Casarão orfanato

Ele era órfão naquele casarão velho
Ruínas de uma história de vida
Corria pelos campos apressadamente
Vivia de pegar goiaba nos pés
O banho era uma imposição
A oração um ofício
Vejo o silêncio da refeição
E na parede uma frase
Sou o pão da vida quem me come será saciado
Procuro histórias verídicas
Se um dia encontrar
Deixariam de ser apenas poesia
Prosa livre a desenrolar

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