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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Verso moço

Não escrevi nada que valesse a pena ser publicado
Minha escrita tem um quê de infantil
Voltada pra dentro, umbilical
Há em mim uma pressa moça como diria Cora
Não me sinto a vontade de publicar
Escrever um livro, só por deleite
Prefiro continuar a fazer meus versos descolados do tempo
Organizados na minha desorganização
Frutos de ideias e pensamentos soltos

Minguante

Estou numa fase minguante
Sem ideias pra compor
As mesmas palavras se repetindo
Se fosse doceiro meu doce seria insonso
Aguado diria
Acho que é fase de lua
Vou esperar ficar cheio
Redondo, abaulado
Como aquele doce em tacho
Bem temperado
Com raspas de canela.

O lustre e a morte

A luz e o calor da lâmpada atrai a abelha
Ela gira desesperadamente
Contorcida de dor e sofrimento
Observo tudo de olhos atentos
Não perco nenhum movimento
A morte chega aos poucos
Não sinto dó e nem pena

Sonho

De alto de um morro
Avisto um mar azulado
Pulo panelas de pressão
Escalo  a parede de um hotel

Andarilho nas palavras
Encontro letras no meu sonho
Ideias alucinadas
E um poema subconsciente