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Mostrando postagens de Abril, 2015

Da série pra crianças

Emoção com crianças

As crianças brincam no pátio
De escorregador
De pula-pula
E amarelinha
Estão todas felizes
Rindo com risadas no canto da boca
E eu só observo
Com um olhar atento
Quem não se emociona com crianças?

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Na escola

Mochila nas costas
Pronta para aula
A menina de fita amarela sonha com a escola
É o lugar onde se sente mais viva
E você caro leitor
Onde se sente mais vivo?


Zumbido de abelha

Série pra crianças
O zumbido da abelha Numa noite de luar No vidro da cozinha Elas sempre estão a perambular Vem de encontro a luz Atacam sem parar Depois morrem queimadas E jaz

Sensações estranhas

Folha que balança ao vento
Ansiedade que bate na porta
Eu, com minhas mãos tremulas
O coração palpitante
Procurando tranquilizar-me
E não adianta nada
Tudo parece não passar
Os pressentimentos voltam
E numa onda de sentimentos mergulho
Até quando Senhor estarei imerso?
Afogado nestas sensações!
E o tempo percorre sua linha
Eu percorro a minha
E nada mais faz sentido




Imitação da natureza

Série pra crianças

Em nossas vestes
Imitamos a natureza
Suas cores e sabores
Seus bichos e plantas
É a necessidade do homem moderno
Estar próximo a ela e tocá-la
Nem que seja pela imaginação

DeMarchelier

Rostos desconstruídos
Por véus negros
Olhares em profundidade
E roupas quentes
Fotografia inusitada
Tudo pode ser visto em DeMarchelier

Eu e você

No beijo azul
Coroado com mil faces de rosas
Languidos momentos de prazer
Eu e você
Aquele sonho de valsa na boca
Derretendo com o nosso calor
Fazendo a vida mais doce
Eu e você
Do espelho da alma
Como carne e unha
Não penso em outra coisa
Eu e você

Flor azul

Blaue blume
Aquele cheiro de perfume estrelar
Em notas constantes
Für mich nur dich

O golpe

A ansiedade toma conta do ser
Não me deixa pensar
A mente sofre golpes de marteladas
Em um sangue fictício me encontro
Aquela corrente do desespero
Oh! Deuses alados
Fizeste desta pobre alma
Um andarilho descalço


Caqui

Série pra crianças

Uma fruta suculenta
Macia e fibrosa
Um gosto peculiar
Aquele gosto doce
na boca deixa estar

Memórias do membro

Quando te conheci
o beijo foi quente
a boca molhada
língua eriçada

O corpo pulava
Pele tocada
Aquela volúpia
Sangue em massa

Arriste
Em pé
a pique



Leitura

Imagem
Fascinado com o novo livro da Adélia Prado.

Humano

A alma se desespera,
mas o corpo é humilde;
ainda que demore,
mesmo que não coma,
dorme.

P.s: poesia retirada do livro acima.

Amores

O desespero bate na porta do peito
Range como uma fechadura enferrujada
E eu com meus nobres sentimentos
Me desfaço em água quebrada

Não que eu queira um amor mutilado
Destes que o sangue verse alto
De amores eu vivo
Como gota de orvalho

A destruição do mundo

Dançando tango no final dos tempos
A obsessão por capas e cartolas
Um grillz nos dentes
Em meio a tanques que pegam fogo
Na realidade tudo deteriora
Em tempos imemoriais
Na memória apenas a mãe
São rascunhos
Pretextos
Para trocas de ideias



Mata o filho

Mata o filho
Vai ao supermercado
Compra alcatra e faz um churrasco

Mata o filho
Joga-o na parede
E o esconde no sofá

Quantas cenas vemos nestes dias
Quanto "misere"
E famílias destruídas

O frio

Série para criança
O frio chega
De mansinho  Como um menino Corto a pele Mas não sangro
O vento vem e corta Sopra sem parar Aquele gélido  Revoar