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Mostrando postagens de Maio, 2016

Vazio

O vazio da página,
pode ser o vazio da alma,
as letras preenchem aquele espaço em branco,
como o amor preenche o vazio da alma.

A luz

Não quero perder de vista
Aquilo que passa
Entre corredores azuis
E matizes de todas as cores
Produzir brilhantes
Até que a própria vida possa ser luz

Sem título

Veio à tarde escura com seus arroubos de prazer descontente com os fatos cotidianos que geram em mim e em ti a intelectualidade que não alcança.

Donos de si

Saudade bate no peito que invade Sem pausas continuas Sem vírgulas ou travessões Nada demarca o tempo Ele urge na mais tênue distância Acaba nos fortalecendo Nos tornando mais donos de si

Sem título

Os dedos trêmulos A massa muscular pulsante Bate, bate sem parar As sensações estranhas vem e vão O corpo parece não se adaptar

Perfeição?

Deslocamos os olhares,
para pontos de exclamações.
Vamos ser
Deixar de fazer as coisas por fazer
Amar cada gesto na imensidão do céu azul
Procuremos não mais a perfeição do tempo
que nunca chegará.


Eu quero ser

Quero ser qualquer coisa
Viver como se fosse o último dia
A existência se faz as pressas
Não tenho mais tempo para pensar
Deixa fluir e seja como deve ser
Sei lá

A dança

Dancemos à noite toda
Esqueçamos as nossas dores
E perpetuamos só a alegria
Com um sorriso estampado no rosto







A dor e o amor

Se a dor me persegue
é porque ela quer dizer algo
e se no amor estivermos
as dores não nos sufocarão

Lembrança

Você foi um grande amor
que passou de leve
transbordou-me com seu afeto
e que agora fica na lembrança.

Eco

Busco a felicidade dentro de mim
Vasculho cada centímetro da alma
A razão que existo é única
Falo coisas não para as pessoas
Retorno sempre a escutar
A voz que é só minha
E dela ecoar sobre a Terra

Clichê

A verdade me corrompe
Deixa-me um pouco mais puro
Pés fincados ao chão
E a copa cheia de sabedoria

Duas irmãs

Separadas por um período  de trevas
Ligadas por um tempo de luz
Encontrar alguém
Vislumbra a emoção
Do tempo que nos faz mais feliz

Era digital

Absortos
Na era digital
Cada um no seu Smartphone
Olhando aquele vidro negro
Sonhando com um mundo melhor
E esquecendo a vida que passa ao lado
Tudo é questão de lógica
A técnica que hoje impera
É a mesma que nos faz não ter ética

Minha religião!

A religião ainda constringe o homem
ao invés de libertá-lo.
Cria regras demais e vida de menos
A vida é dinâmica,
não para no tempo.
O pecado está nos olhos de quem vê
Tira as travas dos teus olhos, e veja teu irmão!
Não minha Lady, não somos mais pecadores
O sangue já foi lavado
E como cordeiros imolados
Os seres humanos são a mais bela presença
de um Deus que vós ama.




Sem título

Tudo metódico,
arquivado,
contabilizado,
conferido exaustivamente.
Ainda bem que a arte não é assim...
Meus pensamentos estão livres
Loucos por devanear
A cada palavra dita
um pouco dos meus pensamentos morre.

Memória

Escrevo desesperadamente para não esquecer
Minha memória é como pedra
Fixa e imutável
Mesmo que esmagada
Continua pedra

Prolixo

Repetição de ideias
Fala que não acaba
A memória que não sai do papel
Vira um monte de pensamento
Que no decorrer da vida
Prolixo, estou!

A rotina

Acordo às 9
Almoço às 12
Vivo uma vida pacata
Sem grandes ensejos
A rotina é que me mata 



Tédio

Tédio
palavra do tempo
de agora
que movimenta a história
em profundo desamparo
do tempo de agora.

Dinheiro

A essência da humanidade
está no dinheiro que tudo compra,
não se engane, até mesmo a verdade,
para alguns pode ser comprada.

Homem artificial

O homem é um ser artificializado,
pela existência que tudo passa,
deixa só o pó e a essência.

Sem título

O coração pula de um desfiladeiro,
Emoções como o medo,
não são os mesmos.
Refiz-me o tempo todo,
procurei a saudade que havia no peito.
Não a encontrei!
Fui-me embora,
com aquele alasão alado
em trezentos alqueires
e uma viola embaixo do braço.


O êxtase na dor

Escrevo em verdadeira sofrência
Não imagino a dor
Vivo-a em cada dia
Não sou um masoquista que a busca
Sou homem de carne e osso
Sangue vertendo
Coração atritado
Busco sabedoria na intenção de eliminá-la
Não é assim que se vive
A cada oração dita em um momento de dor
Mais paciência é revelada
A vida, às vezes, tem gosto de fel
E é nela que os prazeres da carne
São satisfeitas em momentos de êxtase




O ponto de encontro

Nas esquinas da vida
Me encontro
Com um olhar lânguido
Afeito ao voar
Não te falo de rosas
Espinho que sempre perfura
Com o sangue derramado
Em plena clausura

Nas esquinas da vida
Não me encontro mais
Fiz uma revolução
O olhar para trás não importa
Faço desta tênue existência
Um buraco, uma fenda
Neste lugar me encaixo
Desprovido de todos os sentidos
No ponto de encontro me acho.


Eu sou o fogo que arde em teu peito
sou a brisa que balança os cabelos
mar que acalma o seu ser
e que vive de muito alvorecer


Quotidiano

Meu mote é o quotidiano
simples razão do existir
monótono como não há
livre deve ficar

A liberdade de escrever o que se quer é angustiante
tédio em cima de tédio
suplantando a própria verdade
e fazendo da vida um mistério

Que nada diria alguns
não há mistério em viver
o que há é um pobre balanço
de expressões surripiadas

Ladrão de sentimentos
que se esvaem a cada estrofe
não aguento, não suporto
o meu adeus ao tempo 









Lady

Que minha Lady
Consiga mostrar tua face nua
Sem apetrechos, sem balagandãs
Que tua roupa seja a expressão mais pura, de uma feminilidade que não passa
Te vejo sem absolutamente nada, despida de trejeitos
Faça o que quiser desde coração de fã, mas não me deixe de dar notícias do teu amanhã 


Pistoleiro

Contratado para matar
Sem medo de ser pego
O pistoleiro de aluguel
Com arma em punho atira
E o sangue derramado
Escorre pelo chão de terra
O corpo estendido
É deixado para trás
Numa noite de luar
Vermelho se torna o tempo
Tudo que foi visto não passou de um delírio