sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cântico do apaixonado

Eu já lhe disse palavras difíceis
Com aquele olhar que nunca quer acabar
Pus meu coração a prova
Lancei versos de um amor acabado
Têm tantas coisas que ainda não lhe disse
Outras tantas ficaram escondidas
Estou aqui e não quero te perder
Vejo tua face rubra me convencer
A cada dia que a gente passa junto
Somos sempre eu e mais você

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Hum...é meu estado deprê

Chego em casa e estou sem ânimo
Os dias passam e eu acordado num mundo paralelo
Onde as palavras pronunciadas não existem mais
Hum...quero te ver sempre
Suas palavras me consolam
Mesmo quando estou neste estado mais deprê
Hum...suas palavras me encantam
Mesmo que eu esteja num estado mais deprê
Não tenho ânimo para o trabalho
Tudo parece tão igual
É meu estado de consciência que me deixa assim
Não sei mais o que fazer
Querido, fica comigo sempre
Hum... é meu estado deprê
Hum... é meu estado deprê

Movimento

Parei pra pensar. Normalmente minhas poesias são curtas, pequenas, quase inacabadas. É a forma como consigo me expressar. Acho importante a gente descobrir dentro de si os motivos para continuar a caminhar por esta existência. Que parece tão trivial, rotineira, e que tanto me cansa. Gosto das coisas que me movimentem, não importa pra qual lado elas estejam me levando ou eu esteja levando-as. Gosto do movimento do labirinto, a cada esquina algo pode acontecer, mesmo que fechado em si mesmo. No fim sempre há uma possibilidade de saída. Movimentos circulares pouco me interessam, o começo e o fim, prefiro a transitividade.

Sensibilidade

Minha sensibilidade aflorada
Me diz sobre os fatos da vida
Aqueles instantes que não se percebe nada
Num ponto de oceano em transformação

domingo, 24 de agosto de 2014

A beleza machuca

A dor que deverás sente
É daquela perfeição que nos consome
Como uvas estragadas que não servem mais

Setevidas - Pitty


O tempo

Hoje o sol está lindo
Céu sem nuvens
Pássaros voando
Borboletas pousando
E eu aqui dentro deste apartamento escrevendo
Como se o dia não fosse acabar
Uma tarde de domingo
Tudo parece mais lento
São os remédios que me lentificam
Tudo ao dissabor do tempo
Como diria a canção:
Tempo velho amigo não me derrube no final.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pensamentos poéticos II

No ponto simbólico
da mente
que faz nós
alinhavando o destino
sem deixar pontas
costurando-as.
Isso sim
a costura das ideias
dos pensamentos absurdos
da falha de caráter.
Da opinião alheia
dos versos malfeitos.
Diria mais
cada palavra obscena
que seca a beleza da fala
dos instantes poéticos que se vão.
Não
não é necessário crescer
Ou todo crescimento é inevitável
mudo como uma pulga
carregando fardos que não são meus
Cansei
Cansei de ser calado
de me manter calado
diante de tantas coisas
É o fim
Um notório finalmente
de cores degrades
E lutas com dragões.

domingo, 10 de agosto de 2014

Uma música da adolescência

Tem uma música que curto muito: "Viva está vida com as dores e alegrias de cada dia - É isto que Deus quer de você" "Viva pra gerar a unidade e a paz porque Deus está nos seus irmãos" E então descobrirá o céu em você, luminoso rastro deixará." Nestes tempos difíceis pra mim está música tem sido de grande valia. Não me lembro dela toda, só deste trecho, mas já reconforta.

Pensamentos e sonhos

Sonhos que deverás têm
São como rios perpétuos de uma caudalosa explosão
Pensamentos que deverás sente
São como rios em extensões marítimas
O pensar e o sonhar andam juntos
Caminham por tênues linhas
Eu aqui no meu canto com meus pensamentos e sonhos será que um dia irei longe?

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Semblante

Triste
Com o semblante cabisbaixo
De olhares initerruptos
Sou clarão numa parte que me convém
E na outra uma escuridão que não se veem
Na vida um pouco de cada coisa
Amém!

Um mundo

A uma vida lá fora
Esperando a ser conquistada
Sem meias meditações
Pulso firme e coração sangrando
Arranca-te do peito ingrato
Desolações
Nunca mais existirão

sábado, 2 de agosto de 2014

Sonho de criança

Corre apressada
Deixa voar
A criança interna solta
Quer só brincar

Deixa ela com seus encantos
Pronta pra um bom adeus
A pele ainda nua
Nos braços de Morfeu

Canta minha gente
Au revoir Paris
Num sonho cabisbaixo
A Europa é um eterno deslumbramento

Tu sofres

Eu sofro com minhas mazelas
Com minhas estranhas entranhas
Na face rubra de um adeus
Revestido como doce de criança

Eu sofro com meu ultrajante viver
Monótonos dias que virão
Enxugo lágrimas temporárias
De uma vida fugaz

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tanto amor

Tudo como foi não será mais
Na imensidão daquele mar aberto
Não adianta fugir que eu não estarei lá


Feche a porta daquela prisão
Veja o lado bom da vida
Tanta coisa ainda pra ser feita
E tanto amor, tanto amor

Oh! Mary

Oh! Mary
Nunca vi nada igual
A dor que balança bem perto
Do peito aberto




Hoje
Tudo está feio
E a tempestade lá fora
Me deixa mais triste




Oh! Mary
Tanto fez quanto tanto faz
E nesta exatidão permaneço cabisbaixo
Tendo pressentimentos




Tua voz ao fundo
Há de me penetrar
Invadir meu coração
E deixar com pés para o alto


P.S: Ouvindo "How to disappear completely" do Radiohead

Ah! É assim

Ah! É assim
Noites povoadas de sonhos vividos
Que ignoram todos os instintos


Ah! É assim
Manhãs acordadas as pressas
Como um menino no rio


Ah! É assim
Um som grave que toca Radiohead
E grava na minha cabeça


Ah! É assim
Um louco que escreve poesias
Pra pertencer a algum lugar