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Mostrando postagens de 2014

Feliz ano que se inicia!!!

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Um ano que termina, com coisas muito boas e outras nem tanto. Cheio de mudanças principalmente no trabalho. Obrigado a você que vem aqui nesta página para ler minhas poesias. Vocês me dão uma grande força.

Um ano repleto de realizações e sonhos para serem realizados.

Arquimedes Diniz

Love song

I am the light that illuminates
Every drop of darkness goes away
I review each scenario and everything is close
I'm leaving for my love

Forças da natureza

Senhor da existência
Senhor do onde tudo toca
Abençoa teus filhos e filhas
Da mais alta e baixa irmandade
Fogo que corta
Aço que amola
Água que limpa
Terra que revigora



Eu sou aquele

Eu sou aquele que transcende uma gota de orvalho
Purificado pelo vosso poderoso sangue
Alimentado com a seiva e mel

Eu sou aquele que se reveste com as armaduras da glória
Que os santos anjos do Senhor me protejam
E que me guardem para uma vida eterna

Eu sou aquele de alma purificada
Aquele que encontrou a paz dentro de si
E a luz que emana somente amor

Ana Becoach

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Aprendi essa oração num curso de Kabbalah e achei importante coloca-la no blog. Ouçam é linda.

Com a alma em paz

Você foi embora e me deixou só
Neste emaranhado de sentimentos
Estou sem forças para lutar
Você me disse que iriamos ser para sempre
E não foi isso que aconteceu
Agora estou bem
Melhor que antes
Com os sentimentos ainda mexidos
Mas com a alma em paz
Com a alma em paz

Você me falou que íamos ser únicos
Mas foi tudo em vão
Não adianta chorar mais pelo tempo
Ele não volta mais e eu estou assim
Com o coração sangrando e em prantos
E você nem aí
Já está em outra
Tudo bem
Quando as coisas acalmarem
Espero estar em paz
Com a alma em paz

A melancolia

Anjo sem asas Decrepito ser alado Ser com luz própria Diante da humanidade Melancolia Arte que se apregoa  O melhor de mim Vasta imensidão deste mundo E o bezerro me olha Calmo estou neste vale de podridão Terrorismo, intolerância religiosa e vingança A faca corta o pulso Jorra o líquido precioso E naquele ser o estado melancólico se desfaz


Homoerótica

Jogo-me em teus braços
Oh! Santo anjo
Segure-me com tuas mãos fortes
E me eleve aos céus terrenos
Aquela gota de alegria
Perpasse por nós dois
E chegue aos confins do universo

A crucificação do boi

A carne desossada
Inspirada na crucificação
O sangue escorrendo
Dor e morte
E os algozes rindo
Como se aquilo fosse puro deleite da alma
Violência pura e gratuita

Não existe o demônio

Não existe o demônio
O que existe é o inimigo interno
Não o demônio  Ele é uma criação de controle Não posso mais aceitar Eu sou responsável pelos meus atos Não um ser externo a minha pessoa Eu sou forte e fraco Livre e preso Ao meu infinito ego

A menina de fita amarela - parte 4

Hoje em dia a menina de fita amarela já amadureceu, ainda brinca, corre, pula, porque é uma criança e como toda criança tem dessas necessidades. Outro dia ela chamou uma coleguinha para brincar e foram juntas para a floresta ver os bichos que habitam-na. E ela viu um coelho selvagem com seu pelo de um castanho escuro e elas ficaram maravilhadas, não quiseram correr atrás apenas ficaram observando-o. Ele que se assustou e em disparada foi para dentro do mato e sumiu. Elas voltaram correndo para falar com a mãe da menina de fita amarela e a mãe a repreendeu, ela ficou triste mas não se importou tanto porque foi uma aventura entrar na floresta com sua amiga. Ambas nunca mais se esqueceriam deste pequeno passeio. E combinaram que nunca mais iriam contar dos seus passeios para os adultos, porque adulto não entende bem uma criança e assim fizeram outros passeios, subiram em árvores e até viram outros bichos como cobras, lagartos e sapos, de todos os bichos selvagens que elas viram as que m…

Maternidade

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A mãe com a criança no colo
Amamentando
Dando muito de si
E esperando o alvorecer do rebento


Oh! Meu São Sebastião

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Oh! Meu São Sebastião
Foi amarrado
E no corpo ferido por flechas
Que amaste a Deus até o fim

Oh! Meu São Sebastião
Que já foi retratado por tantos artistas
Inclusive por Visconti
Do qual tenho admiração

Oh! Meu Sebastião
Peço por todos
Que cada um encontre sua força
E combata o mau se preciso até a morte


Penhasco

No alto do penhasco
Olhando aquele nevoeiro
Uma bengala na mão
E ainda um deslumbre
Lá ao longe montanhas
De uma cor verde vibrante
E os pensamentos fogem
Somem e não há mais espaço para consternação
Apenas para contemplação do ambiente

Um domingo de manhã

Sentado a frente de um bar
Pensando na vida que passa de relance
A vodka saindo pelos poros
E eu anestesiado pela dor da perda
Perdi anos da minha vida
E ganhei outros escrevendo poesias

Inferno

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O inferno existe? Pra mim não existe nem céu e nem inferno Nem mesmo o limbo Pra matéria insólita voltaremos De onde nunca deveríamos ter saído Oh! Pai Eterno Porque nos deixastes criar um conto de fadas metafísico Pra na hora da morte vermos apenas uma luz Que é a tua luz em nós mesmos

Estou cansado

Estamos cansados
Absortos em um mundo midiático
Onde as pessoas querem mostrar aparências
Super expostos em selfies

Estou cansado
Criando-se um mundo de ilusão a volta
Onde o desejo de se fazer bem visto vale bem mais

Estamos cansados
De ver políticos reacionários no parlamento
Xingarem seus companheiros com as belas palavras
Que saem de suas bocas fetidas

Estou cansado
De ver o mundo como está e não fazer nada
Apenas escrevendo estes versos
E nada mais




Morte terna

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Palavras me faltam
Aquela rosa vermelha
Gotas de um orvalho sideral
Lembram a nossa própria morte
Terna e suave
Cada qual no seu sepulcro



Erwin Blumenfeld

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Na fotografia surrealista de Erwin pode-se ver várias mulheres ou uma única mulher cortada, exposta várias vezes, não sei explicar como ele consegui o efeito, mas é interessante notar a sua genialidade. Poderia usar como poesia, mas qualquer palavra que eu use pra descrever não terá o alcance do artista.

Obedecer

A gente passa pela vida obedecendo
Obedece aos pais, a família, a sociedade
E assim vamos nos escravizando
Nos tornando cúmplices da história
Não quero obedecer
Quero voar por aí livre
Com minhas ideias de mundo
Tornando-se livre de mim mesmo

O homem amarrado

Corpos espalhados pelo chão
Sentado em uma cadeira amarrado encontro um homem
A cena não parece clara
Uma espécie de nevoeiro toma conta
A morte parece tomar conta do ar
Aquele cheiro necrotizante
A escuridão toma conta
Lugar sombrio e sem ventilação
Que uma boa morte nos acompanhe
Neste vale de lágrimas que é a Terra

Entre quadros

Entre quadros
Inspirado em artistas
Pensando no movimento circular
Vou escrevendo linhas
Desfazendo os defeitos
E enaltecendo as virtudes



Campo de macela

Em campos de macela
Corro livre
Sinto o cheiro das flores
E tudo me acalma



Água

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Quero que a água desabe sobre mim
Limpe-me de todas as impurezas que eu tiver
Me torne límpido e transparente


Quero que a água desabe sobre mim
Fortaleça meus pensamentos e atitudes
Revigore minha alma


Quero que a água desabe sobre mim
Que nada impeça meu caminhar
Pra junto e bem perto de ti




O vento

É vento que vemVento que vai
No balançar de pernas
Estribuchando de dor
É brisa que entra
Brisa que sai
Vai levando meu amor

Pés sobre a terra

Da série pra crianças

Com os pés descalços
Correndo na terra
Encontro uma criança
Livre a passear
Pergunto o que mais a deixa feliz
E ela me dá um sorriso e diz:
A minha família me deixa feliz


Isolamento

A alma isolada do mundo
Quer um momento de paz
O celular que não toca
É uma bênção alcançada
Nada é mais benéfico que o silêncio
E o mundo quer fazer?
Não precisamos verbarizar
Escandalizar para sermos aceitos como provocantes

A dança

O corpo que deforma
Cria novos movimentos
Não alinhados e nem simétricos
A realidade se torna subjetiva
Dando primazia aos sentimentos que a realidade
Penso numa dança circular
Onde corpos se misturam
Deixam um bailado de alegria e euforia
Igual as danças africanas
São lindas de se ver
Mulheres e homens evocam órixas 
E eles descem dos céus a terra

Dalí

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Infância perturbada Perdida entre a fachada do pai A luta contra o irmão homônimo Difícil de entender esta pintura Talvez o artista quisesse que ela fosse só sentida 

A freira

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Com um olhar contemplativo
A freira inclina-se sobre o seu pescoço
Com seu habito bege observando pombos
Não traz consigo o crucifixo
Mas no fundo da cena pode ser visto um manto vermelho
Será uma lembrança de Cristo?


Charles Sternaimolo

Buscando o solitário
O semblante sem vida
A ideia do cru
Daquilo que passa e não volta
Sternaimolo com suas fotografias me intriga
Habitações desabitadas
Na permanente ideia da solidão dos centros urbanos

A serpente de bronze e o Messias

"Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantando o Filho do homem, para que todo que nele crer tenha vida eterna". (Jo. 3, 14-15)

A serpente de bronze
no antigo testamento
feita por Moisés curava
Cristo pregado na cruz cura.


Mulher na cama

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Foto retirada do site: www.madonnaonline.com.br


A mulher sentada na cama Livro ao seu lado Numa eterna solidão de si mesma Não sabe se abri as páginas Ou se deleita na cama com seus bicos amostra

Soir blue

O palhaço de branco com cigarro na boca
Sentado a sua frente dois camaradas
Em pé uma mulher quase displicente
Soir blue
Num fundo azul
E a solidão marcada por todos na tela

Outra de Hopper

A nudez na cama
Solidão e tédio
Hopper com seu realismo
Nos encanta por inteiro


Mulher nua

Na pintura de Edward Hopper
Vejo uma mulher nua
Na solidão do artista
Quase em contorno
Só na sua nudez

A anciã

Da série pra crianças


Abraçada a uma árvore
Uma velha senhora está
Anciã da boa sorte
Em fé ela ficará
Carrega uma cruz em seu pescoço
Mas na alma nem sabe o que é
Andarilha pela África
Teus passos marcaram seu espaço
Quero conhecer a velha senhora
De chapéu na mão
E bengala no pé

Floresça

Eu tenho um amor que floresce
Límpido como um dia de sol
Distante, às vezes, mas duradouro


Eu tenho um amor que enaltece
Faz de mim um ser melhor
Diante de todos que me liberta


Eu tenho dentro de mim um fogo que arde
Queima todas as coisas velhas
E faz brotar o novo


Que a cada momento eu floresça
Cresça como uma árvore frondosa
Que eu floresça, floresça

Centelha luminosa

A vida passa como um flash
Os acontecimentos são imutáveis
A gente pode mudar
Mudando é que se aprende
Todo dom é amar

Coração rebelde

A responsabilidade é nossa pra que haja paz entre homens e mulheres não de santos e santas. Eles não podem fazer nada.Tem uma frase que gosto muito: "quer paz comece ao seu redor". Não adianta as famílias ou povos irmãos estarem em pé de guerra, se não usarmos nossos corações rebeldes pra obtenção de uma paz duradoura.
Sim, corações rebeldes, que estejam imbuídos de boas intenções e dispostos a desapegar das próprias ideias pelo coletivo.



O meu amor

O meu amor é um poço sem fundo
Por isso me abraça e fica comigo nesta noite
Preciso dos teus beijos
Saudade de você na minha cama
Estou sempre quente amor
O fogo que nos liberta
Que nos deixa inteiros um para o outro

Fogo que arde

É fogo que arde
Em um peito em brasa
Coração que alarde
Em mil circunstâncias


Somos filhos dos nossos desejos
Inventariavelmente dispersos
Cada qual com sua vontade
Com beijos dispersos

Tão só

Quando tinha 12 anos escrevi uma carta de amor
Era uma carta pra uma garota
Que nem prestava atenção em mim
Por isso escondi-a dentro da minha mochila
Talvez um dia revelaria meus sentimentos pela garota
Mas um colega de classe descobriu a carta
E assim contou pra todos da sala
Fiquei envergonhado porque era tímido
Nunca mais quis saber de garotas
Foi um momento triste
Nunca havia me sentido tão só

Anjo

Anjo que me acompanha
Protege-me das ameaças
Que tua espada abra caminhos


Anjo que me acompanha
Busque entendimento
E que o amor como aliança
Fortaleça o meu caminhar


Anjo que me acompanha
Cubra-me com tuas asas
Que coisas ruins não aconteçam
Te peço e te louvo

Coisas boas

Somos filhos de um passado glorioso
De um futuro belo
Cada qual com sua beleza
Inspira os nossos dias
Com imensas alegrias



O que você quer?

Da série pra crianças






É uma noite fria
Encontro o som de grilos
No campo perto de casa
Avistei no mesmo dia uma coruja
Que voava em meus sonhos
Eu não quero mais mentir
E você meu pequeno
O que você tanto quer?

O quadro

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Distorcendo imagens Provocando novas sensações Pondo em relevo eu e você Doce lembrança de um anoitecer

Realidade

Eu sou aquele que fulguras em céu estrelado
Que no açoite da luz do meio dia
Pensa e para:
Toda vida que te dei nunca será o bastante
As correntes que me prendiam
Ora não existem mais
Libertei-me de um pesadelo
E no paraíso imaginário cá estou
Deslumbramento é bobagem
A vida tem sempre seu dissabor
Não vou contentar com migalhas
Quero tudo que puder
Escreverei até minha morte
Com palavras das mais simples
Cada verso será meu
E criando minha própria identidade
Seguirei rumo a minha realidade
Que se transfigura
Em gestos de um bom adeus

Por que

Da série pra crianças

Criança gosta de um Por que
E não adianta responder
Elas querem mais respostas
Algumas são curiosas
Outras teimosas
Mas todas tem um quê de vivacidade
Podem a ser tímidas
Que lá dentro delas bate um coração forte
Disposto a entender os por que da vida


A história do biscoito

O menino quer biscoito
A menina não pode dar
Ela só come os que tem glúten
O menino fica com água na boca
Mas surge uma solução
Deram um outro biscoito
E o menino saciado se foi

O barulho na escola

O barulho na escola
De crianças conversadeiras
Não atrapalha e nem enfadonha
Enche a alma inteira
Corre pra lá
Corre pra cá
Viajam num mundo encantado
Onde sonhos são realidades
E as fantasias apaixonantes
Revejo-me nesta idade
Quanto trabalho dei
Mas fica na saudade
Crianças
São seres interessantes
De amores pequenos
Vão levando a vida nestes breves instantes

A luz interna

A gente brilha com a luz de dentro
Aquela que ilumina toda dimensão do ser
Toca a alma e vai pra fora
Toda luz interna tem um por que

Rihanna

Ela sempre dá as cartas
Morena dos olhos claros
Os cabelos escorridos e esvoaçantes
A boca magenta ou carmim
Provoca arrepios em garotos
A voz sempre penetrante
Nos diz muito quem ela é
Parece que ama muito a família
Principalmente seu avó
Uma delícia vê-los juntos
Sim, conheço pouco sobre ela
Parece ser uma pessoa autêntica
E com muito talento a oferecer

Inconsciente poético

A chuva que escorre pelo meu corpo
Padece de sentimentos
Faz de mim um rio de desilusões
Com frescor de cada momento
Eu sou aquele que nasce
Das entranhas da mãe Terra
Fulguras da ostentação de malabares
Com a cabeça invertida de uma ave
Sonhos e esperanças num mundo melhor
Sempre os tenho

Fotos em Jeri

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Em cima da duna Olhando aquela imensidão de areia Lembrando de um versículo biblíco A tua casa não desmoronará se construí-la sobre a rocha Se nossas escolhas forem sólidas  Nada a temer Virá o vento e não mais cairemos

Por do Sol em Jericoacoara

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Luz que ilumina meu calor Faz de mim seu amor Coração flechado num peito aberto E no luar um romance à brasileiro

Meu moreno

Moreno como a noite de um luar
De mãos dadas nas dunas de Jeri
Faltou um beijo cinematográfico
Esplêndido encontro de corpos
Juntos, unidos pela areia montanhosa
Eu e você vendo o por do sol
E se amando e se sentindo

Nas dunas

Descobri você no deserto
O cabelo esvoaçante
Sol escaldante penetrando na pele
Eu refiz o caminho em várias dunas
Lendo sua vida inteira na palma da mão
Gosto de você quente como a luz da lua
Vem ficar comigo neste forró
Colado ao ritmo
Vem ser minha mulher por esta noite
Tudo não passou de uma ilusão
Você se desfez diante dos meus olhos
Ainda sou louco por você
A solidão neste deserto me fez querer te ter




Deserto

A vida é uma linha tênue entre ser e o não ser
Entre estar e não estar
Entre o fazer e o não fazer
Tudo é questão de coerência
Tudo pode ser visto num deserto
Naquele deserto da alma que se entra
Perdura por um tempo
E depois saímos iluminados

Férias em Jericoacoara e Fortaleza - Ceará

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Há apenas amor

Não importa se você considera-se de direita ou esquerda
Tua vontade é de amar aqueles que te passam ao lado
Ame
Se você tem uma ideologia mais centrada nas questões sociais ou
em questões mais econômicas
Não importa
Ame
No final descobrirá que tanto um quanto a outra
Tem pouco peso
Porque todo peso ou todo alívio
Consiste em amar aquele ou aquela que está ao seu lado
ou distante de você

Inspiração pela música

Nem tudo me inspira
Ela vem do encontro com o desconhecido
Vem em forma de palavra
Surge de momentos a sós
Nem todos me inspiram
Música é algo que penetra
Faz com que eu viaje pra dentro
Encontre as palavras e ponha-as no papel
Como algumas músicas me inspiram
O som bate
Movimenta-me
E os dedos agem
Música é meu alimento cotidiano
Sem ela não sou ninguém

A dança

Da série pra crianças


Cantando na janela
A menina de fita amarela
Dança de lá pra cá
Enfeita-se toda no seu quarto
Ao som de uma música calma
Faz rodopios com seu vestido de chita
E encanta-se pela voz da cantora
Como canta bonito
Voz firme e suave
Um desejo ela tem
Encontrar a cantora e dizer: Obrigado!

O sim

Meu amor
Tantas vezes te abracei apenas
E depois dançamos jazz
Há em mim uma sensação de nostalgia
Aquela fome de morrer junto
Querida
Colados rostos nos rostos
Aquela bela sensação de ter nos encontrado
Diante de uma altar pra dizer nosso: Sim.



Eu sou teu

O amor é uma pedra fundamental
Ele aquece todo meu corpo
Faz-me sentir mais homem
Em face da sua docilidade de mulher

Só o amor constrói pontes
Que podem nos ligar em uma linha tênue
Por isso te amo mulher como nunca amei outra

Esqueça as diferenças
Brindemos a vida que nos cerca
Achemos nosso infinito amor

Eu sou teu, eu sou teu
Eu sou teu, eu sou teu

O amor é uma estrada de mão dupla
Depende só de nós dois
Vivemos momentos únicos
Que só os fortes podem entender

Minha vida pra sempre vou te dar
Até porque estamos unidos como sol e lua
Complementares numa vida cheia de coisas boas

Não esqueço dos nossos momentos
Tão nossos, tão teus
Num amor inspirado nas estrelas mais altas

Política

Estamos em época de eleição
Dois candidatos se enfrentam
Não sei em quem votar
Apesar de entender que as pessoas almejam por mudanças
Mas elas mesmas não mudam nada
Político não faz milagre
São reflexos da sociedade que representam ou deveriam representar
Neste circulo vicioso de indecisão me encontro
Em quem votar?
Sou das conquistas sociais
Daquelas que emergem no meio da multidão
É mérito observar
Que como está não se pode querer estar

Reflexões

O que adianta usar de ironia
Criando uma áurea de deboche
Digo de passagem
Só os mais sérios mudaram algo
Os debochados e irônicos perdem tempo
Perdem energia que poderia ser usada mais complacente
Não que se deva ser sisudo
Mas um pouco mais de seriedade é importante
Até mesmo pra se manter neste mundo tão dado ao deboche

Ostra e pérola

O corpo pede paz
Cansado de viajar pra dentro
Pensativo e ensimesmado
Como ostra em dia de pérola

Delírios ou Êxtase

Quando saímos da realidade
Aquela que sufoca por instantes
Procuremos refugio no Senhor
Ele aquieta a alma
Borbulhada no sangue altíssimo

Quando saímos da realidade
Encontramos a paz que tanto procurávamos
Os sentimentos não mais se confundem
Guia-nos numa experiência fraterna
Onde não há mais lugar pra dúvidas e incertezas

Quando saímos da realidade
Busquemos dentro de nós a real realidade
Aquela que conforta e nos faz fortes
Mesmo sendo fracos de espírito

Quando saímos da realidade
Num estado meditativo e harmônico
Em que nada mais importa
A não ser Deus e você

Batalha

As batalhas que teremos que enfrentar
Naqueles campos de batalha que a vida impõem
Pertenço ao exército do bem

O mundo ainda precisa muito de mim
Dos meus músculos, das minhas ideias
E eu preciso de estar no mundo

Como um pássaro que presa pela liberdade
Uma coruja na sua santa sabedoria
Um punhal de letras que penetram no papel

Minha voz nunca se calará
Diante do suplício da humanidade
Eis me aqui pronto pra lutar pelo amor e pela liberdade de cada um

Aos rebeldes da paz

A rebeldia consiste em ajudar
Criar pontos de luz
Onde há só sombras
Solidariedade é uma bandeira
Erguida aos quatro ventos
Bondade é uma bandeira
Erguida aos quatro ventos
Fé é uma bandeira
Erguida aos quatro ventos
Que a força de mover de alguns
Resplandeça em direção aos outros
Mais do que compartilhar ideias
A vida consiste de ideais
Que se faz jus aos dias de outrora
Permeados de gestos de amor
Revestidos com a couraça da coragem
E transmitidos pela ousadia da fé

Primavera

São as flores que me encantam
Com sua beleza e forma
Relembram-me de momentos bons
E únicos que só os justos compreendem


O calor que aquece meu dia
Faz-me repensar na minha vida
O vento sereno que bate na pele
E inunda de coisas boas

Roda de samba

Numa roda de samba
Pandeiro e tamborim
A mulata balança
Seu corpo inteirinho


A alegria é uma festa
Que estimula o convívio
Todos num único tom
E o sorriso no rosto é imperativo





Paz

Busquemos dentro de nós sentimentos bons
Para que possamos leva-los a todos
Aqueles que lutam pela paz
Não podem descansar diante dos olhos do mundo

Haters

Aos que odeiam suas ideias
Aos que odeiam seus ideais
Aos que te odeiam por ter conseguido
Aos que odeiam suas posições
Só o amor constroem
Onde houver ódio que meu amor seja ponte
Onde houver ódio que meu amor seja vínculo
Onde houver ódio que eu leve a paz

Tesão

Apenas uma noite de prazer
Corpos envoltos
E o tesão que nos comem vivos


Aquele gozo
Sensação de bem estar
E um prazer que passa


Poucos minutos
Suor e lágrimas
Num leito de morte que nos envolve sempre mais

O amor quente

Meus pés frios
Minhas mãos cálidas
Meu coração aberto a paixão
O frio não me corta mais
Minha alma foi dilacerada por pedidos de outrora
Tudo é inconstante
A cada prova de amor mais beijos são dados
Os beijos são termômetros do corpo
E com eles que arder de febre
Pra ser esquentado em seus braços

Carta de amor

Baby, você me insultou
Não vou fazer o que você quer
Baby, você quer me dominar
Não vou fazer o que você quer
Somos livres das amarras
Fiz que era necessário
Baby, você me insultou
Não vou fazer o que você quer
Baby, você quer me dominar
Não vou fazer o que você quer
Oh! Como te amo
E você me trata com desdém
Não faça isso com meu pobre coração
Que não aguenta tamanha rejeição
Façamos uma guerra na cama
Acabemos com isso nos lençois
Naquele amor tão bom de si sentir
Oh! Como te amo
Mesmo diante da tua frieza
Te amo, baby, te amo

Diversidade

Façamos festa
Ultrapassemos nossos limites
Vivamos loucamente um sonho
Difícil se contentar com pouco
Quero mais
Façamos festa
Por que nas adversidades é que encontramos o porto seguro
São sempre os mesmos os desejos que enalteço
Você pode fazer mais que sentado no sofá assistindo tv
Ou no computador escrevendo frases soltas
Juntos somos mais
Juntos mudamos muitas coisas
Basta que você queira mudar
Então, façamos festa
Daquelas de arrombar o quarteirão
Pra dizer que estamos aqui
Que são somos poucos
Que são somos uma minoria aquada
Mostremos o nosso valor
Baby, juntemos um a um
E todos com todos

Uma mãe

A mãe disse um adeus aos filhos
Saiu pela estrada em busca de si mesma
Não olhou pra trás e nem viu
As lágrimas curtidas em desesperança


Conheceu outros amores
Outra vida refez
Encheu-se de obstinada fé
E foi procurar os filhos que perdeu


Não os encontrou mais
Só pó dos pés deixados pra trás
Encontrou um novo fato que não suportaria
Foi esquecida como um cão de rua

Dois corpos

A gente se uni pelas estrelas
Como dois rastros do luar
Vendo corpos iluminados
Em um baú a colecionar

Mais um caso de homofobia

Mais uma morte
Um caso de homofobia
Agora em Goiás
O rapaz asfixiado
Morto em um lote vago
Por um outro rapaz que não assume seus desejos
Ou que os assume no imperativo da violência

Desejos

Somos frutos dos nossos desejos
Que imperam na nossa essência
Fazem-nos reféns de nossas histórias
E nos elevam para o céu

Somos frutos dos nossos desejos
Com a cabeça decidida
Amores libertos
E um findar de novas escolhas

O amor que encontrei

O amor é tempo que não volta mais
É rio que escorre por terras revoltas
Correr por campos limpos
Fui hoje ver o amor
Encontrei em você

Leitura 2

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Lendo o livro de Rubem Alves: Pimentas - para provocar incêndio, não é preciso fogo.


Voltando a ler

Estou seco por dentro
Sem ideias pra escrever
Preciso voltar as leituras
São as únicas que nos nutrem de esperança

Pra Presidente vote:

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Cântico do apaixonado

Eu já lhe disse palavras difíceis
Com aquele olhar que nunca quer acabar
Pus meu coração a prova
Lancei versos de um amor acabado
Têm tantas coisas que ainda não lhe disse
Outras tantas ficaram escondidas
Estou aqui e não quero te perder
Vejo tua face rubra me convencer
A cada dia que a gente passa junto
Somos sempre eu e mais você

Leitura

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Estou lendo Diálogos Impossíveis de Luis Fernando Verissimo.


Hum...é meu estado deprê

Chego em casa e estou sem ânimo
Os dias passam e eu acordado num mundo paralelo
Onde as palavras pronunciadas não existem mais
Hum...quero te ver sempre
Suas palavras me consolam
Mesmo quando estou neste estado mais deprê
Hum...suas palavras me encantam
Mesmo que eu esteja num estado mais deprê
Não tenho ânimo para o trabalho
Tudo parece tão igual
É meu estado de consciência que me deixa assim
Não sei mais o que fazer
Querido, fica comigo sempre
Hum... é meu estado deprê
Hum... é meu estado deprê

Movimento

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Parei pra pensar. Normalmente minhas poesias são curtas, pequenas, quase inacabadas. É a forma como consigo me expressar. Acho importante a gente descobrir dentro de si os motivos para continuar a caminhar por esta existência. Que parece tão trivial, rotineira, e que tanto me cansa. Gosto das coisas que me movimentem, não importa pra qual lado elas estejam me levando ou eu esteja levando-as. Gosto do movimento do labirinto, a cada esquina algo pode acontecer, mesmo que fechado em si mesmo. No fim sempre há uma possibilidade de saída. Movimentos circulares pouco me interessam, o começo e o fim, prefiro a transitividade.

Sensibilidade

Minha sensibilidade aflorada
Me diz sobre os fatos da vida
Aqueles instantes que não se percebe nada
Num ponto de oceano em transformação

A beleza machuca

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A dor que deverás sente
É daquela perfeição que nos consome
Como uvas estragadas que não servem mais

Setevidas - Pitty

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O tempo

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Hoje o sol está lindo
Céu sem nuvens
Pássaros voando
Borboletas pousando
E eu aqui dentro deste apartamento escrevendo
Como se o dia não fosse acabar
Uma tarde de domingo
Tudo parece mais lento
São os remédios que me lentificam
Tudo ao dissabor do tempo
Como diria a canção:
Tempo velho amigo não me derrube no final.

Crises

Crises e mais crises
Crises
Como sobreviver a mais crises?

Pensamentos poéticos II

No ponto simbólico
da mente
que faz nós
alinhavando o destino
sem deixar pontas
costurando-as.
Isso sim
a costura das ideias
dos pensamentos absurdos
da falha de caráter.
Da opinião alheia
dos versos malfeitos.
Diria mais
cada palavra obscena
que seca a beleza da fala
dos instantes poéticos que se vão.
Não
não é necessário crescer
Ou todo crescimento é inevitável
mudo como uma pulga
carregando fardos que não são meus
Cansei
Cansei de ser calado
de me manter calado
diante de tantas coisas
É o fim
Um notório finalmente
de cores degrades
E lutas com dragões.

Uma música da adolescência

Tem uma música que curto muito: "Viva está vida com as dores e alegrias de cada dia - É isto que Deus quer de você" "Viva pra gerar a unidade e a paz porque Deus está nos seus irmãos" E então descobrirá o céu em você, luminoso rastro deixará." Nestes tempos difíceis pra mim está música tem sido de grande valia. Não me lembro dela toda, só deste trecho, mas já reconforta.

Pensamentos e sonhos

Sonhos que deverás têm
São como rios perpétuos de uma caudalosa explosão
Pensamentos que deverás sente
São como rios em extensões marítimas
O pensar e o sonhar andam juntos
Caminham por tênues linhas
Eu aqui no meu canto com meus pensamentos e sonhos será que um dia irei longe?

Semblante

Triste
Com o semblante cabisbaixo
De olhares initerruptos
Sou clarão numa parte que me convém
E na outra uma escuridão que não se veem
Na vida um pouco de cada coisa
Amém!

Um mundo

A uma vida lá fora
Esperando a ser conquistada
Sem meias meditações
Pulso firme e coração sangrando
Arranca-te do peito ingrato
Desolações
Nunca mais existirão

Sonho de criança

Corre apressada
Deixa voar
A criança interna solta
Quer só brincar

Deixa ela com seus encantos
Pronta pra um bom adeus
A pele ainda nua
Nos braços de Morfeu

Canta minha gente
Au revoir Paris
Num sonho cabisbaixo
A Europa é um eterno deslumbramento

Tu sofres

Eu sofro com minhas mazelas
Com minhas estranhas entranhas
Na face rubra de um adeus
Revestido como doce de criança

Eu sofro com meu ultrajante viver
Monótonos dias que virão
Enxugo lágrimas temporárias
De uma vida fugaz

Tanto amor

Tudo como foi não será mais
Na imensidão daquele mar aberto
Não adianta fugir que eu não estarei lá


Feche a porta daquela prisão
Veja o lado bom da vida
Tanta coisa ainda pra ser feita
E tanto amor, tanto amor

Oh! Mary

Oh! Mary
Nunca vi nada igual
A dor que balança bem perto
Do peito aberto




Hoje
Tudo está feio
E a tempestade lá fora
Me deixa mais triste




Oh! Mary
Tanto fez quanto tanto faz
E nesta exatidão permaneço cabisbaixo
Tendo pressentimentos




Tua voz ao fundo
Há de me penetrar
Invadir meu coração
E deixar com pés para o alto


P.S: Ouvindo "How to disappear completely" do Radiohead

Ah! É assim

Ah! É assim
Noites povoadas de sonhos vividos
Que ignoram todos os instintos


Ah! É assim
Manhãs acordadas as pressas
Como um menino no rio


Ah! É assim
Um som grave que toca Radiohead
E grava na minha cabeça


Ah! É assim
Um louco que escreve poesias
Pra pertencer a algum lugar

Israel e Palestina

Na faixa de Gaza
Bombardeios e mortos
Escombros estendidos
Grita-se a todos os ventos
Parem essa guerra
E vivam em paz
Isto é utópico
Povos irmãos que se odeiam tanto
De mazelas ambos crescem


A espera

Faltam ainda dois anos
Como o tempo não passa
Queria estar lá
Bem longe
Num local que gostasse
Nem tudo é perfeito
Aqui não é meu lugar
A espera me corrompe
Quero estar lá

A luz

A luz habita dentro de nós
Precisamos aprender a expressar
Mesmo que seja um ponto luminoso
Luz que me habita resplandeça dentro de mim


Se há um criador de todas as coisas
Isso é que menos importa
Revelar luz no mundo
Modificará sempre a história





Mudar os pensamentos

Como é difícil mudar os pensamentos
Eles moem o cérebro
Trituram sinapses
E nos deixam escravos do tempo


Como é duro mudar os pensamentos
Aquela ideia fixa
Fixando na mente
E deixando de oxigenar


Vivo com meus pensamentos
Às vezes, delirantes
Às vezes, reais
E o dia passa


Quero poder mudar
Voltar a não tê-los
Criar um mundo de cor
E viver sabiamente a vida
Como é difícil os meus pensamentos

Duro

Estou absorto com meus pensamentos
Ora febris e pueris
Ora maduros pra idade que tenho
Pelo menos é assim que os julgo


Cada respirada profunda
É um misto de ansiedade e demência
Como se perdesse o foco


E a vida me leva
Por caminhos tão autorais
Que nem eu mesmo consigo vislumbrar


Ora consciente das mazelas
Ora delirante em pensamentos
Este sou eu
Um ser de infinita vidência
Numa pobreza de vida

Educação

Educação é a grande transformadora das populações. É por ela que a consciência política, social e ambiental se faz presente. A educação encarna todas as ideias e encoraja todos os feitos em uma sociedade. Num mundo em que a educação privilegia os meninos brancos e com renda per capita mais alta não pode ser mais tolerada. Educação pra todos, principalmente pra as meninas no Oriente Médio e no continente africano. Vivemos num mundo plural que não pode aceitar a educação como limitadora das oportunidades, pelo contrário, é a educação que deveria de nortear as políticas públicas e os destinos da sociedade. Educar também num sentido mais amplo, pra formar pessoas dispostas a não aceitar mais a opressão que são vilipendiadas no dia a dia. Todos os países que evoluíram deram grande importância a educação de suas populações. A educação é prioridade pra toda nação que não quer passar em branco pela história.

Realidade