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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Prazer na cama

A língua que corrompe o corpo
Passa pelos mamilos
Excita
E em instantes depois
Jatos de prazer

A paz

Não creio em frases de efeito
A tua mudança está na ação
Não há problema ser largata
Desde que a borboleta dentro de si
Resplandeça na luz do dia
O tempo é o melhor remédio
Pra curar todo mal
A vida é o limiar do desespero
Não sei se há paz neste ponto final.

Realidade fantástica

A minha realidade é fantástica
No devaneio do pensamento
Escrevo gotas de orvalho
Enxugo lágrimas
E vejo sons metalizados

Hitar

Hoje em dia
As pessoas querem hitar
Falar coisas de ampla repercussão
E conseguir sucesso rápido
Vivemos num mundo acelerado
Em que o lento progresso é subestimado
E o trabalho é pouco valorizado
A palavra é escrita, às vezes, na aridez das ideias
Ruminar e escrever
É isso que quero para mim


A moça

A moça me falou
Segue em frente
Busque o melhor de si
Como ordem inequívoca
Sigo seus conselhos


Início

De volta ao material de início
Refazendo cada poesia
Sentimentos plasmados
A cada nota um pouco de dor
Como em uma agulhada
Mas é necessário voltar
E ver que se evoluiu enquanto humano

Trabalho

Dizem que escrever é labor
É trabalho de enxada
Força cerebral
Daquelas que mexem nos espaços vazios
E criam pontos de confluências

Minha escrita

A escrita me persegue
Na cabeça só vejo letras
Dançam harmonicamente
E como num clarão
Surgem ideias poéticas

Tudo passa

Está tudo certo
Olho no espelho e vejo
Um ser acomodado pelo tempo
Escrevendo me esqueço
Daquilo que passa

Fantasia

Tudo parece fantasia
Os riscos no céu
As gaivotas que voam para trás
Pombos torturados em gaiolas de aço
E a violência quotidiana que antes ficava nos becos está em qualquer lugar
Olha-se para os lados
Quem me persegue
Vultos fantasmagóricos
Sem chance de correr
Pessoas que se tornam fantasmas existenciais
Percorrem as ruas sem destino aparente
Entorpecidos de drogas
E vivem de pequenos furtos
A cidade cor de cinza diria alguns
Resplandece multicolorida
Enquanto as gaivotas, o céu e os pombos
Apenas voam






Mundo pop

Eu me questiono
Sempre
Antes de qualquer palavra dita
Penso
Será maldita a palavra que sai da minha boca
Por isso questiono
Aguardo
Vejo o antes e o depois
Sintonizo na verdade
E deixo discorrer
O mundo pop deixou de ser referencial
Tudo é um vazio
Dizem revolucionários
E mantém o status quo





O vermelho

Não sei escrever coisas belas
Escrevo aquilo que está dentro de mim
O meu feio bonito aparece
Horda de orvalho
Canivetes alados
Rasgam a pele fina
Deixam suas marcas intensas
Cobrem de um vermelho
O chão que ora pisa
Ora flutua