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Mostrando postagens de Outubro, 2015

Oh! Lady Gaga

Quero conhecer a Lady Gaga
Suas paixões e seus amores
Desvendar teus mistérios
Encontrar nela um porto seguro
Quero encontrar com minha Lady
Que ela me leve para os locais mais ousados de sua cidade
Para os museus mais interessantes
Enfim, quero conhecê-la
Um dia quem sabe, a gente se esbarra por aí
Se é delírio pode ser
Mas meus sonhos são grandes

Fome

Nunca senti fome
A minha fome é outra
Na infância arredio
A adolescência estático
Movimentos poucos na fase adulta
E neste vai e vem de interesses
Descubro-me mais humano

Minha fortaleza

O relógio marca infinitas horas
Tempo que me conserva melhor
É um monte de sensações que povoam minha mente
Sinto cheiro de crise
Dizem que por elas passamos mais fortes
As minhas pequenas depressões
Corrompem momentos da minha alma
Passeiam pelos labirintos do ser
E tocam abismos de dor
Com cores nem sempre brilhantes

Crise depressiva

Em crise depressiva
Vontade de não fazer e não ser
Ficar parado, estático
Lágrimas quase imperceptíveis
Escorrem no canto dos olhos
E a vontade de estar só domina
Preciso sair disso

Agreste místico

Sou seco por dentro
Sem muitos atrativos
Por isso minha poesia é de um agreste místico
Vivo das minhas entranhas
Continuo árido
A procura de beleza
Uma fulgida certeza dentro de mim

Sozinho

Choro pequenas notas
Uma solidão devastante
Só e junto com as pessoas
Mesmo assim sozinho
Pretos dias
E as sensações vem e voltam
Sozinho assim
Sem ninguém para acompanhar

Momento

Hoje estou desanimado
Não sei explicar o motivo
Aquela ânsia de ficar só
No meu canto, comigo
Hoje estou cabisbaixo
Arrastando chinelos
No desvio do meu caminho

O assalto

Estava no ponto do ônibus
Três rapazes à margem apareceram
Queriam dinheiro e celulares
Consegui escapar
Não sei se fiz o certo
Foi algo impensável
Tudo pareceu rápido
Corri como um louco
Ouvia o clep clep dos chinelos parados
Foi aterrorizante
No meio do caminho encontrei a Luna
Que por sinal estava indo pra lá
Nada mais nos aconteceu
Mas na memória fica os momentos de uma violência

?

Fogo que alastra na alma
Palavras que povoam o espaço
Signos e significantes
Diante de cada lêxico
Coisas acontecem
Orações soltas
Sem amarração
Desalinhavar
Pontas soltas com expressões simples
E em cada gesto um ponto de interrogação



Tendência

As horas passam
E eu só sei escrever para mim
É um autorreflexo
Uma tendência narcísica
Chega!
Quero escrever sobre a vida
Crescer com a vida
Mudar e ir mudando aos poucos
Buscar nos objetos poesia
Aquela xícara no café da manhã
Toda suja, borrada, com pó ainda fresco
Pode me dizer algo


Perdido

Estou só com meus defeitos
Fazem-me ser quem sou
Os quero bem perto a mim
Desejos de uma noite de amor
Sem complexidades
Vou escrevendo estes versos
E não sei onde vou
A melancolia reitera
Faz parte do meu ser
Busco em mim um pouco de esperança
Mas na vida
Ah esta vida ingrata
Perdi-me do meu ponto
Sim, Senhor!

Uma questão

Afeito de riachos
que transparecem nas mãos
Rios que caminham por baixo
levantando o pó
A água que corre em minhas veias
percorre meu caminhar lento
Sou fogo que corrompe espaços
desnaturaliza opções
A cada dia me pergunto
Deprimir ou não deprimir
Eis a grande questão?