quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz ano que se inicia!!!


Um ano que termina, com coisas muito boas e outras nem tanto. Cheio de mudanças principalmente no trabalho. Obrigado a você que vem aqui nesta página para ler minhas poesias. Vocês me dão uma grande força.

Um ano repleto de realizações e sonhos para serem realizados.

Arquimedes Diniz

domingo, 28 de dezembro de 2014

Love song

I am the light that illuminates
Every drop of darkness goes away
I review each scenario and everything is close
I'm leaving for my love

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Forças da natureza

Senhor da existência
Senhor do onde tudo toca
Abençoa teus filhos e filhas
Da mais alta e baixa irmandade
Fogo que corta
Aço que amola
Água que limpa
Terra que revigora



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Eu sou aquele

Eu sou aquele que transcende uma gota de orvalho
Purificado pelo vosso poderoso sangue
Alimentado com a seiva e mel

Eu sou aquele que se reveste com as armaduras da glória
Que os santos anjos do Senhor me protejam
E que me guardem para uma vida eterna

Eu sou aquele de alma purificada
Aquele que encontrou a paz dentro de si
E a luz que emana somente amor

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Com a alma em paz

Você foi embora e me deixou só
Neste emaranhado de sentimentos
Estou sem forças para lutar
Você me disse que iriamos ser para sempre
E não foi isso que aconteceu
Agora estou bem
Melhor que antes
Com os sentimentos ainda mexidos
Mas com a alma em paz
Com a alma em paz

Você me falou que íamos ser únicos
Mas foi tudo em vão
Não adianta chorar mais pelo tempo
Ele não volta mais e eu estou assim
Com o coração sangrando e em prantos
E você nem aí
Já está em outra
Tudo bem
Quando as coisas acalmarem
Espero estar em paz
Com a alma em paz

A melancolia

Anjo sem asas
Decrepito ser alado
Ser com luz própria
Diante da humanidade
Melancolia
Arte que se apregoa 
O melhor de mim
Vasta imensidão deste mundo
E o bezerro me olha
Calmo estou neste vale de podridão
Terrorismo, intolerância religiosa e vingança
A faca corta o pulso
Jorra o líquido precioso
E naquele ser o estado melancólico se desfaz
 



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Homoerótica

Jogo-me em teus braços
Oh! Santo anjo
Segure-me com tuas mãos fortes
E me eleve aos céus terrenos
Aquela gota de alegria
Perpasse por nós dois
E chegue aos confins do universo

domingo, 21 de dezembro de 2014

A crucificação do boi

A carne desossada
Inspirada na crucificação
O sangue escorrendo
Dor e morte
E os algozes rindo
Como se aquilo fosse puro deleite da alma
Violência pura e gratuita

sábado, 20 de dezembro de 2014

Não existe o demônio

Não existe o demônio
O que existe é o inimigo interno
Não o demônio 
Ele é uma criação de controle
Não posso mais aceitar
Eu sou responsável pelos meus atos
Não um ser externo a minha pessoa
Eu sou forte e fraco
Livre e preso
Ao meu infinito ego

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A menina de fita amarela - parte 4

Hoje em dia a menina de fita amarela já amadureceu, ainda brinca, corre, pula, porque é uma criança e como toda criança tem dessas necessidades. Outro dia ela chamou uma coleguinha para brincar e foram juntas para a floresta ver os bichos que habitam-na. E ela viu um coelho selvagem com seu pelo de um castanho escuro e elas ficaram maravilhadas, não quiseram correr atrás apenas ficaram observando-o. Ele que se assustou e em disparada foi para dentro do mato e sumiu. Elas voltaram correndo para falar com a mãe da menina de fita amarela e a mãe a repreendeu, ela ficou triste mas não se importou tanto porque foi uma aventura entrar na floresta com sua amiga. Ambas nunca mais se esqueceriam deste pequeno passeio. E combinaram que nunca mais iriam contar dos seus passeios para os adultos, porque adulto não entende bem uma criança e assim fizeram outros passeios, subiram em árvores e até viram outros bichos como cobras, lagartos e sapos, de todos os bichos selvagens que elas viram as que mais meteram medo foram as cobras. Meu Deus que perigo elas correram! Mas ainda bem que era uma cobra mansinha, daquelas que se você não mexe elas nem se importam com sua presença. E assim se mantiveram amigas por muito tempo, investigando e observando o ambiente e cresceram juntas viraram duas adolescentes prontas para descobrirem outras coisas na vida. E conheceram mais gente, outros amigos...dentre os mais queridos estava o João, rapaz forte de aparência robusta e que amava a menina de fita amarela desde os tempos de criança. Apesar de João nunca ter brincado com ela. Era aquele amor de juventude, puro, saudável, de querer bem.
Um dia os três marcaram um encontro na floresta, não mais para observar os animais, já estavam mais crescidos e isso não os atraia, era por causa da cachoeira, queriam nadar, aproveitar aquela tarde de calor intenso. Mas um problema aconteceu, a menina de fita amarela começou a se afogar e João imediatamente foi busca-la no fundo do posso retirou e fez respiração boca-a-boca e tomaram um susto danado. A menina de fita amarela pediu aos amigos que não contassem nada a ninguém e assim fizeram. Voltaram outras vezes no mesmo local, mas tinham mais cuidado. A vida ali era boa, vida de interior, perto e longe dos grandes centros urbanos. Não tinham do que reclamar. Viviam mais fora de suas casas do que dentro, passeavam em lugares inusitados e tinham uma liberdade conquistada aos poucos com muita responsabilidade. 
Eram de famílias humildes, sem muitas posses, eram mais livres, e cheias de vida. Viviam como se o amanhã fosse o hoje e o hoje o amanhã. Andavam de bicicleta nos finais de semana e apenas a menina de fita amarela gostava de estudar. E como gostava, seus livros eram grandes companheiros. Estudava com afinco, queria ser médica e cuidar dos menos favorecidos, uma idealista hoje em dia. Mas isso que ela mais queria.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Maternidade

A mãe com a criança no colo
Amamentando
Dando muito de si
E esperando o alvorecer do rebento


Oh! Meu São Sebastião

Oh! Meu São Sebastião
Foi amarrado
E no corpo ferido por flechas
Que amaste a Deus até o fim

Oh! Meu São Sebastião
Que já foi retratado por tantos artistas
Inclusive por Visconti
Do qual tenho admiração

Oh! Meu Sebastião
Peço por todos
Que cada um encontre sua força
E combata o mau se preciso até a morte


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Penhasco

No alto do penhasco
Olhando aquele nevoeiro
Uma bengala na mão
E ainda um deslumbre
Lá ao longe montanhas
De uma cor verde vibrante
E os pensamentos fogem
Somem e não há mais espaço para consternação
Apenas para contemplação do ambiente

Um domingo de manhã

Sentado a frente de um bar
Pensando na vida que passa de relance
A vodka saindo pelos poros
E eu anestesiado pela dor da perda
Perdi anos da minha vida
E ganhei outros escrevendo poesias

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Inferno

O inferno existe?
Pra mim não existe nem céu e nem inferno
Nem mesmo o limbo
Pra matéria insólita voltaremos
De onde nunca deveríamos ter saído
Oh! Pai Eterno
Porque nos deixastes criar um conto de fadas metafísico
Pra na hora da morte vermos apenas uma luz
Que é a tua luz em nós mesmos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estou cansado

Estamos cansados
Absortos em um mundo midiático
Onde as pessoas querem mostrar aparências
Super expostos em selfies

Estou cansado
Criando-se um mundo de ilusão a volta
Onde o desejo de se fazer bem visto vale bem mais

Estamos cansados
De ver políticos reacionários no parlamento
Xingarem seus companheiros com as belas palavras
Que saem de suas bocas fetidas

Estou cansado
De ver o mundo como está e não fazer nada
Apenas escrevendo estes versos
E nada mais

 


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Morte terna

Palavras me faltam
Aquela rosa vermelha
Gotas de um orvalho sideral
Lembram a nossa própria morte
Terna e suave
Cada qual no seu sepulcro



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Erwin Blumenfeld


Na fotografia surrealista de Erwin pode-se ver várias mulheres ou uma única mulher cortada, exposta várias vezes, não sei explicar como ele consegui o efeito, mas é interessante notar a sua genialidade. Poderia usar como poesia, mas qualquer palavra que eu use pra descrever não terá o alcance do artista.

Obedecer

A gente passa pela vida obedecendo
Obedece aos pais, a família, a sociedade
E assim vamos nos escravizando
Nos tornando cúmplices da história
Não quero obedecer
Quero voar por aí livre
Com minhas ideias de mundo
Tornando-se livre de mim mesmo

O homem amarrado

Corpos espalhados pelo chão
Sentado em uma cadeira amarrado encontro um homem
A cena não parece clara
Uma espécie de nevoeiro toma conta
A morte parece tomar conta do ar
Aquele cheiro necrotizante
A escuridão toma conta
Lugar sombrio e sem ventilação
Que uma boa morte nos acompanhe
Neste vale de lágrimas que é a Terra

domingo, 7 de dezembro de 2014

Entre quadros

Entre quadros
Inspirado em artistas
Pensando no movimento circular
Vou escrevendo linhas
Desfazendo os defeitos
E enaltecendo as virtudes



sábado, 6 de dezembro de 2014

Campo de macela

Em campos de macela
Corro livre
Sinto o cheiro das flores
E tudo me acalma



Água

Quero que a água desabe sobre mim
Limpe-me de todas as impurezas que eu tiver
Me torne límpido e transparente


Quero que a água desabe sobre mim
Fortaleça meus pensamentos e atitudes
Revigore minha alma


Quero que a água desabe sobre mim
Que nada impeça meu caminhar
Pra junto e bem perto de ti




O vento


É vento que vemVento que vai
No balançar de pernas
Estribuchando de dor
É brisa que entra
Brisa que sai
Vai levando meu amor

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pés sobre a terra

Da série pra crianças

Com os pés descalços
Correndo na terra
Encontro uma criança
Livre a passear
Pergunto o que mais a deixa feliz
E ela me dá um sorriso e diz:
A minha família me deixa feliz


Isolamento

A alma isolada do mundo
Quer um momento de paz
O celular que não toca
É uma bênção alcançada
Nada é mais benéfico que o silêncio
E o mundo quer fazer?
Não precisamos verbarizar
Escandalizar para sermos aceitos como provocantes

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A dança

O corpo que deforma
Cria novos movimentos
Não alinhados e nem simétricos
A realidade se torna subjetiva
Dando primazia aos sentimentos que a realidade
Penso numa dança circular
Onde corpos se misturam
Deixam um bailado de alegria e euforia
Igual as danças africanas
São lindas de se ver
Mulheres e homens evocam órixas 
E eles descem dos céus a terra

Dalí

Infância perturbada
Perdida entre a fachada do pai
A luta contra o irmão homônimo
Difícil de entender esta pintura
Talvez o artista quisesse que ela fosse só sentida 

A freira

Com um olhar contemplativo
A freira inclina-se sobre o seu pescoço
Com seu habito bege observando pombos
Não traz consigo o crucifixo
Mas no fundo da cena pode ser visto um manto vermelho
Será uma lembrança de Cristo?


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Charles Sternaimolo

Buscando o solitário
O semblante sem vida
A ideia do cru
Daquilo que passa e não volta
Sternaimolo com suas fotografias me intriga
Habitações desabitadas
Na permanente ideia da solidão dos centros urbanos

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A serpente de bronze e o Messias

"Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantando o Filho do homem, para que todo que nele crer tenha vida eterna". (Jo. 3, 14-15)

A serpente de bronze
no antigo testamento
feita por Moisés curava
Cristo pregado na cruz cura.


Mulher na cama


Foto retirada do site: www.madonnaonline.com.br


A mulher sentada na cama
Livro ao seu lado
Numa eterna solidão de si mesma
Não sabe se abri as páginas
Ou se deleita na cama com seus bicos amostra

Soir blue

O palhaço de branco com cigarro na boca
Sentado a sua frente dois camaradas
Em pé uma mulher quase displicente
Soir blue
Num fundo azul
E a solidão marcada por todos na tela

Outra de Hopper

A nudez na cama
Solidão e tédio
Hopper com seu realismo
Nos encanta por inteiro


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mulher nua


Na pintura de Edward Hopper
Vejo uma mulher nua
Na solidão do artista
Quase em contorno
Só na sua nudez

A anciã

Da série pra crianças


Abraçada a uma árvore
Uma velha senhora está
Anciã da boa sorte
Em fé ela ficará
Carrega uma cruz em seu pescoço
Mas na alma nem sabe o que é
Andarilha pela África
Teus passos marcaram seu espaço
Quero conhecer a velha senhora
De chapéu na mão
E bengala no pé