Não há dor na alma

Nada dói
Mesmo assim escrevo
Antes doia
Aquela dor aguda
Que no peito gritava
Fazendo-me relembrar

Hoje
Nada mais doe tanto
Uma fina couraça
Erguida a sete palmos
Protegida na pele

As letras não sangram mais
Ficaram insonsas
Diria mais limpídas

A fome de um alfabeto articulado continua
Que dê sentido
A uma vida pouco vivida
Vegetativa à procura de dor na alma

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