A menina de fita amarela - parte 4

Hoje em dia a menina de fita amarela já amadureceu, ainda brinca, corre, pula, porque é uma criança e como toda criança tem dessas necessidades. Outro dia ela chamou uma coleguinha para brincar e foram juntas para a floresta ver os bichos que habitam-na. E ela viu um coelho selvagem com seu pelo de um castanho escuro e elas ficaram maravilhadas, não quiseram correr atrás apenas ficaram observando-o. Ele que se assustou e em disparada foi para dentro do mato e sumiu. Elas voltaram correndo para falar com a mãe da menina de fita amarela e a mãe a repreendeu, ela ficou triste mas não se importou tanto porque foi uma aventura entrar na floresta com sua amiga. Ambas nunca mais se esqueceriam deste pequeno passeio. E combinaram que nunca mais iriam contar dos seus passeios para os adultos, porque adulto não entende bem uma criança e assim fizeram outros passeios, subiram em árvores e até viram outros bichos como cobras, lagartos e sapos, de todos os bichos selvagens que elas viram as que mais meteram medo foram as cobras. Meu Deus que perigo elas correram! Mas ainda bem que era uma cobra mansinha, daquelas que se você não mexe elas nem se importam com sua presença. E assim se mantiveram amigas por muito tempo, investigando e observando o ambiente e cresceram juntas viraram duas adolescentes prontas para descobrirem outras coisas na vida. E conheceram mais gente, outros amigos...dentre os mais queridos estava o João, rapaz forte de aparência robusta e que amava a menina de fita amarela desde os tempos de criança. Apesar de João nunca ter brincado com ela. Era aquele amor de juventude, puro, saudável, de querer bem.
Um dia os três marcaram um encontro na floresta, não mais para observar os animais, já estavam mais crescidos e isso não os atraia, era por causa da cachoeira, queriam nadar, aproveitar aquela tarde de calor intenso. Mas um problema aconteceu, a menina de fita amarela começou a se afogar e João imediatamente foi busca-la no fundo do posso retirou e fez respiração boca-a-boca e tomaram um susto danado. A menina de fita amarela pediu aos amigos que não contassem nada a ninguém e assim fizeram. Voltaram outras vezes no mesmo local, mas tinham mais cuidado. A vida ali era boa, vida de interior, perto e longe dos grandes centros urbanos. Não tinham do que reclamar. Viviam mais fora de suas casas do que dentro, passeavam em lugares inusitados e tinham uma liberdade conquistada aos poucos com muita responsabilidade. 
Eram de famílias humildes, sem muitas posses, eram mais livres, e cheias de vida. Viviam como se o amanhã fosse o hoje e o hoje o amanhã. Andavam de bicicleta nos finais de semana e apenas a menina de fita amarela gostava de estudar. E como gostava, seus livros eram grandes companheiros. Estudava com afinco, queria ser médica e cuidar dos menos favorecidos, uma idealista hoje em dia. Mas isso que ela mais queria.

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