Complexos entre livros

Eu nunca li Madame de Bovary. Muitos clássicos também não li. Há uma certa discriminação literária quando você se assume leitor das chamadas "autoajudas". Pra mim todo livro tem um caráter educativo e se isso é ser autoajuda então nada a temer. As pessoas perdem muito tempo recriminando as outras por aquilo que elas gostam de ler, já vi comentários maldosos com relação as obras do Paulo Coelho e nem me importo de dizer que já li três livros dele e não me sinto nem um pouco diminuido por isso. Se a cultura de um autor te enriquece é porque valeu a pena lê-lo. Há um certo ranço intelectual em alguns que se julgam muito cultos devido as coisas que leem. É mais fino falar que leu determinado autor do que outro, ao invés de pensar, o que eu aprendi com aquele autor? A gente sempre pode aprender um pouco mais, mesmo em literatura de "autoajuda". Estimular o pensamento positivo das pessoas, imbuir nelas o desejo de querer melhorar, levá-las a pensar nos próprios comportamentos são traços de um autor consonante com o nosso tempo. Há quem não goste, como há quem não goste de muitas outras coisas. E assim, se ergue um muro. Proponho a derrubada de muros, de conceitos, de ideias. Não gostar de algo, não precisa ser impecílio pra agrupar novas formas de se fazer as coisas, ou de tentar fazê-las de modo diferente. Na minha estante cabe vários livros, eles dialogam entre si numa boa, não precisam sofrer de complexos de inferioridade, todos tem a mesma importância educativa. Agora sobre importância literária, essa eles dão de ombros, porque eles são mais eles.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Alexander McQueen