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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

O sol de um fim de tarde

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A natureza consegue me trazer um pouco de paz
O sol que aquece a pele e desvia minha atenção
Num componente positivo
O astro rei refresca a alma cansada do feio

Pra baixo

Pensamentos que evaporam
É como se as coisas me puxassem pra baixo
No meu caderno versos e mais versos
Não sei de onde vem minha inspiração
E não adianta falar: faça isso ou aquilo
É um tédio que bate à porta
Derruba a pesadas
É quase um esfacelamento
Pra baixo, pra baixo
O que adianta encher o corpo de química
Sentir as mesmas coisas sempre
Estou pra baixo
Não queria me sentir assim
Estou pra baixo

Ouvert

A gente luta pra ter algo na vida
Reconhecimento
Amizades
Em busca da felicidade
Naquela teia de relações os laços se formam
Busco você dentro de mim
Eu dentro de você
Não sei que caminhos devo percorrer
Grito por liberdade
Tenho força de vontade
Faço das minhas pequenas histórias
Minhas histórias
Somos aprendizes na vida
Sei que posso fazer mais que faço
Mas no momento é o que eu posso fazer
Vencendo os limites que eu mesmo impus
Construo as minhas histórias de sobrevivência
Nada tão árduo que não possa contar
Sou um jovem
Sou um jovem aprendiz
Esteja do meu lado é só isso que estou pedindo
Não quero a fama
Quero me sentir realizado
Esteja comigo do meu lado
Estou contigo
E nada mais
A maior revolução dos tempos modernos
É se sentir realizado
Não abandono meus ideais
Apenas dou tempo a mim mesmo
Pra fazê-los acontecer
Ouvert
Ouvert à la vie

Caleidóscopio

Somos peças de um quebra-cabeça
Fazemos parte do caleidoscópio humano
Nunca seremos iguais em nada
Cada qual com sua bela forma

Pode misturar todas as peças
Bata num liquidificador gigante
Não há o que temer
Somos todos importantes

Carnaval

Criei uma realidade encantada
Onde unicórnios cavalgam em campos sujos
Na bela certeza de te ver mágica

Crio realidades amplificadas
Metarmofoseadas de plumas e paêtes
Numa festa de carnaval
Encontrei você

Mergulhada em arlequins e columbinas
Na corte momesca
Tua face desfigura pela luz
Somente eu e você




Ondas miméticas

Dentro do meu barco velho e azul
Estou deitado pegando um sol
Naquelas ondas miméticas
Encontrei meu porto seguro


Rosas em chamas

Te encontrei com um outro Meu coração ficou despedaçado Aquele bouquet que te dei Virou chamas

Mudando as estruturas

A gente passa muito tempo procurando algo pra fazer
E Nunca estamos satisfeitos com o que temos
Creio que devemos agradecer por cada pôr de sol
Nada é tão simples que não possa ser mudado

Se até as borboletas saem de suas crisálidas
Por que você se manterá nas mesmas estruturas?
Nas mesmas formas de pensar e agir

Acredito na vida, creio na vida, e você?

Façamos uma festa onde todos possam ser convidados
Não como simples expectadores
Mas como co-fundadores
Um ato de amor leva a lugares por onde nunca estaríamos

A revolução começa quando todos amarem
Sem pensar em quando ou onde
Entre nesta corrente que atinge eu e você
Sejamos o amor que queremos ver no mundo





Este é meu dia

Sabe daqueles dias que você está confiante
Quer ver as coisas dando certo
Pensa antes de agir
Este é meu dia

Quando você procura algo bem alto
Deslumbra os sonhos mais irreais
Quer por que quer e consegue
Este é meu dia

Tantas coisa deixei de lado
Fui em frente
Olhei pra frente
Este é meu dia

Busquei as minhas realizações
Mesmo em momentos tão díficeis
E caminhei como nunca havia caminhado
Este é meu dia

Só eu sei o quanto escrever me deixa feliz
Escrever sobre as coisas mais banais do cotidiano
Uma necessidade latente de por pra fora
Este é meu dia

Não esqueça das coisas que digo
Faça o que tiver que ser feito
E observe que hoje e sempre
Este é meu dia

Seinabo Sey - uma descoberta

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Sabe quando você quer descobrir uma sonoridade interessante e vasculha por aí e descobre. Seinabo Sey é uma descoberta recente. Agradável música dançante. Recomendo.

For You

Fim de uma estrada
numa tarde de verão
sol que queima a tênue pele
branca, agora avermelhada
Aquele vento que bate
escorre suor de tempos imemoriais
Você no seu conversível
Eu com minhas pobres pegadas
Você tem o chão nas tuas rodas
Eu tenho terra e poeira nos pés
Mas não tem problema, baby
Sei da tua simplicidade
enquanto mulher das multidões
Percorremos caminhos diametralmente opostos
Somos feitos do mesmo pó estrelar
Com você pegaria as mais belas estrelas cadentes
Andaria nas galáxias mais nebulosas
Levaria aos quatro ventos toda sorte que tenho
Por você colocaria a melhor roupa
Cortaria os hábitos mais nocivos
Por você? Para falar a verdade
Faria por mim, pra me ver um pouco feliz
E se eu estivesse feliz e você também
Quem sabe, baby
Provocaria os mais belos anseios de uma tarde solar.

Causos do Olaria

-Fecha o portão Gabriel, disse o irmão
-Ele levanta a blusa e mostra a arma:
pode deixar está bem fechado.

Algodão-doce

Série "pra crianças"

Você come nuvem doce?
Daquelas que ficam nos palitos.
Algodão-doce?
Sim, de todas as cores.
Pode ser amarelo, rosa ou azul
A molecada adora
Derrete no céu da boca
Enche de prazer pequenos momentos
Como é bom um algodão-doce.


Homem planta

Minha voz perfumada com notas de jasmim
Nos dedos crescem gardênias
Samambaias que percorrem o corpo
Sou um homem planta
Vivo na terra, cercado de terra
Com raízes que penetram bem fundo
Minha alma são folhas
Cheiro de hortela com capim limão
Sou natureza viva
Sou dessa terra ferrugínea
Do ouro, da prata, do quadrilátero ferrífero.

Alma simples

Não sou do Texas
Gosto da natureza na sua forma simples
Cachoeira, água correndo pelos pés
Aquela gélida sensação refrescante
Quantas vezes vou precisar ti dizer
Não queira o que não passa pelo seu coração
Uma sombra num dia de verão faz bem
Aquieta a alma
Viva seu momento que é único
A paz que encontramos na natureza
Nos deixa seres melhores
Renovados pelos rastros de sol
Use teu poder para fazer o bem
Olhar o semelhante com olhos de criança
E assim num dia
Que não sei quando ou onde
Nos veremos não como dois estranhos
Mas como enamorados pela vida

A garota

Ela é uma garota simples
Acostumada com o cheiro de relva
Aquele campo com diferentes tons de verde

Ela é uma garota espirituosa
Cercada de bom humor
Uma solar invasão de intuição

Ela é uma bela garota
Com seu tom moreno
Brilhante como raios de sol

A garota dentro dela nunca se revela
Insinua como aquelas águas caudalosas
E refresca-se numa noite de luar

O violão

Os dedos tocam a corda
Uma sonora nota musical
Não canto amores e paixões
Canto o querer fazer o bem
Eu sou forte como uma rocha
Indestrutível como o aço
No meu amor dado só há rosas
Com um fraterno abraço
Desfaço em mil pedaços
Junto cada caco
Faço pontos de interrogação
Perâmbulo pelas cidades
 Procuro por argumentação
Faço aquilo que minhas forças permitem
Não me dobro, nem curvo
Carrego lata d'água na cabeça
Inundo os céus
Com um amor que não é apenas de amigo
É daqueles que todo ser humano deveria de doar

Mau tempo

Negras nuvens
Céu taciturno
No poente rastros de luz
De um sol bronze
No centro da cidade uma tempestade cai
Na região do Barreiro nem uma gota
E o tempo no ônibus movimenta-se
Com raios e trovões sonoros
Um arco-íris desponta
Há tantos anos não via
E ainda as pessoas apressadas
Correm do mau tempo
Em linhas registro uma tarde
Que fica na memória

Centelha luminosa

A vida passa como um flash
Os acontecimentos são imutáveis
A gente pode mudar
Mudando é que se aprende
Todo dom é amar

Caminhada

Tenho andado
Quase todos os dias
Caminho
Passos curtos e apressados
Não corro
Ando
No entorno da Pampulha
Sigo da Igrejinha até o parque ecológico
Ida e volta
Vou andando
Na expectativa de emagrecer
Ando andando

Choro

Choro com teu encanto, imploro
No violão dedilhadas de um amor próprio.

Pensamentos

"A confiança se deposita no tempo que se encontra com as responsabilidades."

"A vida de uma pessoa diz muito mais sobre sua santidade do que os milagres."

"A beleza é atributo divino sem enxergarmos ela pouco fará sentido a bondade e a verdade".

"Quando coisificamos Deus ele se torna objeto do nosso bel prazer".

"A única radicalidade que não é nociva é amar o próximo na medida do abandono de si mesmo".

"A transcedência está em superar os próprios erros."

À Anna Maria Maiolino

A cada passo ovos no chão
Fragilizando minhas pegadas
Nas pontas dos pés
Dentre eles nenhum exposto
Todos preservados
Caminho em uma direção
Não há ovos, mas pontos finais.

Israelenses e Palestinos

Hoje, pensei nos palestinos e israelenses, dois povos que se odeiam, ou pelo menos aparentam se odiar. Sei que há por trás disso uma disputa por terra e petróleo, mas me pergunto o que adianta tanto investimento na militarização dos espaços, sendo que não há liberdade de ir e vir. O meu país tem muitos problemas, como a corrupção, mas pelo menos temos essa possibilidade de caminhar por nossas terras sem se preocupar em ser atacados. Será que algum dia esse conflito irá acabar? Espero que sim, e que a paz reine neste e em outros locais. Tenho vontade de conhecer os territórios, ver de perto o povo, sentir como verdadeiramente são. Como será ter um amigo palestino e um amigo israelense? Deve ser algo muito rico de se ter. Desejo a estes povos toda a sabedoria pra lidar com as diferenças e encontrar meios de se tornarem povos amigos.

A semana

Nesta semana que está prestes a terminar foi corrida. Muita coisa no trabalho e nenhum tempo pra poesia. Mas ela sempre vem. De um jeito ou de outro. Sem poesia não dá pra viver. Chega a ser até insuportável, aquelas mesmas semanas, fazendo as mesmas coisas, querendo fazer sempre tudo tão igual. Não se repetir, talvez seja uma coisa a se pensar. Motivar-se. Criar novas possibilidades, isso é o que mais me excita. É bom quando você se pega fazendo algo diferente do que está acostumado a fazer. É ar novo que penetra pela alma e nos enriquece. E assim, mais um dia termina, hoje é dia de cantar parabéns a um amigo, vou indo...com poesia no coração.

Pensando em mudanças

O techo abaixo é de uma música em inglês Everything can change de Spetacular!
There's no easy way to figure outWhy everything we planned gets turned aroundNothing accidental, got it down to a TSo why do things never end the way you think there gonna beIf all is for sure is that no one knows thatdon't be too quick to decide
Cause everything can changewhen you least expect itCan't stop what you can't controlGotta learn how to just let goEverything can changeNo, you can't profect itSome things you can't explain
P.S: Este abaixo é minha poesia 
Será que tudo pode mudar? Fixo como uma roldana Ora num movimento pendular Se há mudanças na vida Quero ver onde elas irão me levar Mudanças Ver no céu pontos de profundo controle Ou deixar os rios me transportar?

Desejos e não pressentimentos

Meus pensamentos foram alcançados por você
Não consigo mais pensar sozinho
Eis a obcessão desfarçada
Tuas ideias estão enraizadas no meu ser
Projeto um ano de glória
Daqueles que não se pode esquecer
Diante de tudo com amor se paga
Nunca mais poderei te esquecer
Vivo um claustrófobico desejo
Mais dentro da alma que fora
Liberto-me destes pensamentos
Te vejo coroada com muita honra
São apenas desejos e não pressentimentos

Não há dor na alma

Nada dói
Mesmo assim escrevo
Antes doia
Aquela dor aguda
Que no peito gritava
Fazendo-me relembrar

Hoje
Nada mais doe tanto
Uma fina couraça
Erguida a sete palmos
Protegida na pele

As letras não sangram mais
Ficaram insonsas
Diria mais limpídas

A fome de um alfabeto articulado continua
Que dê sentido
A uma vida pouco vivida
Vegetativa à procura de dor na alma

Encruzilhada na Pampulha

Entre rezas e velas vermelhas
A Senhora incorpora pombagira
Em uma encruzilhada na Pampulha
Ali fica o despacho da macumba
Macumbalé
Segunda-feira
Ô paim ô
Exu que guia
Abre as portas
Bate palmas
Faz ela subir
Da mulher sete encruzilhadas
Eis o porvir.



Subvertendo o tédio

Enfadonho
Enfadado
Os dias que se passam pela janela
Escorrendo como orvalho matinal
O tédio e a angústia
De tudo ser tão banal
A poesia dos meus olhos é que em tudo encanta
Transforma a rotina lógica em perfeita substância
Tudo que era banalizado se torna sacro
A luz que dá visibilidade não é a natural
É aquela constituída de ferro, minério e flores.

Prelúdio

Sempre escutei esta frase "viajei na maionese", e sempre referi a ela como se já tivesse nascido com este estigma. Pra quem não sabe, é a mesma coisa que sonhar acordado, ficar ruminando ideias, sonhos, devaneios. Faço muito isso "viajar na maionese"...(risos). 
É como se meus pensamentos fossem feitos de ar, são bolhas de ar, daquelas que você espreme e estoura. Talvez, por isso, eles sejam voláteis, raramente fixos. 
Hoje, preciso me concentrar mais pra fazer as coisas, sou quase um plástico bolha (risos). Ideias sempre tenho, elas vem com muita rapidez, é quase uma enxurrada, depois tudo passa e fico num marasmo. Sempre penso, foco, tenha foco. Fico a vaguear, depois aterrizo. 
Um dos meus objetivos é voltar a faculdade, gosto do ambiente, como já disse algumas vezes, quero fazer Letras, ou Filosofia, ou História (risos), aterriza. Ou junte todos os três num só curso, na minha monografia (risos), aterriza. Vou voando e aterrizando, voo mais um pouco e aterrizo.…

Apenas sonho

O olhar de uma criança
daquelas bem peraltas
fazendo estripulias e traquinagens,
correndo nos parques e vento no rosto,
às vezes, dá uma vontade de ser pai.

Barquinho azul

(Da série pra crianças)

Terminando o barquinho de papel
Colocando dentro de uma bacia
Aquele vai e volta circular
Sopro com força
Estou diante do mar
Afronto as águas daquela bacia
Era pequeno
Meu barquinho azul era pequeno.

Onde

No luar dos teus olhos marejados
Fiz um barquinho de pensamentos
Onde as ondas e teus temperos
Fizeram-me um pássaro
Olhar bem a fronte
Aquele mar verdejante
Brumas ao luar
Eu e você
Seres encantados
Where are you?
Where are we?

Ponderação

Escrevo
nada de interessante escrevo
Vou escrevendo
escrivinhando minha escrita
Ninguém lê
E mesmo assim me arrisco
Não paro
Vou em frente
Como se não houvesse mais volta
Cosendo cada palavra, cada memória
Palavras, às vezes, arrotadas
Sem pensar muito tempo
Não busco palavras perfeitas
Daquelas que caibam perfeitamente nos versos
Não sei ser assim
Escrevo
Vou escrevendo
E na ansia vou me refazendo
Fazendo de poeta
Imitando um poeta
Na vontade de ser compreendido
Assim refaço
Ganho corpo
As palavras fluem
E me faço de poeta.

Poesia curta

Entre a luz de um camarim
Refletores de um palco
Consumada por opniões
E cansada de reflexões.

Poesia curta

Desagua dentro de mim
saudades do tempo que a Palavra
se tornava viva.

Poesia curta

O sol que absorve
e que cicatriza muitas
chagas.

E é o começo

Estava andando pelas ruas da minha cidade
Vendo papelões e sentindo cheiro de mijo
Gente dormindo em calçadas
Comendo restos de comida
Eis o começo de 2014
Poderia ser qualquer ano
Nunca nada muda
E assim as pessoas vão vivendo
Inertes aos problemas reais
E desejando dildos de felicidades
E é o começo
Do que não conheço.