de um amor
O coração em rios sempre quando te escuto

Linhas de um amor puro e bom
É um refrigerido no mundo tão absorto e cru
A vida em uma cama nos protege dos percaussos
Naquelas frases soltas te amo sempre mais