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Mostrando postagens de Abril, 2016

Música para dançar

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"Esta música me faz dançar à noite toda e esquecer da minha dor."

O jardineiro

Pedinte
Um homem em uma calçada
Por um trabalho ele vive
Pela mão estendida
Torna-se jardineiro

Sem título

Incontestável tempo
Margeia de sangue o sem fim
Na palma da mão linhas transfiguradas
Em paixões de um clima de verão

O grito e a dor

O grito daquela criança
Que quer apenas aparecer
Parece com minha dor desolada
Que não me deixa adormecer

O tempo que não volta

Meus dias têm sido de puro marasmo
Uma inconsequente forma de viver
Olho para os lados e não vejo ninguém
Com a cabeça baixa ligo o ventilador
Aquele vento enrijece os pelos
Fico a devanear impressões de um tempo que não passa
Pobre alma insólita
Revejo o tempo de agora
E com a sensação de dever cumprido
Me despeço do tempo que não volta 




Revelação

Colhi frutas no campo
Doces lembranças da infância perdida
Não sei em que me basear para escrever
Nestas linhas um toque de adeus
Pobre fim de uma alma confusa

Contos

Meus contos nunca tem um ponto final
Não tem um fim aparente
Terminam sem serem terminados
Inconclusos
Diante de um tempo que passa
Ficam a deriva do consciente

Rima perfeita

A mala pronta
Não adianta perguntar para onde vou
Percorro caminhos letrados
Em busca da composição perfeita
Pobre criatura!
Irá morrer sem consegui - la.

Rima pobre

Em algum momento serei feliz
Nestes dias a vida corrompida
Me devora
E nem há chance de sofrer calado
Porque a dor grita muito mais alto

Palavras do dia

Confesso que as palavras vem
E em instantes elas percorrem o papel
Preenchem meu dia
E me ocupam de coisas boas

Minha poesia

Não penso em formas
A espontaneidade dos meus versos
Surgem de momentos bucólicos
É como se plasmasse dentro de mim momentos
E é destes que surgem minha poesia

Mente incauta

As palavras me saltam a boca
Os dedos em frenesi
E a mente incauta
Escreve sem pensar

Memória

O amanhã me trouxe lembranças
De um tempo que há porvir
Deixo-as nas memórias
Na clara esperança
De ter o que fazer nesta tênue linha que é a vida
Canto de pássaros
Uma manhã silenciosa
E o sol fervendo na pele

Sexo

No sexo não tenho pudor
Nem comedido sou
Tenho fome
Aquilo que me devora
Devoro

Silêncio!

Querem silenciar os professores
Querem torná - los castos
Uma pureza sórdida Querem silenciar os professores
Prende - los nos moldes ditatoriais
E assim vivemos um conto de fadas

Desinteressante

Na minha pequenez
Escritos em uma nota só
De quase instantes intempestivos
Surgem minha poesia
Poemas que não são um fim em si
Que tentam mostrar um pouco
Quem deverás sou
Ou quem deveria ser