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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Árvore humana

Para crianças

Os meus galhos
As minhas raízes
Folhas que não cabem dentro de mim
Sou pousada de pássaros
Abraço a imensidão do universo
Que diz e fala seus encantos

Refugiados

Em meio a guerra
Escombros
Tetos desabando
Ruínas
Para onde ir?
Países que acolhem
Refugiados de guerra
A tristeza toma conta dos semblantes
Mas sempre há um sorriso de esperança
Chegar a um local seguro
Reconstruir
Com o pouco que se tem
Refazendo-se a vida

Sensações pela manhã

Talvez não devesse falar de sentimentos
Quem sabe sobre coisas e objetos
Fixando o olhar
Remexendo por dentro
Achando um coração de carne
Pulsante e febril
Crendo em milagres que não vão acontecer
Tecendo os verbos e adjetivos
Sem momentos de tranquilidade
A linha que percorre os acentos
Deslumbrando tempos de glórias
E a pulsão amarela e roxa
TOC TOC TOC
Que caiba no peito.



Desorganização

Amar enquanto há tempo
Desprazer que corrompe
Em litros de leite jorrados
Não há uma lógica no que escrevo
Tudo é fruto de pensamentos desorganizados
Que se organizam em versos


Meditações de um domingo

O plágio que me fizeste
Os autores não revelados
Mentiras dadas as pressas
Verdades na lata
Não sou um fingidor como diz o poeta
Tenho coração de pura carne
Já falei inúmeras vezes
Não o sigo
Não pontuo, e nem virgulo
Nem parafraseio a ninguém