sábado, 24 de janeiro de 2015

Meu caminho

Ainda busco meu caminho
Trilho por uma estrada de ladrilho
Começo a rever os meus poréns
Achado e perdido
Num universo tão grande
Ainda insisto
Vou continuar escrever poesia até a minha morte
Nela me reconheço
Meu afeto é inabalável por aquilo que escrevo



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O crime

O punhal pendurado no pescoço
Com aquela gota de sangue escorrendo
O barulho da porta batendo
E o corpo atirado na cama
Quem matou aquela pobre alma?
Ainda não se sabe quem cometeu o crime
A polícia investiga
Ninguém sabe e ninguém viu
Pode ter sido por um romance
Ou por uma transa pueril

sábado, 17 de janeiro de 2015

O feminino

Exaltação do feminino
Aquela que cuida
Que forja
Alimenta com seus seios
É forte e bela
Pode ser capaz das maiores atrocidades
Como também das maiores benevolências
O feminino está dentro de mim
E está dentro de ti
Cada ser humano é feminino e masculino
São energias que se complementam
E são únicas
Pode ser como no mito de Ártemis
A caçadora voraz
Ou simplesmente a santa devotada a Deus
O feminino e seus esteriótipos
Como não fugir deles



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Satírico

Vamos satirizar
Provocar olhares devastadores
Curar o mal para todo bem
Vilipendiar as expressões

Vamos satirizar
Falar mal
Espremer até sair tudo bem
Com golpes de foice

Vamos satirizar
Para tirar a risada escancarada
Ou simples riso disfarçado

Vamos satirizar
O judeu, o muçulmano ou cristão
O negro, o amarelo e o indígena

Vamos satirizar
Escolha a vítima 
E desfile seu fel inconsequente  
 

Nudez castigada

A mulher acorrentada
Nua
Gritando
E vivendo por amor
É a expressão mais baixa
Mais vil do pintor

sábado, 10 de janeiro de 2015

O terraço de Van Gogh

Numa rua parisiense
Pessoas num café
O céu um azul estrelado
E sem o uso do preto
Vê-se uma euforia de cores
Verdes, azuis e violetas


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Receber para compartilhar

O nosso desejo de receber é grande, fomos constituídos na forma de um receptáculo onde a Luz quer entrar e ficar não para nos satisfazer egoisticamente mas para que possamos compartilha-la com os outros. Então todo o desejo de receber Luz para compartilhar é louvável e bom. E todo desejo de receber para si mesmo é ruim. Vivemos nesta dicotomia! Portanto, é preciso um sacrifício de sairmos de nós mesmos todas as vezes que aquela voz interior nos diz para fazer diferente.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Amor que fixa

O meu amor é como flecha que estica
Vai no alvo e fica
O meu amor é como bala perdida
Acerta sem direção
Não quero um amor de revista
Quero um amor de sangue e carne
Daqueles que ninguém ouse esquecer
Porque quando marca fixa