Postagens

Mostrando postagens de Outubro, 2015

Fome

Nunca senti fome
A minha fome é outra
Na infância arredio
A adolescência estático
Movimentos poucos na fase adulta
E neste vai e vem de interesses
Descubro-me mais humano

Sozinho

Choro pequenas notas
Uma solidão devastante
Só e junto com as pessoas
Mesmo assim sozinho
Pretos dias
E as sensações vem e voltam
Sozinho assim
Sem ninguém para acompanhar

Momento

Hoje estou desanimado
Não sei explicar o motivo
Aquela ânsia de ficar só
No meu canto, comigo
Hoje estou cabisbaixo
Arrastando chinelos
No desvio do meu caminho

?

Fogo que alastra na alma
Palavras que povoam o espaço
Signos e significantes
Diante de cada lêxico
Coisas acontecem
Orações soltas
Sem amarração
Desalinhavar
Pontas soltas com expressões simples
E em cada gesto um ponto de interrogação



Tendência

As horas passam
E eu só sei escrever para mim
É um autorreflexo
Uma tendência narcísica
Chega!
Quero escrever sobre a vida
Crescer com a vida
Mudar e ir mudando aos poucos
Buscar nos objetos poesia
Aquela xícara no café da manhã
Toda suja, borrada, com pó ainda fresco
Pode me dizer algo


Perdido

Estou só com meus defeitos
Fazem-me ser quem sou
Os quero bem perto a mim
Desejos de uma noite de amor
Sem complexidades
Vou escrevendo estes versos
E não sei onde vou
A melancolia reitera
Faz parte do meu ser
Busco em mim um pouco de esperança
Mas na vida
Ah esta vida ingrata
Perdi-me do meu ponto
Sim, Senhor!