A escada

Subo aquela escada de arame retorcido
Tento entrar no meu inconsciente intempestivo
Os degraus são de um ângulo quase obtuso
Enquadram-se num precipício alusivo

Chegando ao final não vejo absolutamente nada
Aquela parede não me deixa transpassar
Pulo para o alto que em tudo permeia
E acabo caindo em outro lugar

Aquele sonho onde Dalí em relógio aparece
As horas parecem rodar como uma confusa ciranda de rodas
Quadrados de todas as cores giram sem parar
Engulo iguarias todas enfeitadas

Meus Deus, que confusão!
Em meu sonho Dalínesco
As figuras não têm significação
Sou um louco que vê fotos e as toca com a imaginação

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