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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

A noite

Sou a noite
Revestida de silêncio
Que perfuma às horas a mais

Minha dor

A minha dor
deixa-me com gosto de prazer
Não sou amarelo e nem azul
Vivo em tons pastéis
E a dor continua
como se não me deixasse em paz

Um cântico

Sou feito de arroubos
Na simples figura de um êxtase
Meditando em prece
Com o crucifixo em punho
E notas de aleluia

Delírio - Roberta Sá

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Palavras

Forme palavras
Vazias
Cheias de si

Cazuza

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Faz de conta

As crianças na sala de aula
Vivenciam o gosto pela brincadeira
Pulam, cantam, desenham
Criam um mundo imaginário
Em que eles são reis e elas rainhas
No faz de conta de toda criança
Não há tédio e intolerância

Sofrência

Floreio um mundo encantado
Em que o amor reina
No enlace da vida me encaixo
Não quero sofrência 

A morte do menino

De bicicleta em punho
Correndo pelas ruas do bairro
A morte do menino
Ninguém ainda sabe

Rios de saudades

Não sei porque escrevo poesia
É uma necessidade intrínseca
Cada palavra vem e enche o peito
Descorre como leite derramado
E penetra em cada poro
Rios de saudades

Paz

O verde no poente
Abraça o azul no ocidente
Aquele cheiro de mato molhado
Deixa um clima de paz

O fim e o início

Quando tudo é início
O fim das coisas prevalece
Quando tudo é fim
O início das coisas termina

O pedido

Tudo que escrevo
é um pouco de mim
que dou para os outros

Quando o fim chegar
quero estar mais seguro de mim mesmo
dos meus afetos e anseios

Quando este mundo chegar ao fim
Quero ainda estar por aqui
Reservado numa gota de orvalho
Que brota do chão
E deixa os dias menos secos

Adeus

O meu corpo fala mais alto
Ansiedade que corta
Revela em cada segundo
O adeus que foi embora

Sem medo de errar

A cada passo eu sigo
Vou na corda bamba
Sigo
Tentando não olhar para trás
É difícil
Tem sempre algo que puxa
Que quer voltar a tempos de outrora
Por isso sigo
Em frente
Arrisco
Sem medo de errar



Delírio

Delirantes ideias
Cores e mais cores
Aviões no céu
Riscam de branco o poente

Poesia no trabalho

Nos momentos de folga no trabalho
Escrevo poesias
Elas são parte de mim
Desesperadamente as escrevo
Tudo pode ser fonte de inspiração
Desde que a coisa me toque

Hoje pela manhã

Hoje pela manhã
Riscos no céu
Da janela do meu quarto
Avistei
Sensação que acalma
E tira a tensão
De dias quentes

Carnaval em Capim Branco

Fui ver o carnaval em Capim Branco, tive instantes de medo. Muita aglomeração me deixa ainda inseguro, por isso preciso vencer meus medos e insegurança aos poucos.

Canto em Malibu

Te encontrei em Malibu
A minha vida salvaste
Com aquele teu canto de dor
Que se entoa
Mesmo em momento de alegria
Na paz de nosso Senhor

Luz das estrelas

Contemplo
a luz das estrelas
elas me deixam mais calmo
A ansiedade passa por instantes
E só fica aquele gosto do adeus

As aulas dos pequenos

Início das aulas dos pequenos
Aquele choro que permeia o ar
Saudades dos pais
Estas crianças sentem
É necessário que as professoras
Estimulem com afeto e carinho
O gosto destas crianças pela escola

Flor da manhã

Andei descalço
Com os pés na terra molhada
Sentindo o cheiro de dama da noite
E a alma livre de pecado
Olhei para o azul celeste
Deslumbrante entardecer
Encontrei duas almas
A minha e a tua
Neste vale que é a vida

Luto

Um tio querido se foi
Era daquelas pessoas que a gente gosta sem pensar
Espero que ele encontre a luz
De momentos felizes
Hão de ficar