terça-feira, 29 de setembro de 2015

Árvore humana

Para crianças

Os meus galhos
As minhas raízes
Folhas que não cabem dentro de mim
Sou pousada de pássaros
Abraço a imensidão do universo
Que diz e fala seus encantos

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Refugiados

Em meio a guerra
Escombros
Tetos desabando
Ruínas
Para onde ir?
Países que acolhem
Refugiados de guerra
A tristeza toma conta dos semblantes
Mas sempre há um sorriso de esperança
Chegar a um local seguro
Reconstruir
Com o pouco que se tem
Refazendo-se a vida

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sensações pela manhã

Talvez não devesse falar de sentimentos
Quem sabe sobre coisas e objetos
Fixando o olhar
Remexendo por dentro
Achando um coração de carne
Pulsante e febril
Crendo em milagres que não vão acontecer
Tecendo os verbos e adjetivos
Sem momentos de tranquilidade
A linha que percorre os acentos
Deslumbrando tempos de glórias
E a pulsão amarela e roxa
TOC TOC TOC
Que caiba no peito.



sábado, 12 de setembro de 2015

Desorganização

Amar enquanto há tempo
Desprazer que corrompe
Em litros de leite jorrados
Não há uma lógica no que escrevo
Tudo é fruto de pensamentos desorganizados
Que se organizam em versos


domingo, 6 de setembro de 2015

Meditações de um domingo

O plágio que me fizeste
Os autores não revelados
Mentiras dadas as pressas
Verdades na lata
Não sou um fingidor como diz o poeta
Tenho coração de pura carne
Já falei inúmeras vezes
Não o sigo
Não pontuo, e nem virgulo
Nem parafraseio a ninguém