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Mostrando postagens de Abril, 2013

A amada

Minha amada Procurei por caminhos de flores Vestes brancas como pureza da alma Aquele loiro cintilante Ilumina o céu e as estrelas Ô amada Senhora! Não fujas do destino que nos persegue Aquela nota aguda de desilusão No findar dos tempos de outrora Com uma flecha acertei seu coração.

Um adeus

Apressando os passos
Vira naquela esquina tenebrosa
O passeio coberto de mato
As mãos e os pés livres
Um buquê de gardênias
Avisto um bilhete:
Goodbye in between kisses

Transitório

Tempo que parte do ocaso Desfigura  Volta a retidão do tempo

Confidência

Poesia escrita em 2007.

Voar

E chegou a hora de voar
A notícia corre solta
Coração em medo brota
Hoje, voando pra fora de casa.

Folhas e tribos

Em uma tribo distante
As folhas são remédios ou venenos
Maceradas em uma cuia
O cheiro de erva impregnando as matas
Substâncias de alívio ou cura
Poderes sobrenaturais invocados
Em rituais de profundo simbolismo
Pataxós, Maxacali, Caxixó, Puri

Figuras míticas

(da série pra crianças)
Aquele som em tempos de chuva O barulho que causa receio Tupã para os índios  Como Iansã para os negros
A natureza toda decorada de deuses De uma mística sabedoria Encanto e beleza Nos mitos afro e indígenas
Guaraci, o sol Ilumina a aldeia Jaci, a lua Seu oposto  Nas águas dos rios estampa sua beleza
Sumé regia a agricultura Iara sedutora das águas Anhangá eram os espíritos que a noite vagavam Protegendo os animais de caçadas Indígenas viviam com profundo respeito



Orixá da terra

Obaluaiê
Senhor da Terra
Tuas feridas protegidas
Por palha-da-costa-aze
Iemanjá que cuidou das feridas e o criou
Debaixo daquela palha
Guarda os segredos da morte e do renascimento
Com um canto de guerra
Atotoó!!!
Omulú, Atotoó Obaluaiê, Atotoó

Poesia marginal

Ode aos poetas marginais
Com suas poesias informais
Asseguradas pelos palavrões
Expressões de cunho amorais
E recusa pelo convencional

Representatividade

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"As lutas mesmo sendo individuais em determinados momentos elas declinam pra coletividade, se não for assim, não é preciso nunca ter nenhum tipo de representatividade". Arquimedes Diniz



Homem de afetos

Os olhos enchem de lágrimas
Péssimo com conflitos
Prefiro sempre a paz

Há uma coisa dentro de mim
Que não contenta com a guerra
Se desfaz na hora certa
Em clima de uma eufórica mansidão

Os joelhos cansados
Prostrados diante de uma espada
Transpassasse o peito
E de utopias morreria

O anjo das pernas tortas

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Soneto de Vinicius de Moraes.


Fato

Rosto umedecido de emoção
Uma cantora enaltecendo o amor
Bandeira hasteada
Positivando as ações
Momento de reflexão e luta

Cinismo

Vamos tratar todos iguais? Na igualdade absurda Do normal ou incurável Do louco ao bipolar Que ninguém veja Lutamos pelos padrões Os desvios nos afligem Catalogando tudo em caixas Separando, e coisificando Livrando-nos da ironia Aquela que carcome os verbos Das boas mentiras inventadas e espalhadas Como verdades absolutas enaltecidas Dos freios que te colocam na boca Na beleza do desencontro O cínico sempre aviva

Porvir

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No andar da carruagem
Em mãos
Duas alianças
Vinculo de fé e afeto
Transluzente num sorriso
Entre mulheres que se amam
Enchem de orgulho
Amor sempre é preciso
Daniela e Malu
Num gesto singelo e bonito
Fizeram-me emocionar
Com a alegria do divino
De ser amor enquanto a vida deixar
Em um eterno vínculo
A alegria de hoje
Se transforme em bandeira
Que sejam felizes
No porvir da vida inteira




Terceiro Milênio, o Amor

Sós Olhando a vastidão além-mar Com o coração cheio de emoções Não vemos quem está ao nosso lado Perdemos a sorte de amar Ame ao próximo disse o profeta Continuamos absortos na paisagem Olhando, olhando Porque no amor se ama Quando nada tem nosso Um amor que sobrevive do divino de outrora Mergulhado em raízes etéreas Sós Continuemos a olhar sós E daquela vontade que inspira Sairemos dos nós Alcançaremos o outro lado Neste silêncio em que o eu parece imperar Juntos A grande possibilidade se abre Daquele sorriso de criança invade Fulguras o verdadeiro amor Ame Os laços de uma humanidade em evolução Em que as ações prosperam Busquemos os olhares de afeto E num abraço forte se alternam.

Vírus

Faço um caminho
Descrevo os passos Finjo realces Páginas seguras  Encantamento pela bobagem A maldade disfarçada Em imagens e coisas belas Intenções dúbias Pergunto-me pra que? Enquanto a vida passa lá fora Corroem-se com um falso poder Mimetizar a falsidade Em histórias falsas
Eu não vou me a ter

Choca-da-mata

(da série pra crianças)
O choca-da-mata agourento De plumagem cinza lembra fêmea Macho de cores pardas Constrói um ninho que é um pequeno cesto Na forquilha de um galho Vivem em bandos e reúnem-se na floresta Procuram presas entre arbustos Perto do homem do campo Nunca ouvi e vi Retrato aqui como o descrevem Fico curioso pra vê-los Canta Thamnophilus caerulescenses Lá nas matas de Dona Rosana

Amanhecendo

Olho para o céu neste amanhecer
Um azul amarelado faz brotar de nuvens cor de prata 
Você já se permitiu olhar para a vida que passa diante dos teu olhos?
Correr da moderna existência é um saco 
Permito-me um pouco de contemplação 
Pelo menos é um refrigério na linha do tempo 
Fulgáz período composto que são os amanheceres

Cantiga

Queria falar de coisas boas Nem tanto ao mar quanto a lua Viver de brisas ao luar Com cheiro de mato e orvalho
Fui buscar na via Aquela láctea pra enfeitar De verdades me encher E flutuar de um gesto de alegria
Amar, amar, amar Levantar o voo de uma felicidade contida Alçar caminhos numa constelação
Sonhar, sonhar, sonhar Falando de realidades existências Com um grande gosto de te ver sambar