Sempre-vivas

A haste de um capinzal
Em um campo rupestre
Apanhaste as sempre-vivas
Botões brancos em palha
Tuas mãos cansadas
Mostram os nervos palpitando
Aquele fardo cheio
Conte-nos como é nascer viva sempre
Naqueles campos abertos
Pontos salpicados de delicadeza
Eu e você sentados olhando
Perdendo-se ao vento
E se achando



P.S: As sempre-vivas são plantas das serras de Minas Gerais em que as flores nunca secam mesmo depois de colhidas.

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