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Mostrando postagens de Março, 2016

Longínquo

Em terras longínquas
Finquei minha bandeira
Aportei minha vida
E colhi os frutos do amado

Barco

Fiz um barco a vela
Pra fugir deste país
Não se pode sair na rua
Com a cor da roupa que se quer

Podar

Já busquei dentro de mim muitas coisas
Aquela felicidade de instantes
Passará pelos meus dedos
Ainda crio histórias
E meus amigos me dão asas para voar
Mãos que podam todo tipo de silêncio

Festa na mata

Para criança

No som da mata
Surge a voz dos bichos
As maritacas
Os sinhaços
Os trinca-ferros
Bem-te-vis
Pássaros que não acabam mais
A criança dentro de mim
Se espanta com tanta beleza
E ardor


Limiar

No limiar da vida
Entre a morte e o ser
Vamos cavalgando sem olhar para trás
Distante vejo um quê de saudade
Repleto de bons momentos
Mas a vida continua
Sem esperar nada de ninguém
Sigo o meu destino.


A chuva

A cada gota que cai dentro de mim
Refresca minha alma
A água que guia meus passos
É aquela que percorre meu ser

Metalinguagem

Não tenho métrica
Não tenho forma
Surjo espontaneamente
Cada palavra que aventuro em dizer
São palavras surgidas do nada
Que minha ínfima existência neste planeta
Seja de puro êxtase contemplativo
Em um mundo tão atribulado
Escrever poemas é minha única saída

O Amor

Amor
Sentimento que nasce
Brota de uma alma imperfeita
Nos faz acreditar em dias melhores
Vivendo uma coisa de cada vez
E lutando por sonhos inacabados



Muito Obrigado!

Você caro leitor dos meus poemas. Agradeço por parar um minuto da tua existência e ler o que escrevo. Faz-me bem saber que tenho leitores neste mundão afora. Que se interessam por aquilo que escrevo. Aqui fica registrado o meu muito obrigado.

Tesão

Somos tomados por um fogo interno
Que desvincula cada ação do momento presente
Aquele que passa ao nosso lado
E nos enche de tanto tesão

Mulher

Você que se mantém a duras penas
Cercada de sacrifícios
Lutando por um mundo melhor

Você que arregaça as mangas
Faz da vida um eterno revoar de pássaros
Em que todos possam pousar

Você que vive sua luta diária
Empresta sua garra
E nos faz sem a se questionar

Você que encontra no outro
Um pouso, um abraço, um afago
Mulher

Você que se faz sempre autêntica
Nas batalhas vencidas nesta vida
Um grande abraço de quem nasceu do seu ventre amado

Poesia curta 2

Mãos que se cruzam pelo tempo
Mentiras jogadas ao alto
A face rubra de desalento
O pecado mora ao lado

Alento

A face desnuda de um semblante
As horas que passam num tédio interminável
Escuto tua voz
Meu alento

A luz

Pra criança

Vivendo de recamos de luz
Fazendo o meu mundo girar
Gira mundo e me faz encantar



Aniversário

Hoje é meu dia
Data tão feliz
Daquelas que se guarda no peito
E vive-se a espera incontrolável do tempo

Poesia curta 1

Cada dia que escrevo
Um pouco de mim se esvai
Na tentativa de moldar os sentimentos
Viro uma pérola na ostra