As lavadeiras

A lavadeira na beira do rio bate a roupa
Soca, sacoleja, rebola as cadeiras
Num movimento arqueado entre o socar e o limpa
Cantam ladainhas, musicando a própria vida

Cantos antigos, cantigas de roda
A voz melodiosa em tons agudos que atravessam o céu
Riscam de esperança e força
Na pedra batida a roupa tom de terra fica azul como o rio a frente

As lavadeiras, todas, em um único tom
Cantam uma única nota arrastando toda uma cultura
No alto do rio aquelas pessoas se sentem felizes
Cantam para agradecer a vida

Olham para frente e veem um rio de melodias
Ritmos, gingados ao balanço das ondas feitas pelos raios de vento
Cada uma delas têm histórias que estão entrelaçadas como roupas socadas
Socando é que se entende a alegria de ver a vida por ângulos diferentes

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