quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz ano que se inicia!!!


Um ano que termina, com coisas muito boas e outras nem tanto. Cheio de mudanças principalmente no trabalho. Obrigado a você que vem aqui nesta página para ler minhas poesias. Vocês me dão uma grande força.

Um ano repleto de realizações e sonhos para serem realizados.

Arquimedes Diniz

domingo, 28 de dezembro de 2014

Love song

I am the light that illuminates
Every drop of darkness goes away
I review each scenario and everything is close
I'm leaving for my love

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Forças da natureza

Senhor da existência
Senhor do onde tudo toca
Abençoa teus filhos e filhas
Da mais alta e baixa irmandade
Fogo que corta
Aço que amola
Água que limpa
Terra que revigora



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Eu sou aquele

Eu sou aquele que transcende uma gota de orvalho
Purificado pelo vosso poderoso sangue
Alimentado com a seiva e mel

Eu sou aquele que se reveste com as armaduras da glória
Que os santos anjos do Senhor me protejam
E que me guardem para uma vida eterna

Eu sou aquele de alma purificada
Aquele que encontrou a paz dentro de si
E a luz que emana somente amor

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Com a alma em paz

Você foi embora e me deixou só
Neste emaranhado de sentimentos
Estou sem forças para lutar
Você me disse que iriamos ser para sempre
E não foi isso que aconteceu
Agora estou bem
Melhor que antes
Com os sentimentos ainda mexidos
Mas com a alma em paz
Com a alma em paz

Você me falou que íamos ser únicos
Mas foi tudo em vão
Não adianta chorar mais pelo tempo
Ele não volta mais e eu estou assim
Com o coração sangrando e em prantos
E você nem aí
Já está em outra
Tudo bem
Quando as coisas acalmarem
Espero estar em paz
Com a alma em paz

A melancolia

Anjo sem asas
Decrepito ser alado
Ser com luz própria
Diante da humanidade
Melancolia
Arte que se apregoa 
O melhor de mim
Vasta imensidão deste mundo
E o bezerro me olha
Calmo estou neste vale de podridão
Terrorismo, intolerância religiosa e vingança
A faca corta o pulso
Jorra o líquido precioso
E naquele ser o estado melancólico se desfaz
 



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Homoerótica

Jogo-me em teus braços
Oh! Santo anjo
Segure-me com tuas mãos fortes
E me eleve aos céus terrenos
Aquela gota de alegria
Perpasse por nós dois
E chegue aos confins do universo

domingo, 21 de dezembro de 2014

A crucificação do boi

A carne desossada
Inspirada na crucificação
O sangue escorrendo
Dor e morte
E os algozes rindo
Como se aquilo fosse puro deleite da alma
Violência pura e gratuita

sábado, 20 de dezembro de 2014

Não existe o demônio

Não existe o demônio
O que existe é o inimigo interno
Não o demônio 
Ele é uma criação de controle
Não posso mais aceitar
Eu sou responsável pelos meus atos
Não um ser externo a minha pessoa
Eu sou forte e fraco
Livre e preso
Ao meu infinito ego

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A menina de fita amarela - parte 4

Hoje em dia a menina de fita amarela já amadureceu, ainda brinca, corre, pula, porque é uma criança e como toda criança tem dessas necessidades. Outro dia ela chamou uma coleguinha para brincar e foram juntas para a floresta ver os bichos que habitam-na. E ela viu um coelho selvagem com seu pelo de um castanho escuro e elas ficaram maravilhadas, não quiseram correr atrás apenas ficaram observando-o. Ele que se assustou e em disparada foi para dentro do mato e sumiu. Elas voltaram correndo para falar com a mãe da menina de fita amarela e a mãe a repreendeu, ela ficou triste mas não se importou tanto porque foi uma aventura entrar na floresta com sua amiga. Ambas nunca mais se esqueceriam deste pequeno passeio. E combinaram que nunca mais iriam contar dos seus passeios para os adultos, porque adulto não entende bem uma criança e assim fizeram outros passeios, subiram em árvores e até viram outros bichos como cobras, lagartos e sapos, de todos os bichos selvagens que elas viram as que mais meteram medo foram as cobras. Meu Deus que perigo elas correram! Mas ainda bem que era uma cobra mansinha, daquelas que se você não mexe elas nem se importam com sua presença. E assim se mantiveram amigas por muito tempo, investigando e observando o ambiente e cresceram juntas viraram duas adolescentes prontas para descobrirem outras coisas na vida. E conheceram mais gente, outros amigos...dentre os mais queridos estava o João, rapaz forte de aparência robusta e que amava a menina de fita amarela desde os tempos de criança. Apesar de João nunca ter brincado com ela. Era aquele amor de juventude, puro, saudável, de querer bem.
Um dia os três marcaram um encontro na floresta, não mais para observar os animais, já estavam mais crescidos e isso não os atraia, era por causa da cachoeira, queriam nadar, aproveitar aquela tarde de calor intenso. Mas um problema aconteceu, a menina de fita amarela começou a se afogar e João imediatamente foi busca-la no fundo do posso retirou e fez respiração boca-a-boca e tomaram um susto danado. A menina de fita amarela pediu aos amigos que não contassem nada a ninguém e assim fizeram. Voltaram outras vezes no mesmo local, mas tinham mais cuidado. A vida ali era boa, vida de interior, perto e longe dos grandes centros urbanos. Não tinham do que reclamar. Viviam mais fora de suas casas do que dentro, passeavam em lugares inusitados e tinham uma liberdade conquistada aos poucos com muita responsabilidade. 
Eram de famílias humildes, sem muitas posses, eram mais livres, e cheias de vida. Viviam como se o amanhã fosse o hoje e o hoje o amanhã. Andavam de bicicleta nos finais de semana e apenas a menina de fita amarela gostava de estudar. E como gostava, seus livros eram grandes companheiros. Estudava com afinco, queria ser médica e cuidar dos menos favorecidos, uma idealista hoje em dia. Mas isso que ela mais queria.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Maternidade

A mãe com a criança no colo
Amamentando
Dando muito de si
E esperando o alvorecer do rebento


Oh! Meu São Sebastião

Oh! Meu São Sebastião
Foi amarrado
E no corpo ferido por flechas
Que amaste a Deus até o fim

Oh! Meu São Sebastião
Que já foi retratado por tantos artistas
Inclusive por Visconti
Do qual tenho admiração

Oh! Meu Sebastião
Peço por todos
Que cada um encontre sua força
E combata o mau se preciso até a morte


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Penhasco

No alto do penhasco
Olhando aquele nevoeiro
Uma bengala na mão
E ainda um deslumbre
Lá ao longe montanhas
De uma cor verde vibrante
E os pensamentos fogem
Somem e não há mais espaço para consternação
Apenas para contemplação do ambiente

Um domingo de manhã

Sentado a frente de um bar
Pensando na vida que passa de relance
A vodka saindo pelos poros
E eu anestesiado pela dor da perda
Perdi anos da minha vida
E ganhei outros escrevendo poesias

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Inferno

O inferno existe?
Pra mim não existe nem céu e nem inferno
Nem mesmo o limbo
Pra matéria insólita voltaremos
De onde nunca deveríamos ter saído
Oh! Pai Eterno
Porque nos deixastes criar um conto de fadas metafísico
Pra na hora da morte vermos apenas uma luz
Que é a tua luz em nós mesmos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estou cansado

Estamos cansados
Absortos em um mundo midiático
Onde as pessoas querem mostrar aparências
Super expostos em selfies

Estou cansado
Criando-se um mundo de ilusão a volta
Onde o desejo de se fazer bem visto vale bem mais

Estamos cansados
De ver políticos reacionários no parlamento
Xingarem seus companheiros com as belas palavras
Que saem de suas bocas fetidas

Estou cansado
De ver o mundo como está e não fazer nada
Apenas escrevendo estes versos
E nada mais

 


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Morte terna

Palavras me faltam
Aquela rosa vermelha
Gotas de um orvalho sideral
Lembram a nossa própria morte
Terna e suave
Cada qual no seu sepulcro



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Erwin Blumenfeld


Na fotografia surrealista de Erwin pode-se ver várias mulheres ou uma única mulher cortada, exposta várias vezes, não sei explicar como ele consegui o efeito, mas é interessante notar a sua genialidade. Poderia usar como poesia, mas qualquer palavra que eu use pra descrever não terá o alcance do artista.

Obedecer

A gente passa pela vida obedecendo
Obedece aos pais, a família, a sociedade
E assim vamos nos escravizando
Nos tornando cúmplices da história
Não quero obedecer
Quero voar por aí livre
Com minhas ideias de mundo
Tornando-se livre de mim mesmo

O homem amarrado

Corpos espalhados pelo chão
Sentado em uma cadeira amarrado encontro um homem
A cena não parece clara
Uma espécie de nevoeiro toma conta
A morte parece tomar conta do ar
Aquele cheiro necrotizante
A escuridão toma conta
Lugar sombrio e sem ventilação
Que uma boa morte nos acompanhe
Neste vale de lágrimas que é a Terra

domingo, 7 de dezembro de 2014

Entre quadros

Entre quadros
Inspirado em artistas
Pensando no movimento circular
Vou escrevendo linhas
Desfazendo os defeitos
E enaltecendo as virtudes



sábado, 6 de dezembro de 2014

Campo de macela

Em campos de macela
Corro livre
Sinto o cheiro das flores
E tudo me acalma



Água

Quero que a água desabe sobre mim
Limpe-me de todas as impurezas que eu tiver
Me torne límpido e transparente


Quero que a água desabe sobre mim
Fortaleça meus pensamentos e atitudes
Revigore minha alma


Quero que a água desabe sobre mim
Que nada impeça meu caminhar
Pra junto e bem perto de ti




O vento


É vento que vemVento que vai
No balançar de pernas
Estribuchando de dor
É brisa que entra
Brisa que sai
Vai levando meu amor

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pés sobre a terra

Da série pra crianças

Com os pés descalços
Correndo na terra
Encontro uma criança
Livre a passear
Pergunto o que mais a deixa feliz
E ela me dá um sorriso e diz:
A minha família me deixa feliz


Isolamento

A alma isolada do mundo
Quer um momento de paz
O celular que não toca
É uma bênção alcançada
Nada é mais benéfico que o silêncio
E o mundo quer fazer?
Não precisamos verbarizar
Escandalizar para sermos aceitos como provocantes

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A dança

O corpo que deforma
Cria novos movimentos
Não alinhados e nem simétricos
A realidade se torna subjetiva
Dando primazia aos sentimentos que a realidade
Penso numa dança circular
Onde corpos se misturam
Deixam um bailado de alegria e euforia
Igual as danças africanas
São lindas de se ver
Mulheres e homens evocam órixas 
E eles descem dos céus a terra

Dalí

Infância perturbada
Perdida entre a fachada do pai
A luta contra o irmão homônimo
Difícil de entender esta pintura
Talvez o artista quisesse que ela fosse só sentida 

A freira

Com um olhar contemplativo
A freira inclina-se sobre o seu pescoço
Com seu habito bege observando pombos
Não traz consigo o crucifixo
Mas no fundo da cena pode ser visto um manto vermelho
Será uma lembrança de Cristo?


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Charles Sternaimolo

Buscando o solitário
O semblante sem vida
A ideia do cru
Daquilo que passa e não volta
Sternaimolo com suas fotografias me intriga
Habitações desabitadas
Na permanente ideia da solidão dos centros urbanos

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A serpente de bronze e o Messias

"Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantando o Filho do homem, para que todo que nele crer tenha vida eterna". (Jo. 3, 14-15)

A serpente de bronze
no antigo testamento
feita por Moisés curava
Cristo pregado na cruz cura.


Mulher na cama


Foto retirada do site: www.madonnaonline.com.br


A mulher sentada na cama
Livro ao seu lado
Numa eterna solidão de si mesma
Não sabe se abri as páginas
Ou se deleita na cama com seus bicos amostra

Soir blue

O palhaço de branco com cigarro na boca
Sentado a sua frente dois camaradas
Em pé uma mulher quase displicente
Soir blue
Num fundo azul
E a solidão marcada por todos na tela

Outra de Hopper

A nudez na cama
Solidão e tédio
Hopper com seu realismo
Nos encanta por inteiro


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mulher nua


Na pintura de Edward Hopper
Vejo uma mulher nua
Na solidão do artista
Quase em contorno
Só na sua nudez

A anciã

Da série pra crianças


Abraçada a uma árvore
Uma velha senhora está
Anciã da boa sorte
Em fé ela ficará
Carrega uma cruz em seu pescoço
Mas na alma nem sabe o que é
Andarilha pela África
Teus passos marcaram seu espaço
Quero conhecer a velha senhora
De chapéu na mão
E bengala no pé

domingo, 30 de novembro de 2014

Floresça

 Eu tenho um amor que floresce
Límpido como um dia de sol
Distante, às vezes, mas duradouro


Eu tenho um amor que enaltece
Faz de mim um ser melhor
Diante de todos que me liberta


Eu tenho dentro de mim um fogo que arde
Queima todas as coisas velhas
E faz brotar o novo


Que a cada momento eu floresça
Cresça como uma árvore frondosa
Que eu floresça, floresça

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Centelha luminosa

A vida passa como um flash
Os acontecimentos são imutáveis
A gente pode mudar
Mudando é que se aprende
Todo dom é amar

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Coração rebelde

A responsabilidade é nossa pra que haja paz entre homens e mulheres não de santos e santas. Eles não podem fazer nada.Tem uma frase que gosto muito: "quer paz comece ao seu redor". Não adianta as famílias ou povos irmãos estarem em pé de guerra, se não usarmos nossos corações rebeldes pra obtenção de uma paz duradoura.
Sim, corações rebeldes, que estejam imbuídos de boas intenções e dispostos a desapegar das próprias ideias pelo coletivo.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O meu amor


O meu amor é um poço sem fundo
Por isso me abraça e fica comigo nesta noite
Preciso dos teus beijos
Saudade de você na minha cama
Estou sempre quente amor
O fogo que nos liberta
Que nos deixa inteiros um para o outro

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Fogo que arde




É fogo que arde
Em um peito em brasa
Coração que alarde
Em mil circunstâncias


Somos filhos dos nossos desejos
Inventariavelmente dispersos
Cada qual com sua vontade
Com beijos dispersos

domingo, 23 de novembro de 2014

Tão só

Quando tinha 12 anos escrevi uma carta de amor
Era uma carta pra uma garota
Que nem prestava atenção em mim
Por isso escondi-a dentro da minha mochila
Talvez um dia revelaria meus sentimentos pela garota
Mas um colega de classe descobriu a carta
E assim contou pra todos da sala
Fiquei envergonhado porque era tímido
Nunca mais quis saber de garotas
Foi um momento triste
Nunca havia me sentido tão só

Anjo

Anjo que me acompanha
Protege-me das ameaças
Que tua espada abra caminhos


Anjo que me acompanha
Busque entendimento
E que o amor como aliança
Fortaleça o meu caminhar


Anjo que me acompanha
Cubra-me com tuas asas
Que coisas ruins não aconteçam
Te peço e te louvo

Coisas boas

Somos filhos de um passado glorioso
De um futuro belo
Cada qual com sua beleza
Inspira os nossos dias
Com imensas alegrias



sábado, 22 de novembro de 2014

O que você quer?

Da série pra crianças






É uma noite fria
Encontro o som de grilos
No campo perto de casa
Avistei no mesmo dia uma coruja
Que voava em meus sonhos
Eu não quero mais mentir
E você meu pequeno
O que você tanto quer?

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O quadro

Distorcendo imagens
Provocando novas sensações
Pondo em relevo eu e você
Doce lembrança de um anoitecer

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Realidade

Eu sou aquele que fulguras em céu estrelado
Que no açoite da luz do meio dia
Pensa e para:
Toda vida que te dei nunca será o bastante
As correntes que me prendiam
Ora não existem mais
Libertei-me de um pesadelo
E no paraíso imaginário cá estou
Deslumbramento é bobagem
A vida tem sempre seu dissabor
Não vou contentar com migalhas
Quero tudo que puder
Escreverei até minha morte
Com palavras das mais simples
Cada verso será meu
E criando minha própria identidade
Seguirei rumo a minha realidade
Que se transfigura
Em gestos de um bom adeus

Por que

Da série pra crianças

Criança gosta de um Por que
E não adianta responder
Elas querem mais respostas
Algumas são curiosas
Outras teimosas
Mas todas tem um quê de vivacidade
Podem a ser tímidas
Que lá dentro delas bate um coração forte
Disposto a entender os por que da vida


terça-feira, 18 de novembro de 2014

A história do biscoito

O menino quer biscoito
A menina não pode dar
Ela só come os que tem glúten
O menino fica com água na boca
Mas surge uma solução
Deram um outro biscoito
E o menino saciado se foi

O barulho na escola

O barulho na escola
De crianças conversadeiras
Não atrapalha e nem enfadonha
Enche a alma inteira
Corre pra lá
Corre pra cá
Viajam num mundo encantado
Onde sonhos são realidades
E as fantasias apaixonantes
Revejo-me nesta idade
Quanto trabalho dei
Mas fica na saudade
Crianças
São seres interessantes
De amores pequenos
Vão levando a vida nestes breves instantes

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A luz interna

A gente brilha com a luz de dentro
Aquela que ilumina toda dimensão do ser
Toca a alma e vai pra fora
Toda luz interna tem um por que

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Rihanna

Ela sempre dá as cartas
Morena dos olhos claros
Os cabelos escorridos e esvoaçantes
A boca magenta ou carmim
Provoca arrepios em garotos
A voz sempre penetrante
Nos diz muito quem ela é
Parece que ama muito a família
Principalmente seu avó
Uma delícia vê-los juntos
Sim, conheço pouco sobre ela
Parece ser uma pessoa autêntica
E com muito talento a oferecer

Inconsciente poético

A chuva que escorre pelo meu corpo
Padece de sentimentos
Faz de mim um rio de desilusões
Com frescor de cada momento
Eu sou aquele que nasce
Das entranhas da mãe Terra
Fulguras da ostentação de malabares
Com a cabeça invertida de uma ave
Sonhos e esperanças num mundo melhor
Sempre os tenho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fotos em Jeri



Em cima da duna
Olhando aquela imensidão de areia
Lembrando de um versículo biblíco
A tua casa não desmoronará se construí-la sobre a rocha
Se nossas escolhas forem sólidas 
Nada a temer
Virá o vento e não mais cairemos  


Por do Sol em Jericoacoara


Luz que ilumina meu calor
Faz de mim seu amor
Coração flechado num peito aberto
E no luar um romance à brasileiro

Meu moreno

Moreno como a noite de um luar
De mãos dadas nas dunas de Jeri
Faltou um beijo cinematográfico
Esplêndido encontro de corpos
Juntos, unidos pela areia montanhosa
Eu e você vendo o por do sol
E se amando e se sentindo

domingo, 9 de novembro de 2014

Nas dunas

Descobri você no deserto
O cabelo esvoaçante
Sol escaldante penetrando na pele
Eu refiz o caminho em várias dunas
Lendo sua vida inteira na palma da mão
Gosto de você quente como a luz da lua
Vem ficar comigo neste forró
Colado ao ritmo
Vem ser minha mulher por esta noite
Tudo não passou de uma ilusão
Você se desfez diante dos meus olhos
Ainda sou louco por você
A solidão neste deserto me fez querer te ter




Deserto

A vida é uma linha tênue entre ser e o não ser
Entre estar e não estar
Entre o fazer e o não fazer
Tudo é questão de coerência
Tudo pode ser visto num deserto
Naquele deserto da alma que se entra
Perdura por um tempo
E depois saímos iluminados

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Há apenas amor

Não importa se você considera-se de direita ou esquerda
Tua vontade é de amar aqueles que te passam ao lado
Ame
Se você tem uma ideologia mais centrada nas questões sociais ou
em questões mais econômicas
Não importa
Ame
No final descobrirá que tanto um quanto a outra
Tem pouco peso
Porque todo peso ou todo alívio
Consiste em amar aquele ou aquela que está ao seu lado
ou distante de você

Inspiração pela música

Nem tudo me inspira
Ela vem do encontro com o desconhecido
Vem em forma de palavra
Surge de momentos a sós
Nem todos me inspiram
Música é algo que penetra
Faz com que eu viaje pra dentro
Encontre as palavras e ponha-as no papel
Como algumas músicas me inspiram
O som bate
Movimenta-me
E os dedos agem
Música é meu alimento cotidiano
Sem ela não sou ninguém

A dança

Da série pra crianças


Cantando na janela
A menina de fita amarela
Dança de lá pra cá
Enfeita-se toda no seu quarto
Ao som de uma música calma
Faz rodopios com seu vestido de chita
E encanta-se pela voz da cantora
Como canta bonito
Voz firme e suave
Um desejo ela tem
Encontrar a cantora e dizer: Obrigado!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O sim

Meu amor
Tantas vezes te abracei apenas
E depois dançamos jazz
Há em mim uma sensação de nostalgia
Aquela fome de morrer junto
Querida
Colados rostos nos rostos
Aquela bela sensação de ter nos encontrado
Diante de uma altar pra dizer nosso: Sim.



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eu sou teu

O amor é uma pedra fundamental
Ele aquece todo meu corpo
Faz-me sentir mais homem
Em face da sua docilidade de mulher

Só o amor constrói pontes
Que podem nos ligar em uma linha tênue
Por isso te amo mulher como nunca amei outra

Esqueça as diferenças
Brindemos a vida que nos cerca
Achemos nosso infinito amor

Eu sou teu, eu sou teu
Eu sou teu, eu sou teu

O amor é uma estrada de mão dupla
Depende só de nós dois
Vivemos momentos únicos
Que só os fortes podem entender

Minha vida pra sempre vou te dar
Até porque estamos unidos como sol e lua
Complementares numa vida cheia de coisas boas

Não esqueço dos nossos momentos
Tão nossos, tão teus
Num amor inspirado nas estrelas mais altas

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Política

Estamos em época de eleição
Dois candidatos se enfrentam
Não sei em quem votar
Apesar de entender que as pessoas almejam por mudanças
Mas elas mesmas não mudam nada
Político não faz milagre
São reflexos da sociedade que representam ou deveriam representar
Neste circulo vicioso de indecisão me encontro
Em quem votar?
Sou das conquistas sociais
Daquelas que emergem no meio da multidão
É mérito observar
Que como está não se pode querer estar

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Reflexões

O que adianta usar de ironia
Criando uma áurea de deboche
Digo de passagem
Só os mais sérios mudaram algo
Os debochados e irônicos perdem tempo
Perdem energia que poderia ser usada mais complacente
Não que se deva ser sisudo
Mas um pouco mais de seriedade é importante
Até mesmo pra se manter neste mundo tão dado ao deboche

Ostra e pérola

O corpo pede paz
Cansado de viajar pra dentro
Pensativo e ensimesmado
Como ostra em dia de pérola

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Delírios ou Êxtase

Quando saímos da realidade
Aquela que sufoca por instantes
Procuremos refugio no Senhor
Ele aquieta a alma
Borbulhada no sangue altíssimo

Quando saímos da realidade
Encontramos a paz que tanto procurávamos
Os sentimentos não mais se confundem
Guia-nos numa experiência fraterna
Onde não há mais lugar pra dúvidas e incertezas

Quando saímos da realidade
Busquemos dentro de nós a real realidade
Aquela que conforta e nos faz fortes
Mesmo sendo fracos de espírito

Quando saímos da realidade
Num estado meditativo e harmônico
Em que nada mais importa
A não ser Deus e você

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Batalha

As batalhas que teremos que enfrentar
Naqueles campos de batalha que a vida impõem
Pertenço ao exército do bem

O mundo ainda precisa muito de mim
Dos meus músculos, das minhas ideias
E eu preciso de estar no mundo

Como um pássaro que presa pela liberdade
Uma coruja na sua santa sabedoria
Um punhal de letras que penetram no papel

Minha voz nunca se calará
Diante do suplício da humanidade
Eis me aqui pronto pra lutar pelo amor e pela liberdade de cada um

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Aos rebeldes da paz

A rebeldia consiste em ajudar
Criar pontos de luz
Onde há só sombras
Solidariedade é uma bandeira
Erguida aos quatro ventos
Bondade é uma bandeira
Erguida aos quatro ventos
Fé é uma bandeira
Erguida aos quatro ventos
Que a força de mover de alguns
Resplandeça em direção aos outros
Mais do que compartilhar ideias
A vida consiste de ideais
Que se faz jus aos dias de outrora
Permeados de gestos de amor
Revestidos com a couraça da coragem
E transmitidos pela ousadia da fé

domingo, 12 de outubro de 2014

Primavera

São as flores que me encantam
Com sua beleza e forma
Relembram-me de momentos bons
E únicos que só os justos compreendem


O calor que aquece meu dia
Faz-me repensar na minha vida
O vento sereno que bate na pele
E inunda de coisas boas

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Roda de samba

Numa roda de samba
Pandeiro e tamborim
A mulata balança
Seu corpo inteirinho


A alegria é uma festa
Que estimula o convívio
Todos num único tom
E o sorriso no rosto é imperativo





Paz

Busquemos dentro de nós sentimentos bons
Para que possamos leva-los a todos
Aqueles que lutam pela paz
Não podem descansar diante dos olhos do mundo

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Haters

Aos que odeiam suas ideias
Aos que odeiam seus ideais
Aos que te odeiam por ter conseguido
Aos que odeiam suas posições
Só o amor constroem
Onde houver ódio que meu amor seja ponte
Onde houver ódio que meu amor seja vínculo
Onde houver ódio que eu leve a paz

Tesão

Apenas uma noite de prazer
Corpos envoltos
E o tesão que nos comem vivos


Aquele gozo
Sensação de bem estar
E um prazer que passa


Poucos minutos
Suor e lágrimas
Num leito de morte que nos envolve sempre mais

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O amor quente

Meus pés frios
Minhas mãos cálidas
Meu coração aberto a paixão
O frio não me corta mais
Minha alma foi dilacerada por pedidos de outrora
Tudo é inconstante
A cada prova de amor mais beijos são dados
Os beijos são termômetros do corpo
E com eles que arder de febre
Pra ser esquentado em seus braços

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Carta de amor

Baby, você me insultou
Não vou fazer o que você quer
Baby, você quer me dominar
Não vou fazer o que você quer
Somos livres das amarras
Fiz que era necessário
Baby, você me insultou
Não vou fazer o que você quer
Baby, você quer me dominar
Não vou fazer o que você quer
Oh! Como te amo
E você me trata com desdém
Não faça isso com meu pobre coração
Que não aguenta tamanha rejeição
Façamos uma guerra na cama
Acabemos com isso nos lençois
Naquele amor tão bom de si sentir
Oh! Como te amo
Mesmo diante da tua frieza
Te amo, baby, te amo

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Diversidade

Façamos festa
Ultrapassemos nossos limites
Vivamos loucamente um sonho
Difícil se contentar com pouco
Quero mais
Façamos festa
Por que nas adversidades é que encontramos o porto seguro
São sempre os mesmos os desejos que enalteço
Você pode fazer mais que sentado no sofá assistindo tv
Ou no computador escrevendo frases soltas
Juntos somos mais
Juntos mudamos muitas coisas
Basta que você queira mudar
Então, façamos festa
Daquelas de arrombar o quarteirão
Pra dizer que estamos aqui
Que são somos poucos
Que são somos uma minoria aquada
Mostremos o nosso valor
Baby, juntemos um a um
E todos com todos

sábado, 20 de setembro de 2014

Uma mãe

A mãe disse um adeus aos filhos
Saiu pela estrada em busca de si mesma
Não olhou pra trás e nem viu
As lágrimas curtidas em desesperança


Conheceu outros amores
Outra vida refez
Encheu-se de obstinada fé
E foi procurar os filhos que perdeu


Não os encontrou mais
Só pó dos pés deixados pra trás
Encontrou um novo fato que não suportaria
Foi esquecida como um cão de rua

Dois corpos

A gente se uni pelas estrelas
Como dois rastros do luar
Vendo corpos iluminados
Em um baú a colecionar

domingo, 14 de setembro de 2014

Mais um caso de homofobia

Mais uma morte
Um caso de homofobia
Agora em Goiás
O rapaz asfixiado
Morto em um lote vago
Por um outro rapaz que não assume seus desejos
Ou que os assume no imperativo da violência

Desejos

Somos frutos dos nossos desejos
Que imperam na nossa essência
Fazem-nos reféns de nossas histórias
E nos elevam para o céu

Somos frutos dos nossos desejos
Com a cabeça decidida
Amores libertos
E um findar de novas escolhas

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O amor que encontrei

O amor é tempo que não volta mais
É rio que escorre por terras revoltas
Correr por campos limpos
Fui hoje ver o amor
Encontrei em você

sábado, 6 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Voltando a ler

Estou seco por dentro
Sem ideias pra escrever
Preciso voltar as leituras
São as únicas que nos nutrem de esperança

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cântico do apaixonado

Eu já lhe disse palavras difíceis
Com aquele olhar que nunca quer acabar
Pus meu coração a prova
Lancei versos de um amor acabado
Têm tantas coisas que ainda não lhe disse
Outras tantas ficaram escondidas
Estou aqui e não quero te perder
Vejo tua face rubra me convencer
A cada dia que a gente passa junto
Somos sempre eu e mais você

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Hum...é meu estado deprê

Chego em casa e estou sem ânimo
Os dias passam e eu acordado num mundo paralelo
Onde as palavras pronunciadas não existem mais
Hum...quero te ver sempre
Suas palavras me consolam
Mesmo quando estou neste estado mais deprê
Hum...suas palavras me encantam
Mesmo que eu esteja num estado mais deprê
Não tenho ânimo para o trabalho
Tudo parece tão igual
É meu estado de consciência que me deixa assim
Não sei mais o que fazer
Querido, fica comigo sempre
Hum... é meu estado deprê
Hum... é meu estado deprê

Movimento

Parei pra pensar. Normalmente minhas poesias são curtas, pequenas, quase inacabadas. É a forma como consigo me expressar. Acho importante a gente descobrir dentro de si os motivos para continuar a caminhar por esta existência. Que parece tão trivial, rotineira, e que tanto me cansa. Gosto das coisas que me movimentem, não importa pra qual lado elas estejam me levando ou eu esteja levando-as. Gosto do movimento do labirinto, a cada esquina algo pode acontecer, mesmo que fechado em si mesmo. No fim sempre há uma possibilidade de saída. Movimentos circulares pouco me interessam, o começo e o fim, prefiro a transitividade.

Sensibilidade

Minha sensibilidade aflorada
Me diz sobre os fatos da vida
Aqueles instantes que não se percebe nada
Num ponto de oceano em transformação

domingo, 24 de agosto de 2014

A beleza machuca

A dor que deverás sente
É daquela perfeição que nos consome
Como uvas estragadas que não servem mais

Setevidas - Pitty


O tempo

Hoje o sol está lindo
Céu sem nuvens
Pássaros voando
Borboletas pousando
E eu aqui dentro deste apartamento escrevendo
Como se o dia não fosse acabar
Uma tarde de domingo
Tudo parece mais lento
São os remédios que me lentificam
Tudo ao dissabor do tempo
Como diria a canção:
Tempo velho amigo não me derrube no final.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pensamentos poéticos II

No ponto simbólico
da mente
que faz nós
alinhavando o destino
sem deixar pontas
costurando-as.
Isso sim
a costura das ideias
dos pensamentos absurdos
da falha de caráter.
Da opinião alheia
dos versos malfeitos.
Diria mais
cada palavra obscena
que seca a beleza da fala
dos instantes poéticos que se vão.
Não
não é necessário crescer
Ou todo crescimento é inevitável
mudo como uma pulga
carregando fardos que não são meus
Cansei
Cansei de ser calado
de me manter calado
diante de tantas coisas
É o fim
Um notório finalmente
de cores degrades
E lutas com dragões.

domingo, 10 de agosto de 2014

Uma música da adolescência

Tem uma música que curto muito: "Viva está vida com as dores e alegrias de cada dia - É isto que Deus quer de você" "Viva pra gerar a unidade e a paz porque Deus está nos seus irmãos" E então descobrirá o céu em você, luminoso rastro deixará." Nestes tempos difíceis pra mim está música tem sido de grande valia. Não me lembro dela toda, só deste trecho, mas já reconforta.

Pensamentos e sonhos

Sonhos que deverás têm
São como rios perpétuos de uma caudalosa explosão
Pensamentos que deverás sente
São como rios em extensões marítimas
O pensar e o sonhar andam juntos
Caminham por tênues linhas
Eu aqui no meu canto com meus pensamentos e sonhos será que um dia irei longe?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Semblante

Triste
Com o semblante cabisbaixo
De olhares initerruptos
Sou clarão numa parte que me convém
E na outra uma escuridão que não se veem
Na vida um pouco de cada coisa
Amém!

Um mundo

A uma vida lá fora
Esperando a ser conquistada
Sem meias meditações
Pulso firme e coração sangrando
Arranca-te do peito ingrato
Desolações
Nunca mais existirão

sábado, 2 de agosto de 2014

Sonho de criança

Corre apressada
Deixa voar
A criança interna solta
Quer só brincar

Deixa ela com seus encantos
Pronta pra um bom adeus
A pele ainda nua
Nos braços de Morfeu

Canta minha gente
Au revoir Paris
Num sonho cabisbaixo
A Europa é um eterno deslumbramento

Tu sofres

Eu sofro com minhas mazelas
Com minhas estranhas entranhas
Na face rubra de um adeus
Revestido como doce de criança

Eu sofro com meu ultrajante viver
Monótonos dias que virão
Enxugo lágrimas temporárias
De uma vida fugaz

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tanto amor

Tudo como foi não será mais
Na imensidão daquele mar aberto
Não adianta fugir que eu não estarei lá


Feche a porta daquela prisão
Veja o lado bom da vida
Tanta coisa ainda pra ser feita
E tanto amor, tanto amor

Oh! Mary

Oh! Mary
Nunca vi nada igual
A dor que balança bem perto
Do peito aberto




Hoje
Tudo está feio
E a tempestade lá fora
Me deixa mais triste




Oh! Mary
Tanto fez quanto tanto faz
E nesta exatidão permaneço cabisbaixo
Tendo pressentimentos




Tua voz ao fundo
Há de me penetrar
Invadir meu coração
E deixar com pés para o alto


P.S: Ouvindo "How to disappear completely" do Radiohead

Ah! É assim

Ah! É assim
Noites povoadas de sonhos vividos
Que ignoram todos os instintos


Ah! É assim
Manhãs acordadas as pressas
Como um menino no rio


Ah! É assim
Um som grave que toca Radiohead
E grava na minha cabeça


Ah! É assim
Um louco que escreve poesias
Pra pertencer a algum lugar

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Israel e Palestina

Na faixa de Gaza
Bombardeios e mortos
Escombros estendidos
Grita-se a todos os ventos
Parem essa guerra
E vivam em paz
Isto é utópico
Povos irmãos que se odeiam tanto
De mazelas ambos crescem


A espera


Faltam ainda dois anos
Como o tempo não passa
Queria estar lá
Bem longe
Num local que gostasse
Nem tudo é perfeito
Aqui não é meu lugar
A espera me corrompe
Quero estar lá

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A luz

A luz habita dentro de nós
Precisamos aprender a expressar
Mesmo que seja um ponto luminoso
Luz que me habita resplandeça dentro de mim


Se há um criador de todas as coisas
Isso é que menos importa
Revelar luz no mundo
Modificará sempre a história





terça-feira, 29 de julho de 2014

Mudar os pensamentos

Como é difícil mudar os pensamentos
Eles moem o cérebro
Trituram sinapses
E nos deixam escravos do tempo


Como é duro mudar os pensamentos
Aquela ideia fixa
Fixando na mente
E deixando de oxigenar


Vivo com meus pensamentos
Às vezes, delirantes
Às vezes, reais
E o dia passa


Quero poder mudar
Voltar a não tê-los
Criar um mundo de cor
E viver sabiamente a vida
Como é difícil os meus pensamentos

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Duro

Estou absorto com meus pensamentos
Ora febris e pueris
Ora maduros pra idade que tenho
Pelo menos é assim que os julgo


Cada respirada profunda
É um misto de ansiedade e demência
Como se perdesse o foco


E a vida me leva
Por caminhos tão autorais
Que nem eu mesmo consigo vislumbrar


Ora consciente das mazelas
Ora delirante em pensamentos
Este sou eu
Um ser de infinita vidência
Numa pobreza de vida

domingo, 27 de julho de 2014

Educação

Educação é a grande transformadora das populações. É por ela que a consciência política, social e ambiental se faz presente. A educação encarna todas as ideias e encoraja todos os feitos em uma sociedade. Num mundo em que a educação privilegia os meninos brancos e com renda per capita mais alta não pode ser mais tolerada. Educação pra todos, principalmente pra as meninas no Oriente Médio e no continente africano. Vivemos num mundo plural que não pode aceitar a educação como limitadora das oportunidades, pelo contrário, é a educação que deveria de nortear as políticas públicas e os destinos da sociedade. Educar também num sentido mais amplo, pra formar pessoas dispostas a não aceitar mais a opressão que são vilipendiadas no dia a dia. Todos os países que evoluíram deram grande importância a educação de suas populações. A educação é prioridade pra toda nação que não quer passar em branco pela história.

sábado, 26 de julho de 2014

Realidade

Os pés e mãos frios como de um defunto
E cai um dilúvio
Tarde feia e monótona
Com roupa pra estender
E um frio cortante
Coragem pra viver a realidade

Dia chuvoso

Um dia chuvoso
Tudo cinza
Aquela claridade em forma de nevoeiro
A fina chuva cai
Leva cada pedaço de mim
Aquela vontade de ficar só na cama
E vendo cada gota pingar
Cada pingo é um pouco de mim
Leve-me embora chuva
Pra um lugar recolhido
Onde possa me esquentar
E sentir que ainda sou amado

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Desejos

Nas ondas daquele amor
Abracei-me ao amado
Como notas de uma fina flor
O beijo doce me fiz rogado


Há tanta coisa lá fora
Tanto desamor tanto furor
Que eu aqui dentro te espero
Como água quente e tórrida

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Pensamento poético I

Tenho uma vida sem muitos significados
Talvez por isso é tedioso viver
Confesso que tenho um sentimento de pouco valia
E é assim que julgo ser

Revoada

Tanto faz agora este nosso amor
Mentiras e ilusões
Com um beijo doce ficou


Já me arrependi de te olhar
Naquela falsa alegria
Te encontrar


Um beijo amado
Na tua boca deixo
E um adeus entre os dedos

domingo, 20 de julho de 2014

Interessante

Estrangeiros tem mais interesse no que escrevo que a própria população do meu país. E isto se torna muito interessante.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quando te vi

Quando te vi
Encontrei dentro de mim um beija-flor
Quando te olhei
Encontrei dentro de ti um coração forte







terça-feira, 15 de julho de 2014

O amor

O amor que corrompeu os olhos
Figurativo sentimento de ser
Transviou-se em neblina
E deixou de se ter

O amor que de verás invade
No entardecer daquele poema
Reconstrõe de lirismo a face
De um belo amanhacer

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Papel timbrado

Voltei um pouco mais forte
As promessas cumpridas
A vela acesa
No Santuário ficou
Agora é momento de reflexão
De deixar o tempo voar alto
As ideias borbulhantes
A vontade de fazer sempre maior
Não busquei as palavras certas
Deixei que elas viessem
Como numa síncope poética
Termino em papel timbrado.

domingo, 6 de julho de 2014

É o fim

Ponto final no trilho da vida
Passarinhando pelos descampados da existência
Uma música linda ao fundo
É o fim do fim do avesso

sábado, 5 de julho de 2014

Parece repetitivo

Será que há outras formas de escrever sobre o amor?
Que não soe repetitivo
Daquelas que cheiram a romantismo barato
Mas o amor é repetitivo?
Não descobri uma forma
As figuras de linguagem sempre as mesmas
Cansado de conceituar as coisas
Sabe de uma coisa
Vou escrever do meu jeito

Such as a flower

Eu te amo como ama-se uma flor
Sem espinhos pra machucar a alma
Sua pele-pétala lisa e sedosa
Procurei tê-la perto de mim
Acabei te sufocando com meus pesares


Te vi crescer
Abrindo pra vida
Mas não dá mais
Te sufoquei


Espero que estando longe
Você volte a ser aquela bela flor
Não mais no meu jardim
Mas nas paisagens de amor

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Adar

Eu mesmo crio meu mundo
Uma ilusão atrás da outra
A realidade da música me toca
Por isso sou livre
Pássaro "au revoir"







Pista de dança

Aquela música que escuto faz meu coração palpitar
Pular de tanto dançar
Exorcizo todos os males numa pista de dança
Saio leve em plena redenção

Aninha

(Da série pra crianças)


Aninha teus cabelos encaracolados
Uma menina espoleta
Corre pra lá, corre pra cá
Quer chamar a atenção
Uma menina travessa



quinta-feira, 3 de julho de 2014

Que eu

Que eu seja melhor do que fui ontem
Que eu leve alegria onde não há
Que eu busque um amor mais profundo a cada dia
Que eu tenha pensamentos positivos de si mesmo
Que eu leve compreensão nos lugares onde só há incompreensão
Que diante de tudo a luz dentro de mim seja canal de graça
Que a luz em ti seja canal de graça
Que a luz em nós nos alimente e dê forças pra continuar

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Num sonho

Portas que se fecham
Janelas que se fecham
Só um rastro de luz num corredor pequeno e úmido
Diante da besta me encontro
Não sei se é um ser de luz ou sombra
Ela me fala que devo continuar a caminhar
Encontrar um caminho próprio
E deixar as águas correrem corredeira abaixo

Olhe pra fora

Olhe pra fora
Veja que você não é o centro
Olhe pra fora
Observe o tempo que passa
Olhe pra fora
Faça algo com sua vida que preste
Olhe pra fora
Saia de si e vá de encontro ao outro
Olhe pra fora
E seja mais você

Barbárie

A população no Brasil está prendendo possíveis ladrões
Acorrentando-os em postes
E açoitando como pena de morte
A selvageria instalada
O olho por olho, dente por dente
E a justiça onde fica
Na sarjeta da humanidade que nos resta

terça-feira, 1 de julho de 2014

Conversa com as letras

Vivo de escrever versos
Eles me consomem
Devoram-me em cada estrofe


Escrevo por necessidade
Uma obsessão que invade
Ativa os momentos de calmaria


As palavras são minhas melhores amigas
Convivo com elas o tempo inteiro
E como elas me entendem



Auto afirmação

Bobagem este negócio de se auto afirmar. Se você fez coisas dignas de importância não há o que temer. Deixar a nossa marca no mundo, desde que seja pequena é uma grande conquista. Pensa nisso e segue em frente!

Mar

No mar
Ondas que te encontram pra ti levar
Bem fundo na imensidão de nós dois


Te ver lindo como azul do mar
Clara amplidão do nosso amor
Com um beijo que te toca
No céu da boca


Hum...sabor tão bom de si sentir
Hum...sabor tão bom pra experimentar


Vejo carrosséis gigantes
Nós dois de mãos dadas
Contemplar a imensidão do mar



domingo, 29 de junho de 2014

Pensamentos poéticos

Caminhos dados
Não são caminhos encontrados
Percorrendo a exaustão dos acontecimentos
Vivendo de pão e vento
Criando no imaginário sensações abstratas
Os aviões que no céu ainda cortam
Com sua fumaça branca 
Em linhas retas sempre hão de ficar
E as cores azul e vermelho que desapareceram
Se tornaram um jocoso verde
Que insiste, insiste em ficar
Falo coisas sem cabimento
Pra um dia quem sabe alguém escutar
Sentir minha voz pálida e rouca
Com notas de uma ansiedade que não quer acabar
Vivo de escrever poesia
No balanceio de versos e notas finais

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sem remorso

Sem remorso quero ficar
Fiz coisas que não dá pra falar
Que ficaram pra trás
Olhar pra frente sempre
E ver o raiar do sol
Límpido clarão do luar
Onde as intenções sejam ações
Tão boas pra se ter
Intenções não mudam as coisas
Ter consciência dos próprios limites
E ir além das amarras da existência

De volta a si mesmo

Estou indo embora
Procurei você
E não a encontrei naquela selva de pedra

A cidade é um ambiente opressor
Quer controlar cada movimento
Diferente dos ambientes naturais

Como é bom um riacho
O barulho da água
Os pequenos peixes nas tuas margens

É paz, tranquilidade que invade a alma
Nos ambientes naturais sou mais feliz
Reencontro comigo mesmo

Sem motivo

Tirando ouro de pedra
Vivendo de vento e nada mais
Não é assim
Correndo atrás de coisas boas
Acontecimentos inesperados
Suor e lágrimas
Fruto de trabalho
Alegrias e dores
Fazendo fumaça como índio
Flechada no coração

terça-feira, 24 de junho de 2014

Futebol

Uma bola
Homens correndo atrás ou junto dela
Dois gols
Uma emoção esfuziante
Gritos em todas as direções
E olha que é apenas uma partida de futebol

Versos no trabalho

Sentado no meu trabalho
Ansioso para o tempo passar rápido
Coisas que tinham que ser feitas foram feitas
E eu ainda sentado aqui
Escrevendo por pura distração
Distraindo a vida me encontro
Ou minha vida é uma distração
Ao certo só imagino
Chegar as férias tão merecidas
Descansar um pouco
Pra depois voltar
Não sei ao certo se me inclino pra o ócio criativo
Ou se se é o ócio que se inclina a minha pessoa
Escrevo porque é uma necessidade
Quase um refrigérido
Um momento em que controlo aos poucos a ansiedade
Fico assim a escrever poesia
Escrevendo versos
Me identificando com cada palavra
Cada síliba formada
Minha vida é assim
Um amaranhado de versos
Escritos "a Deus dará"
Mesmo assim escritos por mim

domingo, 22 de junho de 2014

Tiro ao "álvaro"

Esta música está no imaginário popular, simples e direta.

Tarde de domingo

Felicidade que não cabe no peito
Transbordante sensação de paz
No caminho que se abre a todo instante
Faz de mim um pássaro preto
Livre pra voar
Entre as tempestades
E maremotos existênciais
Somente há liberdade
Entre aqueles que a escolhem

  

terça-feira, 17 de junho de 2014

Compartilhe

Se quiser falar sobre algo
Fale
Se quiser gritar estarei de ouvidos abertos
Mas não se iluda
Eu só quero compartilhar
Compartilhar é a bola da vez
É o que deveria movimentar o mundo
Quando a gente compartilha as coisas mudam
Pelo simples fato de se compartilhar

domingo, 15 de junho de 2014

Sobre cds físicos ou músicas digitais

Interessante notar como vende-se muita música digital (iTunes) em detrimento do cd físico. Pois eu adoro ter o cd físico, estou me organizando pra comprar os que ainda não tenho dos cantores e cantoras que gosto. Nunca comprei pelo meio digital, porque gosto de ver o trabalho do artista. Têm bandas que serão difíceis de comprar o cd, mas um dia compro como Justice, Miami Horror... O cd da Zola Jesus tive que comprar fora do Brasil, pra vocês verem o quanto é atrasado o comércio de cds aqui no país. Enfim, não gosto de ir na onda da moda e o cd dá sensação de que você está comprando o trabalho completo do artista.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Perguntas pra Lady Gaga

Quando você se prepara pra um novo trabalho, você pensa na mensagem que quer passar?

Este seu último álbum achei confuso, foi proposital?

O que mais te emociona atualmente?

Você tem se envolvido em causas sociais. O que mais te motiva neste sentindo?

 

Perguntas pra Madonna

Por que a religião sempre é assunto no seu trabalho?

Você se considera uma pessoa com alguma espiritualidade e como você definiria o que segue?

Qual o assunto do novo trabalho? Vai falar sobre liberdade, amor e fraternidade?

O que você mais admira nas pessoas que estão próximas de você?

Parece que o trabalho te movimenta, nunca consegue ficar sem trabalhar?

Qual a densidade do seu novo trabalho, ou vai ser algo mais superficial só pra se divertir?

O que você diria pra uma pessoa que não se realizou no trabalho, qual conselho você daria?

Você gosta de esporte? Que esporte mais te atrai?

Você seria capaz de responder estas perguntas apenas usando fotografias?

Imaturos

Somos imaturos pra viver esta vida
A juventude nos faz ficar a deriva
Em inconclusivas formas de amar
Tudo está tão acelerado
A ansiedade cresce com o tempo
Os nervos a flor da pele
Agitação e tremores
Somos tão imaturos pra viver esta vida

Perverso mantra

Pensamentos ruins
Pensamentos que invadem a mente
Congelam-me em profunda adoração
Como um mantra perverso ficam
Peço oração
Mandinga
Sei lá o que vier
Infelizmente meus pensamentos me controlam

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Um dia

Todo dia é comum
Rotina
Cada hora passa devagar
Quando não se tem nada pra fazer
As horas passam rápido
Quando a cabeça é ocupada

terça-feira, 10 de junho de 2014

Hoje

O tempo passa devagar
Como notas de um licor fino
Não há pressa
Até mesmo porque não tenho que ir a nenhum lugar
Tudo se passa neste instante
Interminável ponto de equilíbrio
Não há coisas urgentes
Todas tem o mesmo valor
Como aquele merlot
Que deixei em minha taça agora pouco
Não, não bebi no trabalho
Foi apenas inspiração que quando vem
É preciso colocá-la pra fora
Mas uma taça de vinho
Bem que caberia bem
De preferência com queijos que harmonizassem
Fico nestas linhas a deliciar os sinais que não coloco nas frases
Não há pontos e nem vírgulas
Só liberdade de expressão

domingo, 8 de junho de 2014

Não há promessas

Na minha vida nunca fiz promessa
Nunca fiz mandinga
O que amei ficou no fundo do mar

Não sou feiticeiro
Todos os santos não são santos
Com a cabeça arqueada
Degola

E aquele sangue que escorre
Purifica as almas com Ave Maria
Levantando tudo do túmulo
Caboclos e pajé mirins

Uma grande cantora brasileira - Maria Bethânia


sábado, 7 de junho de 2014

Ponte do Brooklin

O sol que bate em minha face
Na ponte do Brooklin
Em suas delgadas cordas
Vai o meu amor ao monumento que não conheço.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Conquistas

Em si mesmo
Refazendo cada movimento da história
Dando pouca importância ao que falam de mim
Vendo o que de bom conquistei

Paz

Não disputo
Nem quero briga
Quero paz
Nem que seja por um minuto da minha existência

sábado, 31 de maio de 2014

De manhã

Quando levanto de manhã
Penso em nós dois
A vida passa tão rápida
Beija-flor que sai da sua boca
Vem cá e me beija meu bem

País do futebol

Não curto funk mas curti essa música do MC Guimê. http://youtu.be/bWnS2dIDgQA

A menina de fita amarela (Parte III)

A menina de fita amarela está cansada de escrever poesias. Começou a divagar pelas letras, a procurar um novo caminho. Não sabe se irá encontrar. Ela gosta de fotografia, de ver fotos e imaginar cenas, talvez daí nasçe algo, mas ela agora não está com pressa. Sabe que as coisas na vida dela sempre foram lentas, meio arrastadas. Mas ela continua no propósito de escrever, porque ela se entende quando escreve. E escrever para ela não é um passatempo inútil, é algo que vem de dentro, de uma necessidade interior. E ela gosta de escrever, gosta mais ainda quando leem. Um livro está nos seus planos, mas ainda quer que ele nasça na maturidade, pois ainda não é um bom momento na vida dela, emocionalmente ela ainda se sente uma inválida. Ela sabe que esses pensamentos não são bons de sentir, mas eles veem e não consegue controlá-los. Chegou a hora de procurar ajuda especializada, para que ela se entenda melhor. Enquanto isso, as ideias borbulham em sua cabeça prontas para decolarem por aí. É ainda uma pequena garota com seus sonhos não realizados e com muita história para contar.

Vento

É vento que vem
É vento que vai
No balançar de pernas
Estrebuchando de dor
É brisa que entra
Brisa que sai
Vai levando meu amor

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Menina negra

Meus cabelos lisos e oleosos
São diferentes dos seus crespos e secos
Minha pele alva contrasta com tua pele negra
Pequena menina somos tão diferentes
Mas absolutamente humanos demais
Tua mãe deve ser uma pessoa adorável
Me apresente
Faça essa ponte se estreitar

terça-feira, 27 de maio de 2014

Flores

Aquelas flores vermelhas
Gardênias ou jasmins
Crisântemos de uma cor púrpura
Cobrindo as ruas e vielas da cidade
Como um tapete em teus olhos

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sapatos

Toda mulher adora sapatos
Pode ser de salto agulha
De couro
Pisando em homens
E se fazendo dominatrix
Com um chicote na mão e dizendo palavras rudes
Dominando a situação num fundo verde



domingo, 25 de maio de 2014

Pensamento romântico

Os dias são os mesmos
Na beira da praia olhando o horizonte
Vendo a minha frente uma imensidão
Pensando em nós dois

Romance

O coração é uma caixa de surpresa
Sempre espera e alcança
Recitando poesias ao luar
E cantando versos de amor


Não adianta esconder o que sentimos
Sentimentos são as verdadeiras formas pra nos fazermos amados
Nunca esconda
Deixe-o libertado


Falo de coisas simples
Daquilo que me chama a atenção
Amores são como rosas vermelhas
Cada qual tem seu valor

sábado, 24 de maio de 2014

O silêncio

Têm momentos que o silêncio é a mais desafiadora das provas que temos que passar aqui na Terra. Quando estamos sós podemos nos manter em contato com algo sobrenatural, que ultrapassa a matéria e nos reconecta com aquela centelha divina.


Reconectados com aquela força que nos acolhe, nos ampara, devemos dar só o que é necessário dar, nem muito e nem pouco porque corremos o risco de perdemos tudo que construímos.


Quando a gente faz uma pausa pra essa ligação afetiva, intuitiva, nos inspiramos em coisas que nem percebemos no dia a dia.


Estou fazendo esse exercício do silêncio. O silêncio não é ausência de pessoas é apenas uma pausa numa mente atribulada e dispersa como a minha.


Cheguei a conclusão que devo fazer mais pausas, pra doar o que há melhor em mim e não o meu pior.


Toda língua que cai sobre os atos dos outros corre o risco de viver infeliz, entediada num mundo tão certo pra si mesmo.


Toda língua que se abre como dávida pra o outro é mais feliz porque dentro dela o silêncio não atrapalha, a comtempla.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Norte-americanos e o blog Limite Poético

Os americanos curtem o que escrevo, sempre que escrevo algo são sempre eles que mais visitam a página. Fico envaidecido por ser uma página de poesias em português. Algo dentro de mim fica interessado em saber o porque das recorrentes visitas. Acho interessante. Escrevo por pura necessidade, nada além disso. Obrigado a você de tão longe que para alguns minutos do seu tempo pra ler o que escrevo. Obrigado!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Crescimento

O trabalho não me prende
Voar como pássaro livre
Sem pouso seguro
Na linha tênue de um amor obtuso  

Crescer a marra
Sentindo as dores do crescimento
Não há como tangir de muitos ventos
Sopra na cara
Te empurra pra viver a vida

Amores

Marquei numa nota promissória
O amor que tinha por ti
Tudo não passou de uma distração
Aquele revoar de pombos
Na praça dos amores possíveis  

Foi assim

Buscando um motivo pra sorrir
Aquele abrir de boca branco e límpido
Fazendo as coisas como se fossem um adeus
Num ritmo que só os anjos entendem

Foi assim que vivi a balbuciar
Em tons de nude e amarelo estrelar
Façamos festas pra encontrar
A quantidade de intenções imemoriáveis

Vem ser

Vem ser como um beija-flor
Sugando néctar
Presente no seu cabelo encaracolado
Finos fios de um loiro amadurecido pelo tempo
Vem ser como uma borboleta
Sugar açúcar dos ramalhetes
Viver de brisa e despencar por aí feliz

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Poesia nonsense


Deixei de escrever e ler
Minha cabeça cansada
Entediada de dias sem fim
Os versos escassos
Cada vez mais ralos e sem nexo
Numa profunda nonsense

domingo, 18 de maio de 2014

Exotismo

O exotismo de alguns comportamentos
Comer grilos e gafanhotos
Mel e abelhas
E a vaca sagrada
Onde castas que dividem a população
Um rosto marcado pelas linhas de expressão
Num tom negro

domingo, 4 de maio de 2014

Hoje eu quero voltar sozinho


Ontem assiste este filme, "Hoje eu quero voltar sozinho", saí do cinema com uma sensação tão boa e agradável que resolvi falar um pouco sobre ele. Conta a história de um adolescente com deficiência visual e suas questões de ordem afetiva e humana. A história é muito bem construída e nos leva a refletir que o diferente muitas vezes quer ser igual a todos nas tuas diferenças. O filme mostra que relações afetivas precisam e devem ter seu próprio espaço independente de opiniões familiares ou de amigos, ou neste caso específico de colegas de classe. Alguns críticos dizem que a história é apologia a homossexualidade, eu digo que é apenas uma história de afetos entre dois garotos que estão se descobrindo como seres providos de iguais desejos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Toda vida

Toda vida é uma aventura sagrada
Toda vida é um néctar a ser consumido
Toda vida é paz que grita aos ouvidos

Toda vida é anseio de felicidade
Toda vida é o amor comprometido
Toda vida é sofrer e amar
Não pode ser pó e nem castigo

Senhor!
Te procuro na minha vida
Entra na minha casa
Me encha de sabedoria
A morte não pode me calar
Só a vida irei exaltar

Lamentos

A doença me arrasta
Quase me controla
Não me deixa ser quem eu sou

Estagnado
Preso numa caixa
A lama cobre meu pescoço
Quase chega a minha boca

Num silêncio
Fico a murmurar conflitos internos
Até que um dia tudo termine

Medos

Os medos corrompem
Não importam se são criações da mente
Estão sempre a espreita
Penetrando onde não deveriam penetrar
A ânsia de vômito persiste
Insiste em bater na porta
De lá pra cá
Não sei aonde ela estará

sábado, 26 de abril de 2014

Estado de espírito

Não corre entre minhas veias sangue azul
Sou da simplicidade de Minas
Vivo numa estrada de terra
A poeira no alto cobre minha alma
Com um coração rebelde
Creio numa vida sem luxo
Riqueza é estado de espírito
E não objetos e entulhos



Auto-centrado

O tempo foge entre os dedos
Infelicidade tem nome
Com um punhal apunhalando o peito
Rios escorrem em um peito aberto


Tanto faz ter liberdade ou não
Se você pouco consegue mudar sua realidade
Em instantes de murmúrios
Não consigo pensar no semelhante

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Tempestade

Não cortarei meus pulsos por amor
Não beberei cicuta pra te agradar
Nesta história de nós dois sou mais eu
Eu sei, eu sei
Eu sei, eu sei
Que vamos sair por aí destruindo tudo
Por amor faço coisas que nem eu sei
A língua que cala é aquela que te procura
Te sentir no porvir do dia
Não adianta querida
Você é minha amada e farei de ti minha rainha
Procurarei outras histórias mas não adianta
Você povoa meus pensamentos
Como em uma tempestade em copo d'água
Te dei os meus melhores dias
E não há nada mais o que fazer

domingo, 6 de abril de 2014

A morte

Não é um fim em si
Não é um recomeço
É uma parada
Um ponto com três pontos
Uma reticência
Vala comum
Sete palmos
É objetiva e fria
Não há nada de emoção
Quem dá sentido é quem fica
Quem fica é às vezes silêncio
Dor pra alguns
Saudade pra outros
É o encantamento da alma
Como diria João Guimarães
É essência e sopro

domingo, 30 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Desabafo sobre hepatite C: um caso

O assunto que vou escrever hoje é sobre hepatite C. Conheço uma pessoa que estava com a doença controlada, mas que precisará retomar o tratamento e o governo brasileiro, no caso a ANVISA não tem dado a devida atenção a doença. Nos EUA já existe um medicamento moderno chamado Sovaldi que tem menos efeitos colaterais que o Telaprevir. Não sei porque há tanta burocracia na liberação do remédio aqui no Brasil, sendo que a FDA, órgão que regulamenta a produção de remédios nos Estados Unidos já liberou. As pessoas não têm tempo pra esperar, já que o Brasil não tem condições de fazer pesquisa na área que a importação seja menos burocrática.  Os médicos estão incentivando seus pacientes a procurar clínicas nos EUA onde possam consultar e pagar pelo medicamento a uma bagatela de 100 mil reais. É um absurdo um medicamento custar este preço. Agora entendo porque a indústria farmacêutica ganha tanto e só quer saber de ganhar mais. Não sei se alguém vai me ouvir mas pelo menos estou fazendo minha parte de dar voz aos que realmente estão necessitando e não tem como pedir ajuda. Que o governo brasileiro possa repensar suas estratégias na área da saúde pública.

sábado, 22 de março de 2014

Para pais e mães

Não sei o que é não ter pai
Não sei o que é não ter mãe
Ainda tenho ambos na minha vida
E como amo-os!
Amo com um amor sem possessão
Livres, soltos por aí
Coloco-me na pele de quem não tem
Deve ser uma sensação ruim
Um espírito que nunca descansa
Que grita uma dor muda aos ouvidos alheios
Preparo-me para não tê-los por perto
É da vida, neste ponto não dá pra fantasiar
Brincar de escrever
É golpe
Corta um pouco, mas deixa sangrar
Se não tiver pra quem oferecer
Pode ser pra Deus
Se não tem Deus pode ser por si
Mas ofereça, não se entristeça
Amor de Pai
Amor de Mãe
É sempre amor
Pode ser um tio, um parente, um amigo
Mas é sempre amor
Nas poucas certezas que tenho
É que deve ser doloroso não ter ninguém com que contar
Ter a si mesmo
Mas no fim seremos só nós mesmos
Não é assim?
Penso em quem não tem um pai ou uma mãe
Penso nos laços perdidos
Nas horas infindáveis de consolos
Penso neles
Penso em vocês
Uma mãe que nunca se conheceu
Que momentos perdidos de puro afeto
Vou pensar nestas relações
Por isto abraço minha mãe
Por isto abraço meu pai
Pra não perder estes momentos
Tua mãe guarda no coração
A doce criança que fostes
Não temas
Ela de alguma forma estará sempre contigo

Surreal

Somos seres imaginários
Criamos realidades pra nos tornarmos vivos
Quanto maior o precipício
Maior seria a queda?
Com asas de cristal
E pés de pato
Voo e mergulho
Minhas capacidades não são aprisionadas
Do leite derramado
Nutro minhas entranhas
Sou um ser do meu imaginativo Ser



quarta-feira, 19 de março de 2014

Ainda vejo

 (Da série pra crianças)

Ainda vejo
Riscos no céu
Com seus contornos
Linhas retas anguladas
Povoam meu imaginário
Como um sopro que vem e acalma

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Não ao governo de Uganda

Não podemos aceitar o que acontece em Uganda, a comunidade LGBT agora é criminosa. Algo precisa ser feito, e cadê os dirigentes dos países que não fazem algo de fato como não ter relações comerciais com o país. Enfim, o que posso fazer é divulgar este link https://www.allout.org/pt/actions/kill-the-bill . É um abaixo-assinado quem puder divulgar e assinar de alguma forma estará ajudando.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ensimesmado

Em si mesmo
Ensimesmado ainda me encontro
Não é por egoísmo
Uma vontade de ficar só
Pra dentro
Preso
Não é bom

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lendo

O livro fala sobre esquecimento, sobre as memórias de uma família e suas intricadas relações. Uma família mesmo que junta se sente só, bom isto é um panorama geral, como ainda não o li todo não posso falar muita coisa.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Inconsciente

Uma mesa com três pontas
Cubos aleatórios girando
O relógio desmanchando
Sangue e suor por todos os lados
A cabeça pulsa
Os cabelos crescem em forma de corda
Perpassa o pescoço
Vira uma torrente de água
Inunda a casa
Teu nome é pronunciado
Num sonoro apito
Batem à porta
Um calabouço e uma faca
E o coração chagásico bate no peito por um fio

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Revolution of Love

P.S: Não sou artista plástico portanto não está bem feito, mas essa ideia eu compro. Fazer da arte um espaço de esperança para as pessoas. ;)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sobre os estudos cabalísticos

Estou ainda fazendo o curso Kabbalah 2, nele a gente aprende a importâcia do livro de Zohar, pra falar a verdade ainda tudo é muito novo, tenho muitíssimo que aprender. Coisas que já aprendi, é importante fazer restrição, às vezes, é melhor deixar os sentimentos virem e só depois de assimilados agir. Tem que ser uma ação proativa, sinto, paro, penso nas possibilidades e ajo. Mas digo que é um exercício muito cansativo, exije um esforço grande no começo. Se vai ser recompensador só o tempo dirá. Dizem que isso é porque tenho o ego grande, não sei ao certo, pode até ser, mas meu desejo de ser útil ultrapassa qualquer outra intenção. Não sou cabalista porque ainda não estudo o Zohar, mas daqui alguns meses me movimento pra isso. Há coisas que me deixam mais feliz do que coisas materiais, como por exemplo, amizade, relacionamentos afetivos, ver os amigos e conhecidos dando certo na vida. Outra coisa, para os mais desavisados não tenho a intenção de ser conhecedor de tudo, sei muito bem da minha ignorância e se compartilho algo é porque tenho o desejo de compartilhar. Enfim, quem vive a vida só de "blábláblá" já perdeu a razão.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Esforço

Isto não é um jogo
É apenas um treino
Pra ser um grande artista
Eu entendo
Pare para pensar nas possibilidades
Nas alternativas que se mostram
Não adianta ficar estático
Mova-se e cresça
Compreendo
É difícil
Mas tem que tentar
Toda forma de crescimento é lento
Aos poucos chegarei lá
Prometo a mim mesmo

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Desde sempre

Desde sempre nos tornamos cúmplices
Fizemos coisas que ninguém nos perdoaria
Roubamos, matamos e estupramos nosso verdadeiro eu
Não minha querida, você ainda não ganhou este jogo
Eu também tenho minhas cartas na manga
Sei ir ao fundo do poço e voltar como uma fênix gelada
Não adianta querer meu aplauso
Não adianta querer meu amor
Te aprisiono na minha face
Te roubo todo seu calor
Você agora se tornou coisa minha
Meu objeto, minha favorita
Colocarei-te em um andor
Venenarei tua alma
Coisa minha, coisa minha
Você será coisa minha
Desde sempre te procurei pelas ruas
Nas sarjetas da vida
A loucura que é meu amor te escravizou
Você é toda minha, toda minha
Pode dizer, gata, que eu sou maluco
Não me enxergo, não me ponho no meu lugar
Mas você sabe que quando duas almas puras se encontram
Não há porque fugir
Toda minha vida, toda minha vida
Você já faz parte da minha vida

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Espiritualidade


Eureka

Procurei motivos pra não te falar
Mas você mexe com meus instintos primitivos
Fome, sede, vontade de gritar
Não, restringindo as ações
Parece dicotômico
Restringindo as reações
Mesmo que doa no princípio
A realidade se abre
E as ilusões não existem mais
Vamos fazer uma grande festa
Encontrei, Eureka

Jota Quest - Mandou bem

Esta música é muito boa, me faz dançar muito. Recomendo.

Visão de longo alcance



72 nomes de Deus


Flor da pele

Transformo as minhas adversidades em arte
Ou simplesmente as coloco no papel
Não paro e não me deixo arquear
O gosto amargo do fel
Não irei resmungar
E nem mesmo chorar
Se a cada lágrima que escorrer
Você verá
Todas elas irão me fortalecer
A gente passa a vida reclamando
Querendo que as coisas melhorem
Mas nos tornamos sempre os mesmos
Deixando que os defeitos imperem
Eu digo a você
Subverta o tédio
Treine as emoções
E deixe que em você nasça o belo
Os olhares não serão os mesmos nas estações
A cada pôr de sol me refresco

Clareando

Os nervos saltando pela pele
O coração batendo acelerado
Noites em claro

Pequenos gestos me disfarço
Viro de ponta à cabeça
Se tudo parece clichê
Qual o problema?

Sentimentos são apenas sentimentos
Podem até nos dominar por instantes
Perder o controle esse é o dilema
Refaço-me nas situações adversas

O Ego quer o domínio
Quer tornar as coisas mais fáceis
Se há como lutar
Lute
E reverta o negativo para positivo

Prazer

Com a cabeça encharcada de vinho
Escrevo estas linhas
Num processo institivo
As ondas cerebrais virarão vício?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vinho

Uma taça de Saint Lambert
Queijo fresco
E um pilequinho
Consciência alterada
Vontade de levar para cama
Dormir sem nervos a flor da pele

Sexta-feira

Lateja a dor
Bate sem parar
Suor frio
E uma tempestade em copo d' água

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Tensão

Os erros sempre existirão
Ao corpo que treme
Sempre há muita tensão
Na cabeça as marteladas
Presta mais atenção
Mas o corpo ainda persiste
E numa noite clara perdi meu descanço

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A tela

Vejo um vestido de noiva
Lembra uma medusa
Como uma água viva
Chapéu esvoaçante
Numa tela de Caesar

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O amor entre duas pontas

O amor entre duas pontas foi uma poesia que escrevi pra falar dos meus desejos homossexuais e cai bem nestes tempo de afirmação da comunidade LGBT. Pra quem não sabe, pela primeira vez na TV brasileira, um casal homossexual masculino se beija em horário nobre numa novela conhecida como Amor à Vida. E nada mais justo neste momento que agradecer pela sensibilidade como a cena foi ao ar. Os personagens abaixo na foto retirada da internet são Nico e Fêlix.

 
O amor entre duas pontas
 
Não tenho culpa se eu amo um igual
Daqueles amores tão bons de se sentir
Gosto de doce na boca que enobrece o ser
Já sentiu algo assim uma vez na vida?

É difícil para quem não está em pele
O calor que você sente pelo diferente, sinto pelo igual
Amor que invade a alma e te joga no chão
Te faz criar asas e ir com pensamento além da paixão

Já sentiu aquele frio pela pessoa amada
Aquela vontade de querer ficar para sempre
Estreitar os laços de tal forma
Que até as leis digam amém

Não tenho culpa se amo um igual
Que os homens de bem não vejam com maus olhos
Duas pessoas iguais que se amam
Em uma ponte de desejos onde o amor reina