quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A sombra

A infindável sombra que me habita
Faz de mim quem sou
Não perco ela de vista
A cada hora a mim penetrou

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Limite poético

Entre o limite da sanidade e da loucura
Revejo-me como um santo casto
De olhares inoportunos
E o coração em chamas

Meu mundo irreal me machuca
Feri até as profundezas da alma
Em que só entra
A dor de ser si mesmo

Loucura

Depressão e psicose
Interagindo entre si
Levando - me aos espaços
Em que a loucura cura

Assim
Se faz
E se foi

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Proibido

Proibido
As margens do céu se fecharam
E os anjos não puderam calar
E gritaram
Senhor, olhai pra terra e veja o quanto dos teus filhos morrem
Morrer é fonte para o paraíso

terça-feira, 22 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Frio cortante

Hoje fez um frio cortante
Daqueles que cortam a alma
Busquei dentro de mim orações
Que me acalmassem
Encontrei na ânsia de liberdade
O sol que deverás perdi
Encontrei-o dentro de mim

O pó

Cada pó que circula entre meus pés
É um pouco de quem passou ao meu lado
Não me guio pela sujeira dos outros
Vale ressaltar
Que de dias invernosos
Minhas paixões só aumentam

sábado, 19 de novembro de 2016

Sonhos

Sonho com coisas ruins
Elas acontecem a todos instantes
Não sei porque é assim
Vou mergulhar no inconstante
E assim descobrir
Sonhos revigorantes

Palavras, palavras

O calor que corta meu peito de aço
Sem sentimentos e emoções
Cada dia mais frio me faço
Não aguento mais tantas exclusões

O meu eu poético
Cada dia petrificado fica
Sem romance, sem gentileza
A corda bamba estica

Palavras, palavras, palavras
Todo mundo enche a boca pra falar
Mas o coração não mais engana
De intensões é que se vive

Ideias secas

Às vezes, as ideias secam
Ficam pantanosas
É preciso submergir a elas
E declarar como prova de amor

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Quitutes mineiros

Café e leite
Pão de queijo
Broa de fubá
Goiabada com queijo
Arroz doce
A menina de fita amarela se lambuza
Come sem parar
A cozinha mineira é um encanto
Com seus doces e sabores
Venha experimentar!
E se deliciar com quitutes mineiros

Mundo nos ombros
Arqueado como uma vara bem fina
Meticulosamente testado ao extremo
Não se rompe
É melhor envergar e não rachar

Reflexões

É tempo que vai embora
É tempo que não volta mais
É vida que passa como jato
Sorriso que não vejo mais

As circunstâncias me fizeram rude
Bronco como pedra
Não choro, não lamento
O beijo que me espera

terça-feira, 15 de novembro de 2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Quero colo

Machucado
Eu vou
Sigo o caminhar das estrelas
Naquela noite de puro amor

Pandora
Veio para o meu colo me consolar
Gatos sabem o que fazem

Senti uma vontade de abraça - la é agradecer
Animal nos entende
E eu aqui fico a sorrir

domingo, 13 de novembro de 2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Tem horas que me sinto inútil
Passam-se momentos de depressão
Caminhar alivia os pensamentos
E deixa o coração mais tranquilo

Não sou mais um pecador

Os meus pecados morreram
Naquela noite de choque
Convulsão que me afetou

Os meus pecados morreram
Sou um homem livre
Diferente do que era

All over again

Tudo outra vez
Os pensamentos voltam
Enchem de conturbadas sensações
E um desprazer me acomete

O assassinato

Correndo nas ruas
Assalto e uma bala
Acertou em cheio o coração
Um corpo estendido no chão
O sangue escorrendo para o boeiro
Não vi quem atirou
Apenas quem correu pelas estradas sombrias

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Revelações em sonhos

Meus sonhos vividos
Não são coisas para mim
A humanidade que tanto amo
Despedaçada em ouros de ofír

Cada povo tem sua beleza
Que deveria ser ajudada
O que vemos é um assalto há tempos
De cada parte, o nada

O diferente oras almejado
Agora será suplantado
E tudo que o mundo conquistou de bom agrado
Será exterminado




O novo presidente dos Estados Unidos da América

O discurso de ódio venceu
Tempos sombrios
Em que as consequências são incalculáveis
Prevejo guerras purgativas
Em que todo mal viscerado
Seja purgado até as últimas consequências
Mortes, catástrofes, intempéries
E o mundo passa por um momento difícil
Que o diferente sobreviva
Para contar sua história   

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O sol como Deus

O sol que esconde atrás das nuvens espessas
Brilha dentro de nós
O sol que esconde atrás das nuvens espessas
Brilha entre vós!

A chuva

Para crianças

A chuva chegou
Mês de novembro
As formigas apressadas caminham
As cigarras que cantam sem parar
E aquele friozinho quente
Embalam suas tardes


Em verdade, que verdade? Vos digo:

Em verdade, que verdade? Vos digo:
A consciência era única coisa que poderia parar as malfeitorias pelo mundo,
mas vejo que nem ela consegue mais para-las.

Em verdade, que verdade? Vos digo:
Viemos ao mundo para amar e não para destilar seu próprio veneno,
que é ódio revestido de santidade.

Em verdade, que verdade? Vos digo:
As amizades não suportam mais desencontros,
são frágeis ideias de pertencimento ao mundo.

Em verdade, que verdade? Vos digo:
As minhas verdades foram para o espaço,
o que me resta são as inverdades honestas.


Para espantar, "reze"!

O retrocesso avança mundo afora
Políticos sensacionalistas ganham espaço
E ficamos cada vez mais, a mercê deste obscuro panorama

Sem complexidade

Sangue que escorre em meu ventre
Derrama em todos seu amor
Não paro, e nem desisto
Sempre te darei uma flor
Rimar sem complexidade
É um jeito de escrever poemas
Na hora de lidar com a dor que balança o berço
Eu cá estou

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A vida é de duelos
Cada qual com sua espada
Ou também lanças
Por isso, é importante a verdade que sana
E que as dores purificadas
Se transformem em deusas insanas

Mágica

Para crianças

Jogo nas linhas da sorte
Pulo estrelas
Encanto animais
Faço estripulias 
Brinco com mentes fechadas
Abrindo-as para próximo do céu
Fui até em ambientes longínquos
Adentrei em lugares inóspitos
E revelei as mágicas dos magos
 


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Lugares

Gritaria que ensurdece
Crianças por todos os lados
E eu cada dia mais convicto
Que só uma música me acalma

Criei uma redoma
Num mundo de estupenda fantasia
Em que minhas asas me acompanham
E me levam para outros lugares mais sabidos

Tudo está fechado
As portas do céu trancafiadas
E as verdades ditas
No fundo de um aquário
Borbulhando com tal disparate

Sabe

Todo mundo sabe
Que mais vale
Uma verdade iluminada
Daquelas que enchem o peito de alegria
Que verdades infundadas
Descritas como verdadeiras sinfônias



A dor no peito

Jorro água pelas ventas
O sangue que escorre purificado
Encontra um rio de solidão
Naquela beirada de uma praia
Não fui eu que causei a maldição
Ela veio das águas do mar
Entre maremotos existências
Frios cortes na pele escura
Deixam marcas que nunca saem de lá

Mundo bolha

Criei um mundo particular
Vivo dentro de uma bolha
Quando estourar vou sair por aí
E viver a vida como ela é

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ideais

Apago ideias
Reescrevo
E vou tecendo uma teia envolta de mim mesmo
Até que um dia
Me torne um ser belo

Riscos

Céu azul
Riscos
Aviões que passam cuspindo fumaça
E eu aqui embaixo neste delírio constante.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Instinto

Unhas cravadas no peito
Aquela mordiscadinha na orelha
E a brasa que horas enfrenta
Se transforma no relaxamento de outrora

Uma cidade maravilha

Para crianças

O sino bate às 15 horas
Do fundo da mesa gigante grita um coelho
Todo vestido de smoking
O Chapeleiro ficou alvoroçado
E a bela criança senta a mesa
Toma um gole de café
E se torna uma gigante
Tudo naquele espaço ficou pequeno
Para diminuir de tamanho
A garota comeu um pedaço de bolo
E encolheu
Tudo pode ser visto
Na claridade do dia
Em uma cidade distante
Em que só existem malucos e psicodélicos

Money is not everything

Não escrevo por dinheiro
É por alívio
Que a dor que deveras sinto
Passa para o papel
E enche as páginas
Não com lamentos
E sim com pensamentos repetitivos

O espelho

Hoje procurei você
Não encontrei em lugar algum
Dançando aquela moda de viola
E enchendo a vida de luz

Hoje encontrei você
Naquela via de mão dupla
Fui até ao compasso do tempo
E criei uma via encantada

Entrei por um espelho
Caindo até um jardim
Menor que estou
E com a certeza de um novo horizonte se abrindo

A escrita como novidade

Escrevendo a vida passa
Não que passe rápido
Nem é essa a vontade que encontra dentro de mim
A escrita me motiva ir além
Movimenta os meus dias
Deixam com sabor de novidade

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Relance

Cheguei e encontrei você nua em minha cama
Pele da cor do pecado
Cabelos esvoaçantes
E uma vontade louca de se entregar
Vivemos em tempos diferentes
Em que a mulher é que toma a atitude
Mas isso é até saudável
Porque tira do homem seu eixo
E o coloca fora de sua zona de conforto


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Imaginação

Vento que bate na alma
Corta as miseras arestas
Faz de mim um ser quase perfeito
Com asas que nem voam
E pés que planam
Povoam de imaginação os meus sentidos

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Canjica

Para crianças

Sou de grãos brancos
Pareço um tipo de milho
As cozinheiras me fazem com leite e açucar
Sou cozido até ficar macio
Na boca da criançada me desmancho
Eles adoram e repetem sem parar
Dou sustança 


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Virei tua cabeça

Virei tua cabeça
Em cima de um cavalo
Corri na estrada de tijolos amarelos
Na direção sempre oposta
Fiz um monte de coisas
Enquanto você foi buscar sua paz de espírito
Na mesma proporção dos meus encantos
Lutando ao redor de espíritos maus
Busquei minha direção
Pode ser uma direção não muito agradável
Virei tua cabeça
As marteladas batendo como um sample
Tocando tua alma bem alto
Freneticamente dançando


 


Transexual

Trans
Pontes que são elevadas
Transportadas de um lado para outro
Em que pessoas caminham
Olhando não mais para seus sexos
Trans
Não tenho intimidade para escrever algo profundo
Deixo apenas as palavras mais contidas
Em uma noite de puro desparate
Trans
Transverso do ser
Aquele que se alimenta da própria dor
E transfigura em notas de amor

Para crianças desrespeitosas

A gente não pode aceitar ser desrespeitado
Mesmo quando é uma criança que fala
Às vezes, é preciso dizer verdades
Que ninguém ousa dizer

Face desnuda

A face que nos mostra
Como é importante amar
As pessoas que vão embora
Vida e morte sempre a cavalgar

Sou um ser introspectivo
De olhares retumbantes
As chagas que evadiam
São as mesmas circundantes


O dia começou

E o dia começou
Indo de lá pra cá
Na eterna simbologia do querer
Vendo a vida passar pela janela do 1404
Transiuntes de um tempo que não volta mais

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mudança

Frio que invade
Deixa horas incontadas
Naquele devaneio presente
Sufocado de tanto amor
Ás vezes, penso em mudar
Mas como é difícil se mudar
Prefiro mudar pacientemente
Que lutar bruscamente e acabar se debatendo de tanta dor

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Calor

Sufocado de calor
Intenso sol escaldante
E o sorriso que invade
Aumenta a necessidade de você
O fogo dentro de mim se alastra
Faz-me mais forte que antes
Procuro uma sombra e água fresca
Encontro o desespero no vale da morte

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fiz uma prece

Fiz uma prece
Orei por todos aqueles que não querem orar
Pedi não por mim, mas por todos

Fiz uma prece
Dentro de mim, surge uma bela criatura
Que quer fazer o bem

Fiz uma prece
Busquei numa noite de orvalho
Um lugar ao sol


Limite

No limite da dor
Votos consagrados ao eterno
Devemos ver cada sensação
Como oportunidade de ser a si mesmo

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Extâse com McQueen

Estamos todos cegos
Somos estranhos uns dos outros
Aos exageros superexpostos
Camadas e camadas de tecidos
Textura e formas dão a sensação de vazios
Aquele sussuro que te acompanha
Deixa-te paralizado
Quase um tom esquizofrênico
Frio que corrompe os sentidos
Escute o sino palpitando e extâse
Quase um gozo auditivo

A dor que sinto

Não sei falar de política
Meus poemas giram em torno de um único tema
A inconstância de ser eu mesmo
Talvez quando crescer poderei escrever algo
Que seja digno de nota
Mas por enquanto
Escrevo para aliviar a dor que sinto

Amar

Amar
Verbo de conjugação duvidosa
Ou duvidosa são as pessoas que o conjugam?
Vou te amar
Como se fosse possível
A possibilidade é tão pequena que nem mesmo
os mais amorosos seres conseguem Amar

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Lágrimas de esperança

Eu não posso te esperar
Vivemos em mundos tão diferentes
Vou me embora para bem longe
Procurar a mim mesmo
Dentro de onde?
Ainda não sei!
Quero viver uma vida sem atribulações
E com você a vida é tão vazia
Deixe-me ir embora
Buscarei novos horizontes
Quando voltar
E se voltar
Quero te ver com lágrimas de esperança

A vericidade dos fatos
De nada adianta, se não tiver amor
Busquei em outros lugares minha paz
Encontrei dentro do espaço sideral
Olhando para as estrelas
E vendo-as como uma parte de mim

terça-feira, 11 de outubro de 2016

XoXo

Um fim de tarde
Pela janela raios de sol
Aquecem a alma gélida
E em instantes um farol

Um fim de tarde
A dor que passa no balanço
Revestisse de caridade
E abraça o ser

Estrada

Dor e opressão
Estados da alma de quem ama
Um furacão existencial é atravessado
Escrevendo parece que as coisas fluem
E deixo de lado toda dor
A opressão não existe
Procuro a mim mesmo
Nesta estrada pouco percorrida
Que são as minhas poesias

Criei um mundo encantado
Em que você é rei
E nada te segurou
Vou viver minha vida longe de você
Não espere por mim
Encontrarei outro que me queira
Ouvindo o som alto
Pelas estradas empoeiradas de tempo
Vividas na dor de ti perder
Não criarei mais expectativas
Vou por aí
Ao som de violinos e ao sal da terra
Inspirado ao som de Million reasons

A milhões de distância

Tenho razões para voltar
Mas você não quer
Então vou embora para bem longe
Em um local onde possa viver
Peguei minha viola e pus dentro do saco
Parti por aí
Você não precisa mais me procurar
Vou estar bem longe
A milhões de distância
A milhões de distância

Amo


Sensações estranhas tomam meu corpo
Um vazio tão profundo que nada conforta
Risos pelos corredores não me alegram
E fica aquela agonia de ver a vida passar ao relento

Angústia

Angústia que toma conta
Coração acelerado
E mais angústia se acentua
Neste pobre peito
Glória aos anjos
E a sensação de desespero a bater

Distorção

Te vejo através do espelho
Disfórmica sensação de ter
A cada dia as palavras fogem do controle
Nítida percepção distorcida do ser

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Silêncio da tarde

O silêncio da tarde
Atordoa
Faz com que eu me cale
E veja tudo com os olhos diferentes

Deixa

Estava com você a poucos passos da felicidade
Não enxerguei um palmo a minha frente
Deixei partir o amor que me consolava
Foi embora e nunca mais voltou
Por isso, deixa como está
Os padrões nos mantêm cabisbaixos
Fujo para um lugar onde possa encontrar minha felicidade
O que não pode mais gerar nostalgia
Corra para os céus estrelados
Viaje para dentro de si, o mais alto
E a vida que recomeça
Dentro de mim
Dentro de ti
Possa me desafogar das mágoas do passado

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Revoada

Faço contas das vezes que disse a palavra amor
Não sei mais se inspiro ou se expiro
Parece que a morte toma conta do meu ser
Vou viajar por aí
Criar asas e voar
Encontrar um ser alado e flutuar na imensidão do mar



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Wannabe

A música não pode parar
Os poemas não irão cessar
Wannabe

Farei como o primeiro
Encantarei pedra
Wannabe

Todo close errado
Será expurgado
Wannabe

Complicações a parte
Sei dos teus sabores
Das delícias que é ser você
Wannabe

Profundo

A dor que aprofunda o ser
Revela-se na alegria do dar
Ideias dicotómicas
Não irão ficar
Na profundeza da alma
Recamos de luz

Senhor, mostre-me tua face

Te procuro em todos os lugares
Parece que você se esconde de mim
Te procuro desesperadamente
Quero olhar a tua face, Senhor
Enxugar tuas chagas e teu suor frio
Embebido no cálice de salvação
Senhor, mostre-me tua face

Oh!!! Pai.

Conheço meu pai
Mas às vezes parece que não o conheço
Somos tão distantes um do outro
Que nos tocamos por WhatsApp
As relações se tornaram mais frias
Aquele abraço forte parece que não basta
Não o culpo
É necessário
Um amor que invade
E deixa transparecer a alegria de sermos filhos 

Lágrimas de um palhaço

O palhaço perdeu o pai
E não conseguia mais fazer os outros rirem
Passou o tempo em que alegria era seu forte
Até que um dia, ele olhando para si mesmo
Revendo as coisas boas que sempre fez
Tirou o riso de uma criança
E lágrimas surgiram de sua face

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Estranheza

A minha face estranha
Dilacerada pelo cão
Os dentes postiços
Tudo no chão
Minha vida falsa
Sem grandes acontecimentos
Incrustada em diamantes fakes
Encontro as mesmas palavras
Vazias de sentido
Repetitivas
Pelo menos são minhas

Dias sombrios

Dias sombrios
Revestem-me de medo
E corto pulsos fictícios
E jorro água de lavanda

O pulo ao desconhecido

Pulo ao desconhecido
A dor n'alma parece refrear os sentidos
E colocá-los no devido lugar

Pulo ao desconhecido
E te vejo alva, como um transluzente vestido
Quero devorar até o fim dos tempos

Pulo ao desconhecido
Mulher é um pedaço de corpo
Revestido de carne

Pulo ao desconhecido
E caio em seus braços
Oh! Amada amante




Assumir a própria vida

A chuva parou
Lavou-me por inteiro
Pensamentos ruins ainda existem
Quero aprender a controlá-los
Um infinito que passou
E a chuva que cai sem parar
Aquece meu coração gelado
Vida e morte se confundem
Pelo menos há como rezar 

Cai chuva
Molhe-me sem parar
Leve tudo que de ruim quer ficar

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Meu homem

Eu não te esqueci meu amor
Você procurou outras mulheres
Fez-me promessas nunca cumpridas
Te revejo você nos meus lençóis 
E eu nua, sedenta e prostituída

Flores

Para crianças

Flores que invadem os cabelos
Inundam de histórias
As palavras sempre acessas
Como faróis iluminam os olhos
De cada criança

Toc

Tudo ainda é confuso
Os pressentimentos obtusos
Pensamentos sem nexo
E aquela dorzinha lá no fundo
Batendo à porta sem sair

Ser flexível

Tento ser flexível como um bambu
Dobrando ou entortando
Sem quebrar
Mas a face da morte sempre presente
Obscuro senso de perdição

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Contração

Meu coração em pedaços
Em pranto de amor regozijo
A face obscura que me envolve
Vejo tantas luzes de cores diferentes
E em orações ficam a devanear

A musculatura dói
Sem muito que fazer
Percebo que sou apenas humano
Em sua infinita concepção

Deixo registrado o fato de que nada pode ser mudado
É mentira que milagres acontecem
Não serei curado nem pela morte
E nem pelos dias de luz
Espancamento verbal
Não faz tanto sentido
Nas ruas percorridas
Um monte de atrito

Luz

Luzes
Em um fundo
Extrapolando de dor
Sem convencer pelo pecado ou pela virtude
O meu melhor remédio
é aquele tempo que passa devagar
deixando um brilho
que floresce em cada primavera
Medicado
Doses aumentadas
A cabeça invadida por pensamentos
Controlá-los ainda é sabedoria
Que a cada dia reina em novo saber

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Dor

A dor que em meu peito abre
Escancará mais dor que permeio
Elevo aos céus orações
Que parecem nem ser escutadas
De tanta dor que invade o peito

Menos valia

Sinto-me inútil
Os pensamentos intrusivos invadem
Me deixam com aspecto retardado
Como se estivesse carregando muito peso


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Hoje estou cabisbaixo

Hoje estou cabisbaixo
Sem ânimo
Com uma vontade de ficar só

Hoje estou cabisbaixo
A depressão me corrompe
Deixa os dias mais gélidos

Hoje estou cabisbaixo
Lutando para não debater
E não cair no leito de morte


Luta diária

Tento lutar diariamente
As sensações ruins voltam
Batendo acelerado meu órgão pulsante
E consternado com a situação fico a deriva
Não adianta pensar em coisas boas se elas não vêm

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Triste fim

A pessoa está morta
Enterrada viva
Naquela cova no Bonfim
Debatendo-se no caixão
Pede socorro
Ninguém a escuta

A pessoa está viva
Viva enterrada
Naquele apartamento minúsculo
Debatendo-se na cama
Pede socorro
As pessoas escutam, mas nem ligam

domingo, 25 de setembro de 2016

Era amor

Não era ódio
O que sentia era amor


Sinto muito por tudo que te fiz
Deixei de lado a minha vida de sexo
As noitadas na Chilli Pepper


Te busquei em outros lugares
Não encontrei
Vivo numa desilusão tremenda
Em busca de um prazer que me corrompe


Chego agora a um veredicto
Sou consumado pelas chamas da paixão
Procurando por um amor despedaçado
Posso te dizer agora


Não era ódio
O que sentia era amor
Crio realidades fantásticas
Vozes que povoam minha mente
Fazendo com que tudo passe a ser vermelho
Em um azul infinito de céus riscados de branco

domingo, 18 de setembro de 2016

Café

Hoje tomei um café forte
Amargo
Com um doce no final
E lembrei da tua face
Desfigurada pelo tempo
E um sorriso no canto do rosto
Abençoando

sábado, 17 de setembro de 2016

A gente vive com brilho nos olhos
Carrega uma vida inteira nas costas
E vê crianças sorrindo à noite inteira

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Antologia poética


P.S: Publico nesta Antologia um poema.

A boca que se cala

A minha boca se cala
Diante de tantas coisas
E necessário que as palavras se tornem em oração constante

Cansado

Cansado
De ver tantas cruzes
E não poder fazer muita coisa

Cansado
De te ver sofrendo
E não poder fazer nada

Tudo é  tão transitório
A doença que invade teu peito
Entra em conformidade com os dias atuais

domingo, 11 de setembro de 2016

Consolo

Não sei o que te dizer meu amigo
As palavras morrem
Te consolar é a melhor forma de dizer
Eu te amo


As minhas angustias são um nada
Perante a dor dos outros
Quero levá-las no colo
Enxugar lágrimas
E colher os frutos de amor
A tristeza do meu olhar
Não corrompe meus dias
Faz com que queira viver sempre mais
E viver é a palavra do momento

Por um fio

Por um fio
A vida se encerra
As cortinas fechadas se abrem
Ou pra uma nova experiência
Ou para o findar das coisas

Nunca

O trabalho árduo pouco valorizado
As manchetes de jornal espalhadas pela cama
Enaltecendo o sucesso
Valorizando o que temos e nunca o que somos
É algo que me faz pensar
Não posso parar de escrever nunca

sábado, 10 de setembro de 2016

A mão que balança em meu peito
Um som hipnótico
Que toca interminavelmente
Enchendo - me de uma certa esperança
Aquele refrão chiclete que não sai da cabeça
Dançando a noite inteira
Esquecendo por alguns momentos a própria dor

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Ecos

Fiz história
Corri em campos descampados
Em uma nudez que choca
Desnudei minhas palavras
Pra encontrar ecos

A tranquilidade dos dias quentes
Me fazem crer em dias melhores
Como aquela cigarra que canta
A procura de um amor

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A seita

Pra amar uma seita
Basta um monte de gente míope
Um salvador da música que desmancha a face
E a idolatria da encenação

sábado, 3 de setembro de 2016

Não sou escritor, sou poeta

Não sei ser escritor
Escrevo poemas como quem faz amor com as palavras
Quanto menos complexas
Mais atingiriam as pessoas
Confesso que não sei se isso é uma verdade
Ou pelo fato de ler pouco
Não tenho medo de confessar
Um poeta que não lê os clássicos
Não é poeta
Que se dane toda essa balela
Quero escrever tudo que puder escrever
Até que não haja mais nada para falar
E assim descansar em paz

Simples palavras

Dizem que todo grande escritor é um assíduo leitor
Talvez porque não tenho pretensões de ser escritor
Não leio tanto como deveria
Mas é minha vida cotidiana que me inspira
Não sei escrever de outra forma
Minha escrita é muito pessoal
Não há paralelos
Sou um simples escrevente
Que adotou as palavras como caminho
Sou poeta de palavras simplificadas pela vida

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Espelhamento

Olho meus versos num espelho
Vejo os outros em mim mesmo
Desfiguração dos sentidos
E o mundo se torna um local inóspito

Julgamentos

Meus versos me movem para frente
Talvez nunca serei um poeta profissional
Sou um amador na escrita
Minhas necessidades são latentes
Deixo para a cátedra
Os julgamentos de valor sobre minha pequena obra

Para a professora de historiografia literária

Minha professora Marta diz:
Vocês devem estudar os canônes
Coloquem os clássicos em dia
E eu com meu desoluto
Faço cara de quem ouve
E dá pouca atenção
Não por displicência
Talvez porque são as experiências do dia a dia
Que me movem a escrever.

Só que não

Desconstruindo a palavra
Desconstruindo conceitos de poema
Não sei se minha poesia é original
Ela vem de momentos pessoais
Circunscritos em um espaço de tempo
Escrever é algo visceral
Faz parte do meu ser
Quando crescer quero ser poeta
Daqueles que escrevem com a razão
Meticulosamente cada verso
Para que ninguém me entenda
E só os críticos enalteçam
Com aquela frase de internet
Que gera contradição
Um minuto por favor
Só que não

Minhas palavras

Nunca tive pretensões
Escrever para mim é algo que vem de dentro
Daquela necessidade orgânica
Não serei nunca um canône
Pois as minhas palavras não geram estranheza
Fico com a vida que passa ao largo
Quero acabar morrendo de tanto escrever

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Brincadeira

Série para as crianças

A menina que gosta de bola
O menino que gosta de boneca
Padrões invertidos
Tudo misturado
Há brincadeiras sexistas?
Ou são as pessoas?

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Menina Pietra

Toda criança é um pouco hiperativa
Gosta de fuçar, brincar e esconder
Pietra esconde a cara quando me viu
Acho que queria brincar de esconde-esconde

Provocação

Ação que provoca o desespero
A arma na mão apontada para a cabeça
O gélido suor que escorre
Em um nevoeiro que tudo consome
Porta-retrato em que te vejo

domingo, 28 de agosto de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Luzes da cidade
Acompanham meu sorriso
Em uma tarde de março
Nasci
Resplandeço
Série para crianças

Aquele doce na boca
dissolvendo em alegria.
A meninada apostos
brincando de amarelinha.
Giz de cera nas mãos,
rabiscos e desenhos,
toda criança sente o desejo de brincar,
não importando com quem eu diria.
Elas querem o lúdico,
de cada forma assim espero,
você pode até não notar,
mas quando uma criança quer
até birra.






 Série para crianças

A inspiração vêm de todos os lugares
Cada letra tem uma função difícil de dar
Sozinhas são apenas letras
Mas juntas fazem muita algazarra
A criança tem sua letra preferida
Ela a toca com os sonhos
Visitas breves de acordes
E como música ficam a bailar
Difícil escrever para criança
Não pode ser qualquer coisa
As palavras têm que ser bem escolhidas
Para que elas possam ser fagocitadas
de maneira divertida.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Tediante

A rotina da vida é entediante
As mesmas coisas sempre
O que nos preenchem são os momentos de distrações
Quando não percebemos as coisas como são
mas como deveriam de ser.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A minha fundação

Escrevo palavras
elas juntas me fazem melhor
povoam minha face obscura
com muito temor

Escrevo palavras
elas giram em torno de mim
voam, sorriem e encantam
sou um ser encantado

Cada palavra me religa
Interliga
Ao ser consciente que sou



Sulcos pregados
Em uma profusão de ideias
Ideal de um tempo que não passa
Preenche a vida de contentamento
Não sei se escrevo
Ou canto
Para sempre irei amar
De tristeza minha alegria não morre
Vida e morte duas expressões da mesma moeda
Que nos elevam a todos ao mar


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Haja Deus

Estamos absortos
em um tempo que não mais volta
Ligados a coisas tão pequenas
Desligados uns dos outros
Na cama é cada um por si
E haja Deus para todos

Divagando

Escrevo poemas por amor a palavra
Que circunstância cada sílaba profética
Em um amaranhado de letras
Quase sempre desconexas

Faço e refaço cada palavra interna
Em exaustão elas saem
E povoam de glória cada tensão reverberada

Será que serei lido?
Será que serei compreendido?
Ficam muitas dúvidas
E uma única certeza
Escrever alimenta minha alma de infinitas formas de prazer.

domingo, 21 de agosto de 2016

Jatos

Do meu corpo faço um templo
Prazer que não seja profanado
E o gozo em líquido fervente
Explode em jatos

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Reflexão do dia

Meus poemas são factuais
Inspirados em coisas da realidade
Não sei inventar mundos
Talvez por isso seja pouco lido

Ele/Ela

Desilusões amorosas
Chagas abertas
E depois cicatrizes
Para nos lembrar o quanto de humano temos

Não há nada de perfeito nisso
A perfeição não se encontra nas pessoas
Nem nas situações
Só há uma criatura perfeita
Livre de preconceitos e julgamentos
E ela quer habitar junto a você

O amor a Ele é perfeito

O amor é nota perfumada
Não há perfeitas ilusões
Porque é Ele que habita
Em todos nós

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

The nothing

O sol que brilha mais forte
Com teus raios penetram na alma
Aquecem de misericórdia e contentamento
Teu lado esquerdo
Peito aberto em feridas que se cicatrizaram
Nesta noite de profunda projeção no amado
Brilha mais forte
Encanta
Aquela alma pequena
Do nada se fez o nada

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Um único mestre

Olho a tua face desfigurada
Enxugo teu límpido suor
Cor de vermelho purpúreo
Marcada
Aniquilada até a última noite
Sombria tarde em que te encontro
Não pelo intelecto
Amor da minha alma
Que me faz sentir amado
Vinculo de toda unidade
Entre "céu e terra"
Te procurei e me escondi
Atrás de tanta sujeira tu esteve sempre lá
Não me abandonou como fez com teu filho único
Porque não há dois abandonos na terra
Agora que te reencontro
Sigo mais confiante e decidido
Só por ti
Dai-me a graça de alcançar o descanso eterno
Enquanto isso
Na labuta da vida
Cuidar de corações e almas
Para que juntas possamos viver em ti


Dentro de mim há dois mundos
Não lutam mais entre si
Se harmonizam
Pois só Ele consegue este feito
A carne não me corrompe
É ponto de equilíbrio e afeto
A minha singularidade está em aproximar
O sagrado e o dito "profano" dentro de si
E oferecê-los como nota de um amor incondicional



Noites em claro

Sou casado com o meu tempo
Triste, que por sinal
Cheio de intolerâncias e preconceitos
Um tempo onde o Crucificado e Abandonado reside
Olho para ele e só tenho Amor
Não compreendo porque um gay não possa ter uma espiritualidade
Uma coisa não compete com a outra
Os desejos da carne vivificam a minha morada
Sou tempestade em noite de bonanças
Tudo que é só humano
Permance no humano
Se há algo que está no Senhor
Fica para sempre

Encontro com Jesus Eucaristia

Na Eucaristia encontrei com o amado
Alma circundante de tanto amor
Elevei aos céus como notas perfumadas
De uma infinita dosagem de dor

Oh! Senhor
Tu que estás em mim
Tu que estás no outro
Só tu sabes me consolar



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Personal Jesus - Depeche Mode

Adoro esta canção do Depeche Mode resolvi publicar no blog como homenagem a essa grande banda.


Reach out and touch faith

Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares
Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who's there

Feeling unknown and you're all alone
Flesh and bone by the telephone
Lift up the receiver, I'll make you a believer
Take second best, put me to the test
Things on your chest, you need to confess
I will deliver, you know I'm a forgiver

Reach out and touch faith
Reach out and touch faith

Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who cares
Your own personal Jesus
Someone to hear your prayers
Someone who's there

Feeling unknown and you're all alone
Flesh and bone by the telephone
Lift up the receiver, I'll make you a believer
Take second best, put me to the test
Things on your chest, you need to confess
I will deliver, you know I'm a forgiver

Reach out and touch faith
Your own personal Jesus
Reach out and touch faith


Monsieur de Gaultier - poema escrito em 2013


Ele cheira a fragrância Monsieur de Gaultier
Com notas encorpadas e distintas
Percorre os corredores
Aquela pressa constante
Pega metrô e ônibus
Um jeito meio desleixado de ser
Displicente
Calça larga que evidência seu excesso de peso
Uma camisa clara, tom pastel
Chega ao trabalho toda à tarde
Senta na frente do computador e olha o e-mail
Uma rotina quase insuportável
Nunca foi afeito a rotina
Agora na fase adulta tem que se adequar
É teu ganha-pão, seu sustento
Mergulhado em afazeres
A criatividade fica no que escreve
Não que tudo se torne poesia
A vida dele é impregnada de versos

Querem derrubar

Querem derrubar a jovem democracia brasileira
Derrubando partidos políticos
Mordaçando os brasileiros contrários
Ao rei indigesto

Querem derrubar a democracia
Aviltando os contraditórios
E enaltecendo os comparsas

Querem derrubar
O silêncio que eu faço agora
Não é murmúrio ou mimimi
É vontade de gritar a quatro ventos
Estamos vivendo em uma corrupiação de ideais 

Memórias

Quando era criança
um cão me mordeu
o pedaço da boca dilacerada
enxertos e mais enxertos
a dor sumiu
foi recalcada no inconsciente
Hoje não me lembro de mais nada
Nem ódio ou rancor ficaram
A cada passo que dou ao além
é um passo que dou

domingo, 7 de agosto de 2016

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

R.I.P Vander Lee

Foto retirada da Internet 

Moço

Romântico
De linhas esperançosas
Ilumina nossas vidas
Com teu jeito mineiríssimo de ser
 
Amar não é uma ideia
É uma ação
Que carregada de objetivos tortos
Impulsiona a alma para ilusões?



Prosaico

Repetição
Repetir
De repente ação
Repetir a ação
Descrever cada objeto
Desvendar os mistérios
E encher o peito de ar
Cada lugar

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Indefinição

Em mim nada é organizado
Tudo é caótico
Sem uma forma definida

O meu sertão

Não tenho as preocupações de Guimarães Rosa
Deveria de ter
Mas ainda sou novo nas palavras
Imaturo como uma larva
Escrevo para me distrair do tempo
Trago dentro de mim um desejo constante
Escrever até que não caiba dentro de mim nada mais


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Para o Filipe Haslan

A morte não acaba com a vida
Seguimos adiante com passos largos
Diante de cada dor
A alegria contagia
Um sorriso basta
E você Haslan
Nos deu a certeza de que vale a pena viver
Um minuto de cada vez.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O atropelamento
Eu ti vi na rua em sangue
Morri nas areias de Copacabana
Perguntei aos olhos da cartomante
Não vi nada
Em um paraíso celestial aqui na terra

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Meus versos intempestivos
Correm em minhas pupilas dilatadas
Não sei ficar sem escrever
Porque a escrita me alivia.

A palavra como sina

A palavra é minha sina
Não sei mais desvincular dela
Penetra em cada poro da minha pele
E pelos dedos se esvai

Ser poema

Não sei fazer outra coisa
A não ser poemas
Escrevo por uma necessidade compulsiva
Límpida razão de existir

domingo, 31 de julho de 2016

Oração

Amar é desapegar - se de si
Ir ao encontro dos problemas dos outros
E ajudar a sanar as tuas dores
Senhor dai-me sabedoria para conviver com o diferente
E saúde pra melhorar um pouco o mundo

Como Deus seria?

Somos como Deus
Quando estigamos em nós
A Beleza
A Bondade
A Verdade
Três pilares de uma vida sã

Aprendi a ser Deus de mim mesmo
Mesmo com as imperfeições do humano
Sempre o procuro dentro de mim e nos outros

A minha guerra

Não erguerei bandeiras
Sem antes sentir
Que o que vale na vida
É ouvir

A guerra não é com estranhos
Está dentro de nós mesmos
Não adianta berrar, gritar e se convalecer com o outro
Sendo que o problema coabita dentro de você

Centrar as ações
Conviver com as emoções
É uma luta interior
Que poucos ainda compreenderam

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Contemplando a si mesmo

Não posso escrever coisas que não venham de mim
Posso ser um narciso no lago
Posso ser o que quiser ser
Na vida, as nossas experiências é que contam
Viver para amar quem se ama
E contemplar a bela certeza
de quem se é...

Profano e sagrado

O profano e o sagrado
em mim se misturam
não há remorso e nem tristeza
que me fazem menos amado
Tenho dentro de mim
Um fogo quente
que em tudo devora
sou um lindo pássaro azulado
que sobrevoa sobre os confins do universo

terça-feira, 26 de julho de 2016

Não cito poetas
Tento ao máximo com minhas limitações
Escrever o que penso
Deixar transparecer o que sinto
Para que minhas palavras não morram

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Do meu jeito

Não procuro ser perfeito
Procuro ser autêntico
Ser do meu jeito
Conturbado
Às vezes
Mas do meu jeito

domingo, 24 de julho de 2016

Gozo na Chilli Peppers

Minha potência penetra em você
Aquela mão de um estranho passa pelo meu peito
Sussurra
Mete
E aquele calor dos corpos que se encontram
Me fazem gozar um intenso prazer

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Fatos são correções
que na alma batem
explodem corações arrependidos

Fantasia real e delírios

Fantasio um mundo diferente
Em que o Amor que surja da face obscura
Inunde por todos os lados
Os revés do tempo
Na clara intenção de que somos seres tão diferentes
Mas ao mesmo tempo irmanados em coisas do coração.

Memória afetiva

Meu coração batuqueia
Coisas que a razão nem entende
Crio imagens proféticas dentro de mim
que reverberam em tempos de outrora
Em ciclos que se fecham
E me deixam mais conectado com a minha memória

Meus órixas

Meus órixas da terra
Da água, do céu
Dispertam em mim
Um valoroso
Espaço de que percorro
A estrada certa

terça-feira, 19 de julho de 2016

Ao tempo

Quando o mundo te bate
É porque você está no caminho certo
A violência gratuita que invade
Te deixa mais resistente ao tempo

Inveja

Ninguém pode ser como eu
E nem quero ser como você
Faço - me na minha insignificância
Um ser de reta oratória

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O medo

O medo me corrompe
Faz de mim um ser amedrontado
Sozinho na secretaria
Sem ninguém para dividir
Anseios e trabalho
Como é ruim estar aqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Auto-análise

Faço muito pouco
Mas o que faço fica escondido
Para que apenas seja visto por Aquele
Que tudo faz para dar sentido a minha vida

Vendendo a auto-imagem

Do que adianta ir a África
Olhar para a pobreza
Fazer meio litro de caridade
Enquanto que o problema persiste
A caridade falseia os fatos
Do que adianta dizer que se percorre a estrada menos percorrida
Sendo que na verdade a tentativa é de exploração da imagem
Imagens
São todas vendidas hoje em dia
Por mil reis vende-se muita coisa
Até a auto-imagem

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Sem título

Tudo que é muito sério
enfadonho se encontra
Nas estradas que a vida nos permite percorrer
tudo passa de relance
A criança não para de chorar
seu choro irritante
instiga o desespero e o anonimato


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Uma tarde de reflexão

A paisagem da janela
Tempestade que não acaba mais
O frio que entorpece a pele
Amor que não volta mais
A gente passa por muitas coisas
Não é preciso parafrasear
Bela vida que em nós é ingrata
Vida e morte é consolo
De uma alma atormentada
Por um passado inglório e nefasto

O fim

Tudo acabou
Fiquei só
O que parecia uma vida inteira
Nada mais que pó

sexta-feira, 1 de julho de 2016

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Amor próprio

Faço a minha parte
nesta existência que cansa
procuro ser amado
não para suprir carências
O ponto de equilíbrio
consiste em amar a si próprio
com um amor que pouco tem de si

Banalidades

Na vida tudo é questão de reciprocidade
Se não há
Paro e penso
Não vale a pena perder o tempo
Com coisas banais

Simples devaneio

A verdade que imaginei para mim
é uma falsa aventura
descolar o tempo da razão
e enchê-la de coisas
que não corrompem o próprio tempo

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Não sou objeto

As crianças gritam
meus ouvidos já não aguentam
tudo parece um transe auditivo
velarei até sua morte.

Não
A morte não me assusta
Dela provém o porvir
De falsas esperanças não vivo
que venham novas formas
de se sentir amado
neste mundo em que ser objeto
é tão proclamado.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Meditação

A meditação quanto toca
arrasta multidões
Naquele transe insistente,
que faz maremotar emoções
Não pense em nada,
disse um velho sábio
E da dor aniquilada,
recamos de luz

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A verdade

Será que se busca a verdade
Apenas na verdade
Deveras encontrar a verdade
Aquela que nunca passa
Passando se foi
Sobre o leito de um rio.

terça-feira, 21 de junho de 2016

A tosse

A tosse que espreme o peito
solta perdigotos com prováveis
rios de vírus
E o corpo padece a tal doença
Até que haja uma luta de células
Dispostas a vencer
O mal vence o bem?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Homem

Sou um homem
Duro
Frio
Sem contemplação
Ás vezes sombrio
Garrafa, vinho tinto
A sobriedade
que passa no coração

quinta-feira, 16 de junho de 2016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Choras

Pressinto que não estou aqui
Deve ser aquele mal estar generalizado
Desconfiança é um sentimento atroz
Que a mão do berço balança
Choras lágrimas
E encontre um rio de solidão

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sem título

Nos meus sonhos há um brilho
Que naquela tarde de domingo
Faz-me emputecer
Quando na esquina
Encontro tua alma maltrapilha


 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Vazio

O vazio da página,
pode ser o vazio da alma,
as letras preenchem aquele espaço em branco,
como o amor preenche o vazio da alma.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A luz

Não quero perder de vista
Aquilo que passa
Entre corredores azuis
E matizes de todas as cores
Produzir brilhantes
Até que a própria vida possa ser luz

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Sem título


Veio à tarde escura
com seus arroubos de prazer
descontente com os fatos cotidianos
que geram em mim e em ti
a intelectualidade que não alcança.

Donos de si


Saudade bate no peito que invade
Sem pausas continuas
Sem vírgulas ou travessões
Nada demarca o tempo
Ele urge na mais tênue distância
Acaba nos fortalecendo
Nos tornando mais donos de si

Sem título


Os dedos trêmulos
A massa muscular pulsante
Bate, bate sem parar
As sensações estranhas vem e vão
O corpo parece não se adaptar

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Perfeição?

Deslocamos os olhares,
para pontos de exclamações.
Vamos ser
Deixar de fazer as coisas por fazer
Amar cada gesto na imensidão do céu azul
Procuremos não mais a perfeição do tempo
que nunca chegará.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Eu quero ser

Quero ser qualquer coisa
Viver como se fosse o último dia
A existência se faz as pressas
Não tenho mais tempo para pensar
Deixa fluir e seja como deve ser
Sei lá

A dança

Dancemos à noite toda
Esqueçamos as nossas dores
E perpetuamos só a alegria
Com um sorriso estampado no rosto







A dor e o amor

Se a dor me persegue
é porque ela quer dizer algo
e se no amor estivermos
as dores não nos sufocarão

terça-feira, 17 de maio de 2016

Lembrança

Você foi um grande amor
que passou de leve
transbordou-me com seu afeto
e que agora fica na lembrança.

Eco

Busco a felicidade dentro de mim
Vasculho cada centímetro da alma
A razão que existo é única
Falo coisas não para as pessoas
Retorno sempre a escutar
A voz que é só minha
E dela ecoar sobre a Terra

domingo, 15 de maio de 2016

Clichê

A verdade me corrompe
Deixa-me um pouco mais puro
Pés fincados ao chão
E a copa cheia de sabedoria

sábado, 14 de maio de 2016

Duas irmãs

Separadas por um período  de trevas
Ligadas por um tempo de luz
Encontrar alguém
Vislumbra a emoção
Do tempo que nos faz mais feliz

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Era digital

Absortos
Na era digital
Cada um no seu Smartphone
Olhando aquele vidro negro
Sonhando com um mundo melhor
E esquecendo a vida que passa ao lado
Tudo é questão de lógica
A técnica que hoje impera
É a m