sábado, 26 de abril de 2014

Estado de espírito

Não corre entre minhas veias sangue azul
Sou da simplicidade de Minas
Vivo numa estrada de terra
A poeira no alto cobre minha alma
Com um coração rebelde
Creio numa vida sem luxo
Riqueza é estado de espírito
E não objetos e entulhos



Auto-centrado

O tempo foge entre os dedos
Infelicidade tem nome
Com um punhal apunhalando o peito
Rios escorrem em um peito aberto


Tanto faz ter liberdade ou não
Se você pouco consegue mudar sua realidade
Em instantes de murmúrios
Não consigo pensar no semelhante

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Tempestade

Não cortarei meus pulsos por amor
Não beberei cicuta pra te agradar
Nesta história de nós dois sou mais eu
Eu sei, eu sei
Eu sei, eu sei
Que vamos sair por aí destruindo tudo
Por amor faço coisas que nem eu sei
A língua que cala é aquela que te procura
Te sentir no porvir do dia
Não adianta querida
Você é minha amada e farei de ti minha rainha
Procurarei outras histórias mas não adianta
Você povoa meus pensamentos
Como em uma tempestade em copo d'água
Te dei os meus melhores dias
E não há nada mais o que fazer

domingo, 6 de abril de 2014

A morte

Não é um fim em si
Não é um recomeço
É uma parada
Um ponto com três pontos
Uma reticência
Vala comum
Sete palmos
É objetiva e fria
Não há nada de emoção
Quem dá sentido é quem fica
Quem fica é às vezes silêncio
Dor pra alguns
Saudade pra outros
É o encantamento da alma
Como diria João Guimarães
É essência e sopro