Pedras

Não sei o que faço com esta pedra,
já joguei num rio mas ela volta.
Volta em forma de areia, fina e clara,
no fundo do rio que corta minha cidade.
Já pensei em tudo, pensei em amarrá-la,
amordaça-la, tampar-lhes os olhos,
colocá-la num baú.
Mas enfim, as pedras do caminho,
pesadas e leves, lisas ou brutas,
acompanham a certa medida.
Farei castelos de pedras, esconderei por entre elas,
suplicarei por alento e morrerei ao lado delas.

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