A menina de fita amarela (Parte III)

A menina de fita amarela está cansada de escrever poesias. Começou a divagar pelas letras, a procurar um novo caminho. Não sabe se irá encontrar. Ela gosta de fotografia, de ver fotos e imaginar cenas, talvez daí nasçe algo, mas ela agora não está com pressa. Sabe que as coisas na vida dela sempre foram lentas, meio arrastadas. Mas ela continua no propósito de escrever, porque ela se entende quando escreve. E escrever para ela não é um passatempo inútil, é algo que vem de dentro, de uma necessidade interior. E ela gosta de escrever, gosta mais ainda quando leem. Um livro está nos seus planos, mas ainda quer que ele nasça na maturidade, pois ainda não é um bom momento na vida dela, emocionalmente ela ainda se sente uma inválida. Ela sabe que esses pensamentos não são bons de sentir, mas eles veem e não consegue controlá-los. Chegou a hora de procurar ajuda especializada, para que ela se entenda melhor. Enquanto isso, as ideias borbulham em sua cabeça prontas para decolarem por aí. É ainda uma pequena garota com seus sonhos não realizados e com muita história para contar.

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