domingo, 30 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

Desabafo sobre hepatite C: um caso

O assunto que vou escrever hoje é sobre hepatite C. Conheço uma pessoa que estava com a doença controlada, mas que precisará retomar o tratamento e o governo brasileiro, no caso a ANVISA não tem dado a devida atenção a doença. Nos EUA já existe um medicamento moderno chamado Sovaldi que tem menos efeitos colaterais que o Telaprevir. Não sei porque há tanta burocracia na liberação do remédio aqui no Brasil, sendo que a FDA, órgão que regulamenta a produção de remédios nos Estados Unidos já liberou. As pessoas não têm tempo pra esperar, já que o Brasil não tem condições de fazer pesquisa na área que a importação seja menos burocrática.  Os médicos estão incentivando seus pacientes a procurar clínicas nos EUA onde possam consultar e pagar pelo medicamento a uma bagatela de 100 mil reais. É um absurdo um medicamento custar este preço. Agora entendo porque a indústria farmacêutica ganha tanto e só quer saber de ganhar mais. Não sei se alguém vai me ouvir mas pelo menos estou fazendo minha parte de dar voz aos que realmente estão necessitando e não tem como pedir ajuda. Que o governo brasileiro possa repensar suas estratégias na área da saúde pública.

sábado, 22 de março de 2014

Para pais e mães

Não sei o que é não ter pai
Não sei o que é não ter mãe
Ainda tenho ambos na minha vida
E como amo-os!
Amo com um amor sem possessão
Livres, soltos por aí
Coloco-me na pele de quem não tem
Deve ser uma sensação ruim
Um espírito que nunca descansa
Que grita uma dor muda aos ouvidos alheios
Preparo-me para não tê-los por perto
É da vida, neste ponto não dá pra fantasiar
Brincar de escrever
É golpe
Corta um pouco, mas deixa sangrar
Se não tiver pra quem oferecer
Pode ser pra Deus
Se não tem Deus pode ser por si
Mas ofereça, não se entristeça
Amor de Pai
Amor de Mãe
É sempre amor
Pode ser um tio, um parente, um amigo
Mas é sempre amor
Nas poucas certezas que tenho
É que deve ser doloroso não ter ninguém com que contar
Ter a si mesmo
Mas no fim seremos só nós mesmos
Não é assim?
Penso em quem não tem um pai ou uma mãe
Penso nos laços perdidos
Nas horas infindáveis de consolos
Penso neles
Penso em vocês
Uma mãe que nunca se conheceu
Que momentos perdidos de puro afeto
Vou pensar nestas relações
Por isto abraço minha mãe
Por isto abraço meu pai
Pra não perder estes momentos
Tua mãe guarda no coração
A doce criança que fostes
Não temas
Ela de alguma forma estará sempre contigo

Surreal

Somos seres imaginários
Criamos realidades pra nos tornarmos vivos
Quanto maior o precipício
Maior seria a queda?
Com asas de cristal
E pés de pato
Voo e mergulho
Minhas capacidades não são aprisionadas
Do leite derramado
Nutro minhas entranhas
Sou um ser do meu imaginativo Ser



quarta-feira, 19 de março de 2014

Ainda vejo

 (Da série pra crianças)

Ainda vejo
Riscos no céu
Com seus contornos
Linhas retas anguladas
Povoam meu imaginário
Como um sopro que vem e acalma