quinta-feira, 23 de maio de 2013

Declaração de um amor

Procurei por mim
Encontrei em ti
Naquela brincadeira de nós dois
Formamos um só
Misturados naquele beijo
Eu e tu
Sempre vejo




domingo, 19 de maio de 2013

Amor

O amor como redenção 
Que tira as dores que calam
Subvertem a revolução
Numa Paris acabada

Segregando amores aos guetos
Que visibilidade queres ver?
Toda manifestação é amor
Quando há respeito


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Hoje, mais uma no jornal

Não podemos sair nas ruas
Os bandidos aos poucos conquistam os espaços
Fazem da sociedade refém da não liberdade

Menores que se formam na escola do crime
Aprendem desde de cedo a ter o ódio nos olhos
Aquela fome de dominar e o poder de ter a vida de outros nas mãos

A família perdeu seu ponto de equilíbrio
Aterrorizador momento em que vivemos
Obscuro semblante da morte ronda e avilta a todos

Trabalhadores além de serem roubados são mortos
Menores soltos e rebelados
E a impunidade reina no país que vivo

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Estrada

Uma nova estrada abre-se 
Em um caminho não deslumbrado
Nessa estrada só asfalto
Perifericamente encontro-me
Com o coração batendo acelerado
Não há como saber 
O que em Olaria irei encontrar
Que seja um ambiente de transformação pessoal.

domingo, 12 de maio de 2013

Retórica

Cada espada transpassada em meu peito
Um languido sorriso se abre
De verdades retóricas não me encho
Vivo de breve mocidade

sábado, 11 de maio de 2013

Eu ei de ser poeta


Eu sou a beleza de uma aurora boreal
Em um céu oculto abismando-se
Gerando infinitas fagulhas de uma luz clara
Nevoeiro que apascenta o ser

Crio imagens das mais belas
Como sinfonia de um eterno aprender
A palavra gera em mim certa ânsia
Inestimável razão pra se viver

Não julgues o meu caminhar póetico
De intenções primaveris
Recolho cada benção alcançada
E sempre ofereço a ti

terça-feira, 7 de maio de 2013

Escuridão

Há muito tempo não ouço as crianças brincarem
As praças desabitadas de cultura e lazer
Enchem-se de pedras, pó e fumaça

No trânsito o poder de quem corre
Passa depressa, o tempo morre
Abarrotamento de carros
Vias quase intransitáveis

O caos no contemporâneo
A arte vibra de sem nexos
Apenas pra chocar e ser ouvida

Quem me dera se conhecimento gera-se revolução
Num anseio de uma breve transformação
As mãos que balançam o berço da humanidade
São sofregas tentativas de toda desilusão

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Respiro

Enquanto a chuva molha o asfalto
Minhas lágrimas escorrem dentro de mim
Lavam momentos de uma intensa alegria
Você me pegou pelo braço
Andou comigo por breves descampados
Correu pairando as mãos sobre macelas
Cheiro de paz e de calor naquele sol
E o vento que bramia na face
Hoje sou música nos teus ouvidos
Aquele canto calado
De um eterno aprendiz
Que aprende com a natureza




quinta-feira, 2 de maio de 2013

Here inside

Saímos de calabouços
Ao vivermos em gaiolas prateadas
Os evangelhos que não sustentam nada
São linhas de uma forma de expressão

Seguimos descalços pelas estradas empoeiradas
Com vestes opacas pela sujidade
Daqueles querubins com suas harpas

Força e claridade de uma vida que resplandece
De um desejo quase inalcançável
E assim um breve será